Domingo, 19 de janeiro de 2020.

Lucro da Vale cresce 25% e vai a R$ 7,8 bilhões

A mineradora brasileira Vale registrou lucro líquido de 7,891 bilhões de reais entre janeiro e março, melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2013, com alta de 25 por cento ante o mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta quinta-feira.

O resultado foi impulsionado pelo aumento da produção de minério de ferro, sua principal commodity, e ocorreu apesar do impacto negativo do menor volume de vendas sazonal.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu para 13,523 bilhões de reais, alta de 82,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Em comparação com o quarto trimestre, no entanto, o Ebitda caiu 13,4 por cento, com o impacto das menores vendas.

Além do efeito da sazonalidade, a Vale anunciou na semana passada que as vendas deveriam ser mais fracas que os embarques registrados no primeiro trimestre por uma estratégia da companhia de aumentar estoques no exterior, apesar de ter reportado um recorde de produção para o período.

Os preços mais altos do minério, por outro lado, compensaram parcialmente o menor volume de vendas, segundo a Vale.

A receita líquida da companhia somou 26,742 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 30 por cento ante o mesmo período de 2016.

O diretor financeiro da Vale, Luciano Siani, afirmou em um vídeo na internet que a empresa iniciou o ano “em grande estilo”, embalada pela inauguração do projeto S11D, em Canaã dos Carajás, no Pará, o maior de sua história, que entrou em operação comercial neste ano.

“O lucro líquido de 7,9 bilhões de reais foi o melhor resultado da empresa desde 2013, ficamos muito orgulhosos com essa recuperação da companhia após vários anos”, disse Siani.

O executivo destacou que, com os resultados do primeiro trimestre, a empresa conseguiu reduzir a dívida de forma substancial para 22,8 bilhões de dólares ante 25 bilhões de dólares no fim de 2016.

“O que mostra que a companhia está em trajetória de desalavancagem e, nos próximos trimestres, com aumentos sucessivos da produção em todas as linhas de negócios, vamos atingir resultados ainda melhores”, afirmou.

O lucro líquido da Vale em dólares foi de 2,49 bilhões, abaixo da estimativa média de analistas, de 3,325 bilhões de dólares, publicada no Thomson Reuters Eikon. O resultado, contudo, superou as expectativas da média dos analistas apurada pela reportagem da Reuters, de 2,43 bilhões de dólares.

 

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Nascem filhotes de onça-pintada em parque da Vale no Pará

É a segunda vez que o Parque Zoobotânico Vale consegue reproduzir a espécie que está ameaçada de extinção

Um casal de onça, sendo uma pintada e uma preta, reproduziu no Parque Zoobotânico Vale (PZV), em Parauapebas, sudeste do Pará. Os filhotes, uma fêmea preta e um macho pintado, estão em local reservado onde recebem cuidados especiais dos tratadores. É a segunda vez que nascem filhotes desta espécie no parque, a primeira foi em 2002. Os pais já vivem no local há três anos desde que foram doados pelo Ibama do Pará.

A onça-pintada consta nas listas estadual (Secretaria de Meio Ambiente do Pará), nacional (Ministério do Meio Ambiente/Ibama) e internacional (The IUCN – International Union for Conservation of Nature) de espécies ameaçadas de extinção e, por isso, há um grande incentivo às iniciativas de reprodução no mundo inteiro. “O nascimento dos filhotes no Parque da Vale aumenta a expectativa de conservação da espécie já que a reprodução de indivíduos pretos (melânicos) é raríssima. Para se ter uma ideia, na natureza a população de onça-preta é estimada em apenas 10%”, explica Leandro Maioli, biólogo do Parque.

A onça-pintada é um símbolo da fauna brasileira. O felino vive em regiões quentes e temperadas do continente americano, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. No Brasil, a espécie é encontrada em todos os biomas.

No PZV, a conservação da biodiversidade, especialmente da fauna, é feita a partir da manutenção de exemplares, preferencialmente da região amazônica. Além da onça-pintada e da preta, o Parque mantém casais de espécies de interesse para conservação e, desta forma, incentiva a reprodução em cativeiro. Atualmente, há um programa com esse objetivo que contempla duas espécies de aves ameaçadas de extinção: a arara-azul-grande e a ararajuba, que no ano passado reproduziu com sucesso.

No caso das aves, no processo de reprodução são formadas as matrizes, ou seja, os casais que irão se reproduzir. As duplas ficam isoladas em um recinto semelhante ao habitat natural, onde é colocado um ninho artificial. “A adaptação é lenta, pois não depende da ação humana. Além disso, outros investimentos foram feitos, como a instalação de uma incubadora para facilitar o desenvolvimento de filhotes”, explica André Mourão, veterinário do PZV.

Sobre o Parque Zoobotânico Vale 

Inaugurado em março de 1985, o Parque ocupa uma área na Floresta Amazônica de 30 hectares, localizada no coração da Floresta Nacional de Carajás, Unidade de Conservação Federal administrada, protegida e fiscalizada pelo ICMBio, com o apoio da Vale. Dos 30 hectares que ocupa, 30% foram utilizados para a construção de recintos e área de apoio. O parque mantém atualmente um plantel de mais de 260 animais. Entre as espécies existem algumas ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, arara-azul-grande, ararajuba, macaco-aranha-da-testa-branca e macaco-cuxiú. O parque contribui para a conservação ex situ das espécies, servindo como estoque genético e formando profissionais especializados para trabalhar em benefício da conservação da fauna e flora amazônicas.

O PZV é aberto à visitação pública todos os dias, das 9h às 15h30. A entrada é gratuita.

Fotos : Salviano Machado.

Informações Companhia Vale.

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