Quinta-feira, 2 de abril de 2020.

Em editorial, jornal britânico ‘The Guardian’ diz que Bolsonaro é ‘perigo para brasileiros’

Informações do Globo.com

 

Em editorial publicado nesta terça-feira (31), o diário britânico “The Guardian” critica o posicionamento de Jair Bolsonaro em meio à pandemia de coronavírus, afirmando que o presidente é um “perigo para os brasileiros”.

 

Editorial é o nome dado ao artigo que representa a opinião do veículo de comunicação que o publica. Prestes a completar 200 anos de fundação, “The Guardian” é um dos jornais mais importantes do mundo.

 

“Sua resposta ao coronavírus atingiu novas profundezas. Muitos governos terão que responder por seus erros e complacência quando a pandemia terminar. O desempenho de Bolsonaro está em uma categoria única”, diz trecho do texto.

 

Logo no início, o artigo ressalta que a maior parte do Brasil segue rigorosas quarentenas impostas por seus governadores e que o Ministério da Saúde faz apelos para que as pessoas permaneçam em suas casas, caso contrário o sistema de saúde pública poderá entrar em colapso já no final de abril.

 

Mas destaca que um homem desdenha das restrições e passeia pelo mercado local, tem suas publicações removidas de redes sociais ao promover medicamentos não testados e atacar o distanciamento social. “Um homem normalmente não pode causar tanto dano. Infelizmente, este homem é o presidente”, diz o jornal.

 

O texto lembra ainda que Bolsonaro chamou a Covid-19 de “gripezinha” e reclamou de suposta histeria da imprensa, além de dizer que “todo mundo vai morrer um dia”. E lembra que ele mesmo já foi testado após pessoas próximas a ele terem sido diagnosticadas com a doença, e pode ter representado um perigo físico para seus seguidores ao manter contato próximo durante seus passeios por Brasília no último final de semana.

 

O jornal menciona também seu desentendimento com governadores, que acusou de serem “exterminadores de empregos” e diz que isso seria uma estratégia para atribuir a culpa a terceiros quando a economia começar a afundar.

 

No entanto, em sua conclusão, o artigo diz que alguns aliados já começam a romper com o presidente, e cita os governadores de Goiás e Santa Catarina e rumores de inquietação nas Forças Armadas. “O senhor Bolsonaro pode não acreditar no distanciamento físico, mas está se mostrando notavelmente bem-sucedido em se isolar”, encerra o jornal.

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Edivaldo nega boato e alerta para o perigo das fake news durante a pandemia do coronavírus

Por meio das suas redes sociais o prefeito Edivaldo Holanda Junior alertou  para o perigo que as fake news podem trazer para a saúde pública neste momento de pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Circulou nas rede sociais e whatsapp que a Prefeitura de São Luís determinaria a volta às aulas nas escolas municipais e a reabertura do comércio. A informação é falsa. Edivaldo reforça que continuará mantendo as medidas de isolamento social, conforme recomendam as autoridades de saúde.

Em sua publicação nas redes sociais, Edivaldo pediu à população de São Luís que “não compartilhe fake news, isso atrapalha e muito o nosso trabalho de combate à doença”, destacou.

O apelo de Edivaldo é importante, pois segundo especialistas no assunto, a quantidade de peças de desinformação circulando nas redes é sem precedentes. As publicações falsas trazem desde tratamentos que seriam eficazes contra a Covid-19, ações que estariam sendo tomadas pelos órgãos públicos, formas de transmissão ou prevenção sem validação médica. Estas informações contribuem para aumentar os riscos à saúde da população.

Por isso, é fundamental que toda e qualquer informação recebida via redes sociais ou whatsapp sejam checadas antes de serem compartilhadas. É fundamental verificar as fontes e origem das informações. O Ministério da Saúde criou um aplicativo e um site apenas para tratar do tema coronavírus. Os canais oficiais da Prefeitura de São Luís e do Governo do Estado também têm divulgado informações constantemente. A imprensa também tem prestado um importante serviço à sociedade, divulgando informações validadas por diversos especialistas da área da saúde.

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Discurso de Bolsonaro sobre coronavírus foi ‘tentativa de desmobilizar a sociedade e as autoridades sanitárias’, dizem secretários estaduais de saúde

 

Matéria do G1

Em pronunciamento na TV, presidente pediu ‘volta à normalidade’, fim do ‘confinamento em massa’ e disse que meios de comunicação espalharam ‘pavor’.
Por G1

Em carta conjunta, secretários estaduais de saúde do Brasil criticaram, nesta quarta-feira (25), o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro sobre o novo coronavírus, que causa a doença Covid-19.

“Infelizmente o que vimos em seu pronunciamento foi uma tentativa de desmobilizar a sociedade brasileira, as autoridades sanitárias de todo o país”, diz trecho da carta publicada no site do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

Bolsonaro contraria especialistas e autoridades e pede fim do ‘confinamento em massa’

“Não podemos permitir o dissenso e a dubiedade de condução do enfrentamento à Covid-19. Assim, é preciso que seja reparado o que nos parece ser um grave erro do Presidente da República. Ao invés de desfazer todo o esforço e sacrifício que temos feito junto com o povo brasileiro, negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, deveríamos ver o Presidente da República liderando a luta”, diz a carta (leia a íntegra abaixo).

Bolsonaro fez um pronunciamento na TV, na noite desta terça-feira (24), contrariando especialistas e pedindo a “volta à normalidade” e o fim do “confinamento em massa”. O presidente também afirmou que meios de comunicação espalharam “pavor”.

Alcolumbre diz que fala de Bolsonaro na TV é ‘grave’ e que país precisa de ‘liderança séria’
Pronunciamento foi ‘equivocado’, e brasileiros devem seguir normas da OMS, diz Maia

A fala de Bolsonaro também foi criticada pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Em nota, a entidade que representa médicos especialistas considerou que a fala do presidente pode dar falsa impressão que as medidas de contenção social são inadequadas e que a Covid-19 é semelhante ao resfriado comum.

Os secretários de saúde do nordeste também reagiram ao pronunciamento do presidente. Em carta aberta, os gestores disseram que assistiram “estarrecidos” ao discurso, no qual o presidente da República “desfaz todo o esforço e nega todas as recomendações para combate à pandemia do coronavírus”.

Leia a íntegra da nota assinada pelo Conass:

“Assistimos estarrecidos ao pronunciamento em cadeia nacional do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

É preciso demonstrar ao Brasil as suas consequências e a necessidade de que a população perceba a gravidade do momento que estamos vivendo.

Temos, juntamente com o Ministério da Saúde, os municípios e a própria sociedade brasileira, empreendido uma intensa luta no enfrentamento da Covid-19.

Luta que envolve trabalho, sacrifício, solidariedade, empatia, compaixão com o sofrimento das pessoas e que depende de maneira imprescindível do alinhamento de entendimento e de ações, assim como da união de esforços e de uma direção única e firme.

Todas as decisões e recomendações do Conass e do Ministério da Saúde têm se baseado em evidências científicas, na realidade nacional e internacional e buscado inspiração nas melhores práticas e exemplos de condutas exitosas ao redor do mundo.

É este o esforço que temos empreendido em defesa de nossa pátria e de nossos irmãos e irmãs brasileiros. É dessa forma, desassombrada e corajosa, na direção correta que queremos seguir na missão de defender nossa gente.

Não temos qualquer intenção de politizar o problema. Temos construído, sem dificuldade, independente de colorações partidárias, políticas e ideológicas, consensos para o bem do Sistema Único de Saúde – o SUS e, sobretudo com a saúde do povo brasileiro. Este é nosso compromisso. É isso que norteia nossas ações e esforços.

Já temos dificuldades demais para enfrentar.

Não podemos permitir o dissenso e a dubiedade de condução do enfrentamento à Covid-19. Assim, é preciso que seja reparado o que nos parece ser um grave erro do Presidente da República.

Ao invés de desfazer todo o esforço e sacrifício que temos feito junto com o povo brasileiro, negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, deveríamos ver o Presidente da República liderando a luta, contribuindo para este esforço e conduzindo a nação para onde se espera de seu principal governante: um lugar seguro para se viver, com saúde e bem estar.

Infelizmente o que vimos em seu pronunciamento foi uma tentativa de desmobilizar a sociedade brasileira, as autoridades sanitárias de todo o país.

Sua fala dificulta o trabalho de todos, inclusive de seu ministro e técnicos.

Todo o apoio à atuação do Ministério da Saúde e sua equipe, que tem trabalhado técnica e cientificamente em todos os momentos. Com saúde não se pode brincar e nem fazer apostas, diante do risco que corremos. É preciso discernimento, coragem e determinação para liderar, unificar e auxiliar a nação a superar mais este desafio de Emergência em Saúde Pública.

Temos plena consciência de que o Brasil e o mundo irá enfrentar uma grave recessão econômica, aprofundamento das desigualdades sociais e empobrecimento.

A economia, com trabalho, disciplina, organização e espírito público, se recuperará. Seremos solidários e trabalharemos sem descanso para permitir uma rápida recuperação da nossa economia.

Mas é preciso que se entenda, vidas perdidas, não serão recuperadas jamais.

Que Deus abençoe cada um de nós que temos trabalhado intensivamente e dormido pouco.

Que Deus abençoe e proteja todos os brasileiros e brasileiras.

#ficaemcasa”

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Prefeito Edivaldo anuncia fiscalização nas praias de São Luís para evitar aglomeração de pessoas

O prefeito Edivaldo Holanda Junior anunciou que a partir das primeiras horas deste domingo (22) equipes da Guarda Municipal começam a fiscalizar as praias da cidade para dispersar quem ainda insiste em frequentar locais que aglomeram pessoas. Este trabalho será feito em alinhamento com o Governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros. A Guarda Municipal fiscalizará as áreas de competência municipal e o Corpo de Bombeiros, as áreas de competência estadual. Esta é mais uma medida preventiva contra o novo coronavírus (Covid-19). Medidas adicionais vão ser anunciadas gradativamente nos próximos dias.

Edivaldo reforçou que não há motivo para pânico, mas que é importante a adoção de medidas de prevenção e pediu à população de São Luís que permaneça em casa, saindo apenas quando for de extrema necessidade.

No fim da tarde deste sábado (21) foi confirmado o segundo caso de Covid-19 em São Luís. Uma mulher de 37 anos que teve contato com estrangeiros foi diagnosticada em um hospital da rede privada. A primeira confirmação ocorreu na noite da sexta-feira (20). Um homem de 57 anos que havia chegado de viagem a São Paulo. Ambos apresentam sintomas leves e estão em isolamento domiciliar.

A medida extra anunciada por Edivaldo neste sábado reforça as medidas de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) contidas no Decreto Municipal Nº 54.890, assinado na terça-feira (17), pelo prefeito Edivaldo. Entre as várias medidas contidas no decreto está a higienização extra de toda a frota de transporte urbano – São Luís foi uma das primeiras capitais a adotar a medida -, a suspensão das aulas da rede municipal, a não concessão de licenças para eventos que possam aglomerar pessoas e estabelece o Hospital da Mulher, que tem 53 leitos (43 clínicos e 10 de UTI), como a unidade municipal de referência no atendimento aos pacientes que apresentem sintomas da doença.

Edivaldo também determinou a suspensão da Feirinha São Luís e a paralisação das as atividades do Museu da Gastronomia, do Centro de Capacitação em Culinária Típica e do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), além da readequação dos serviços e do atendimento ao público nos órgãos municipais. Todas as medidas adotadas pelo prefeito estão em consonância com o que tem sido feito nas principais cidades do Brasil e do mundo para conter o avanço da doença entre a população.

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Prefeitura de São Luís alerta para a importância da vacinação contra sarampo que encerra campanha na sexta-feira (13)

Crianças e jovens, público-alvo da campanha, devem comparecer às unidades com a carteira de vacinação em mãos; ação de imunização integra a política de saúde preventiva da gestão do prefeito Edivaldo

Prefeitura de São Luís disponibiliza postos de saúde para a última semana de campanha de vacinação contra o sarampoA Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), abre a última semana da campanha contra o sarampo na capital maranhense, que será encerrada na sexta-feira (13). Até o momento 1.854 pessoas, entre 5 e 19 anos – público-alvo dessa etapa da campanha, tomaram a vacina. De acordo com a Semus, deve ser vacinado o público que está com o esquema incompleto de vacinação ou que nunca tomou a dose contra a enfermidade. A ação de imunização integra a política de saúde preventiva da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior.

Esta campanha, montada sob a orientação técnica do Ministério da Saúde (MS) não estipula meta específica e tem como objetivo proteger a população de uma das enfermidades virais mais graves. O MS orienta ainda que os pacientes compareçam às unidades com a carteira de vacinação em mãos.

Até sexta-feira (13), os postos de saúde da capital maranhense estarão disponíveis das 8h às 17h. Dentro deste grupo, estão as unidades que aderiram ao programa Saúde na Hora, do MS e que atenderão das 8h às 18h. São elas: Clodomir Pinheiro Costa, no Anjo da Guarda, Centro de Saúde São Raimundo, Unidade de Saúde da Família do São Francisco, Centro de Saúde Cohab Anil, Unidade Básica de Saúde Cintra, no Anil, Centro de Saúde Santa Bárbara, Centro de Saúde Turu, Centro de Saúde Vila Nova, Centro de Saúde Fabiciana Moraes, no Habitar Nice Lobão, Centro de Saúde Genésio Ramos Filho, na Cohab e Centro de Saúde Dr. Antônio Carlos Sousa Reis na Cidade Olímpica I e Vila Bacanga.

Para o secretário de Saúde de São Luís, Lula Fylho, a campanha é avaliada como eficaz até o momento devido à ajuda da população. “É fundamental que, quem ainda não atualizou sua carteira de vacinação, compareça a um dos postos da Prefeitura e se proteja. A gestão pública ainda disponibiliza uma hora a mais durante a semana para que o público busque a proteção imunológica”, afirmou o secretário.

No ano passado, entre 7 e 25 de outubro, foram aplicadas 19.048 doses da vacina contra o sarampo (entre crianças entre seis meses e 4 anos de idade). Entre 12 e 30 de novembro de 2019, foram aplicadas 3.640 doses e abrangeu o público entre 20 e 29 anos de idade.

O sarampo é uma doença grave, causada por vírus e pode ser fatal. De acordo com o MS, sua transmissão ocorre quando a pessoa infectada tosse, fala ou espirra próximo de outro indivíduo. Dando continuidade às ações em 2020, outras duas etapas de mobilização nacional devem ocorrer, segundo o Ministério da Saúde. As próximas etapas vão ocorrer com foco nos públicos de 20 a 29 anos de idade e de 20 a 59 anos.

 

 

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HISTÓRIA DE UMA ÉPOCA É A PREVENÇÃO DE UM ERRO MAIOR (1964 / 2020). COINCIDÊNCIAS E SIMILIARIDADES VII

 

A década de 1960 foi caracterizada pelo desencadeamento de profundas tensões sociais. O mundo subdesenvolvido toma consciência que o processo científico e cultural, as possibilidades de desenvolvimento constituem fatores próprios da humanidade e não privilégios das nações desenvolvidas.

O Brasil fervilhava em reclamações sociais e da grande crise financeiro vivida na década. O Brasil era um país sem indústria e com uma agricultura essencialmente familiar, uma população imensamente analfabeta e com pouquíssimos serviços. Dependíamos de tudo do capital estrangeiro e em época de guerra fria, qualquer manifestação nacionalista era vista como apoio ao comunismo. Até hoje parte da população confunde ou desconhece o comunismo.

O Presidente da época, período anterior a 31 de março de 1964, era João Goulart, que havia assumido após séria crise institucional com a renúncia de Jânio Quadros, da qual era vice, e defendia calorosamente os princípios nacionalistas e uma ampla reforma para tirar o Brasil do atraso político-administrativo. João Goulart confiava exageradamente nas Forças Armadas.

Em janeiro de 1964 João Goulart defende a liberdade do Brasil perante os interesses das grandes nações, em particular dos Estados Unidos, defendeu a liberdade de Cuba em optar pelo socialismo e foi contra a violenta ocupação americana no Panamá.

O alto índice inflacionário, chegando a quase 100% ao mês, o arrocho salarial imposto a todas as categorias públicas e privadas, inclusive os militares e a crescente insatisfação da classe média em sua maioria cristã católica, que via o governo brasileiro como um vilão comunista, fez crescer uma ferrenha oposição política liderada pelos governadores dos estados da Guanabara, Carlos Lacerda, e do estado de Minas Gerais, Magalhães Pinto. Desenha-se o golpe, inicialmente político (civil) e depois golpe militar, que mergulhou o país em uma ditadura militar, um período de trevas.

A sobrevivência política de João Goulart, da classe política e do estado Democrático de Direito, dependia de medidas urgentes a serem adotadas e não o enfrentamento mediante a força militar que João Goulart tanto confiava. E assim, no dia 13 de março de 1964, no famoso discurso da Central do Brasil, João Goulart lança um pacote de medidas, na verdade uma proposta de reforma constitucional, chamado de Reformas de Base, com a finalidade de tirar o Brasil do atraso político, econômico e administrativo.

Resumo das Reformas de Base:
1-Reforma Agrária.
2-Reforma bancária (preservar o Banco do Brasil como bem público).
3-Reforma tributária (punição rigorosa aos sonegadores fiscais, estimular o investimento privado, taxar o lucro dos mais ricos e quem ganha mais paga mais).
4-Reforma administrativa (estabelecer sistema de mérito e criação de oportunidades iguais para todos).
5-Reforma empresarial (modificação na estrutura das empresas no sentido de atribuir ao trabalhador, responsabilidades e direitos paritários aos dos sócios e acionistas impedindo que a mais-valia seja absorvida na remuneração do capital; revisão na estrutura das empresas publicas tornando-as mais modernas).
6- Reforma política (adoção do voto ao analfabeto e do Praça, soldados e cabos, ilegibilidade aos alistáveis, eliminação das limitações decorrentes da Lei de Segurança Nacional, dando liberdade de organização para qualquer partido, inclusive o Comunista).
7-Reforma de Governo:
7.1-Financeira (contenção da inflação, auxílio aos estados para corrigir os déficits, estabelecer programas de desenvolvimentos, melhorar o aparelho de arrecadação, controle de crédito concedido pelo Banco do Brasil ao setor privado, afim de concentrar mais recursos no desenvolvimento econômico e bem-estar social, negociar moratória).
7.2-Comercial (monopólio do câmbio, monopólio do café, regulamentação das remessas financeiras para o exterior).
7.3-Cultural (erradicação do analfabetismo, reforma universitária com a participação efetiva dos estudantes na administração das universidades, modernização da cultura especialmente no campo das ciências e tecnologia, expansão da rede de ensino público e a criação dos centros de cultura popular).
7.4-Abastecimento: (combater a sonegação e otimizar o CADE, planejamento do abastecimento interno, estruturar as exportações).
7.5- Brasília (consolidar a nova capital).
7.6-Política externa (preservação de política independente e sem opção ideológica, coexistência pacífica com todos os países, inclusive os socialistas, participação efetiva na ONU, autodeterminação, solidariedade e apoio aos povos que lutam contra a dominação colonial).

O Presidente João Goulart não resistiu. O apoio dos governadores Leonel Brizola do Rio Grande do Sul e de Miguel Arraes de Pernambuco foram insuficientes para conter a insurgência dos militares, que abocanharam o poder e devoraram um por um dos civis que tramaram o golpe contra a democracia. O estado brasileiro mergulhou no obscurantismo do medo, do ódio e da violência.

E certo dia, o senador Tancredo Neves, vendo a traição de civis e o fechamento do Congresso Nacional, não se conteve e assim gritou: “Canalhas, canalhas, mil vezes canalhas…”

Ulisses Guimarães, anos depois, ao ler a Constituição Brasileira em 1988, afirmou que aquele que trair a Constituição Brasileira e a hegemonia dos poderes é um traidor da Pátria.

Em tempos de neofascismo tudo parece possível, os vestais da moralidade, os traidores do povo brasileiro sorriem e se banqueteiam no adorno periférico do poder, satisfazem-se com a bajulação e assim nada lhes sobrará, restará apenas o esgoto da história que sempre receberá o canalha e ao agressor do estado Democrático de Direito, o traidor da Pátria, e a eles nada mais lhe restara, apenas ratos e baratas.

HAMILTON RAPOSO DE MIRANDA FILHO

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HISTÓRIAS DE SÃO LUÍS CARNAVAL DE SÃO LUÍS A BANDALHEIRA E O DESFILE DA TURMA DO QUINTO DE 1983.

  1. Alguns comportamentos marcam uma época, contam uma história ou simplesmente caem no esquecimento. As brincadeiras de carnaval em sua maioria seguem este curso. Blocos, tribos, corsos ou marcaram uma época ou caíram no esquecimento. Vira-Latas, Apaches, Vigaristas ou os tradicionais corsos, pouca gente se lembra, caíram no esquecimento!
    O carnaval apesar de ter sua origem no período medieval, o comportamento de brincar e de se sujar durante as festas permanece até hoje em algumas cidades.
    Pois bem, no início da década de 1970 aqui em São Luís, não se sabe quem foi o inventor da “brincadeira”, lembro-me de Álvaro Cláudio Moraes, pai do Padre Heitor, organizando um mela-mela, confeccionando com canos de PVC, cabos de vassouras e bucha de couro, bombas de sucção d’agua. São Luís substituía o inocente confete e serpentina pela maisena e jatos de água. Os carros alegóricos que faziam o comportado e tradicional corso, foram substituídos por caminhões cheios de túneis com água, canos de PVC e Maisena.
    Não havia batucada, samba, orquestra, nada que identificasse aquilo como carnaval. Travava-se nas estreitas ruas da cidade uma verdadeira batalha de água e maisena. O centro ficava marcado de Maisena.
    A festa, ou melhor, o mela-mela, parecia que não tinha fim.
    A resistência dos blocos tradicionais, tribos, casinha da roça, dos blocos de sujo e das escolas de samba ganharam um importante aliado quando a Flor do Samba resolveu modificar o carnaval com dois populares sambas: “Ô raio o sol / Suspende a lua / Olha o palhaço no meio da rua….” e o “ Haja Deus / Quanta beleza / A Flor do Samba vem mostrar…”
    Cansados de tantas confusões por causa do mela-mela e empolgados com o “Haja Deus / Quanta beleza…” a turma da Praça da Alegria formada por Álvaro Cláudio, Januário, Silvino, Zequinha, Guará, Carlinhos, Hamilena, Silvia, Silvinha, Portela, Zezé e muitos outros, resolveram criar a Bandalheira. Talvez tenha sido a primeira charanga de São Luís.
    A bandalheira saía da Praça da Alegria, em frente da casa dos meus pais, que funcionava como QG do bloco e descia a Rua do Passeio até a Praça da Saudade, retornando pela Rua do Norte. O detalhe ficava por conta do estado etílico dos participantes que dificilmente concluíam o percurso de volta.
    Animados pelo “Haja Deus / quanta beleza…” a classe média começa a participar nas atividades das escolas de samba e a disputa entre a Turma do Quinto, Flor do Samba e Favela do Samba ganham desnecessariamente com as torcidas organizadas, contornos passionais clubistas. Lilio Guega, Wellington, Bulcão, Godão, Piranha, Augusto Tampinha, Chico da Ladeira, Chico Coimbra, Reynaldo Faray, Giust, Leda Nascimento, Dominguinhos, Zeca Gordo, Zé Raimundo Rodrigues, Renato Dionísio, Euclides Moreira e muitos outros, colocam o carnaval de São Luís na passarela e o ponto máximo, o clímax para este tipo de carnaval, foi o carnaval da Praça Deodoro. E o marco de todos os desfiles foi o samba enredo da Turma do Quinto de 1983 sobre João do Vale, o “Quanto Queima como Atrasa” e a sensacional coreografia da comissão de frente fazendo um cordão como se fosse um trenzinho.
    Bom carnaval a todos!
    HAMILTONRAPOSO DE MIRANDA FILHO (2017).
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Pleito do deputado Hildo Rocha, em defesa dos irrigantes dos Tabuleiros de São Bernardo, é atendido pelo DNOCS

O deputado Hildo Rocha usou a tribuna da Câmara Federal para agradecer ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que decidiu rever a suspensão dos pagamentos das contas de energia dos produtores inscritos no Projeto Tabuleiros do São Bernardo.

 

A decisão do órgão atende a uma reivindicação que o parlamentar apresentou em defesa dos irrigantes que passam por grandes dificuldades em razão da falta de assistência por parte dos governos estadual e federal.

 

Rocha enfatizou que no Maranhão existem três grandes perímetros irrigados, todos construídos com dinheiro público. “O maior é o Tabuleiro de São Bernardo, localizado no Baixo Parnaíba, na cidade de Magalhães de Almeida, um projeto com 11 mil hectares que até hoje não foi concluído”, disse o parlamentar.

 

Cooperação mantida: energia será religada

O deputado destacou que o DNOCS decidiu suspender os pagamentos das contas de energia dos pequenos irrigantes do projeto e cortar o contrato com a Cemar (Equatorial).

 

“Estive em Fortaleza, Ceará, na sede do DNOCS, com representantes dos irrigantes e com o Prefeito Tadeu, de Magalhães de Almeida, em busca de uma solução para essa questão. O diretor-geral do DNOCS, Sr. José Rosilônio Magalhães, se comprometeu em acatar as nossas reivindicações e visitar o projeto a fim de conhecer a realidade. Ele esteve em Magalhães de Almeida, na área dos tabuleiros, cumpriu a promessa, conheceu o projeto, se impressionou com o potencial dos tabuleiros e decidiu rever a sua decisão de cortar a energia. A sensatez prevaleceu. Quero parabenizar o Rosilônio”, ressaltou o parlamentar.

 

Conclusão do projeto

No encontro de Fortaleza, também ficou acertado que o DNOCS irá concluir a implantação desse projeto. “Espero que o Presidente Jair Bolsonaro apoie esse projeto, porque, sem dúvida nenhuma, será uma das maiores obras que ele pode fazer no Maranhão, possibilitando assim, que mais de duas mil famílias possam ter uma renda estimada em 10 salários mínimos, tirada da terra, tirada, ali das margens do Rio Parnaíba”, disse Hildo Rocha.

 

DNOCS: mais de um século a serviço do Nordeste brasileiro

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), criado em 21 de outubro de 1909, pelo então Presidente Nilo Peçanha, é a mais antiga instituição federal com atuação no Nordeste. O órgão foi o primeiro a estudar a problemática do semiárido.

 

O DNOCS constrói açudes, estradas, pontes, portos, ferrovias, hospitais e campos de pouso, entre outras atividades. Até a criação da SUDENE, era o único responsável pelo socorro às populações flageladas pelas cíclicas secas que assolam a região.

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HISTÓRIAS DE SÃO LUÍS MARÇAL TOLENTINO SERRA E FELIPÃO: CONQUISTAS, EXCENTRICIDADES E SIMILIARIDADES.

O insucesso da seleção brasileira na Copa de 2014 é ainda comentado em qualquer roda de conversa onde o assunto seja futebol, muitos se credita a derrota para a poderosa Alemanha a teimosia do técnico Luís Felipe Scolari, o Felipão. Alguns ainda o chamam de ultrapassado, outros de um simples motivador, na verdade um coach motivacional. O certo é que Luís Felipe Scolari é o técnico mais bem-sucedido da história recente do futebol brasileiro.

Aqui no Maranhão nós tivemos diversos técnicos vencedores, entretanto, o maior de todos, vencedor em todos os clubes em que dirigiu e o primeiro técnico e o único maranhense com um título de Campeão Brasileiro. Campeão Brasileiro da Série B, o antigo Brasileirinho, conquistado pelo Sampaio Corrêa Futebol Clube, trata-se do excepcional e estratégico Marçal Tolentino Serra e como Felipão, era extremamente contraditório, com métodos de treinamento discutíveis e o primeiro a criar uma família no futebol: a família do Marçal. A família Scolari veio depois.

Marçal Tolentino Serra era um treinador motivador, costumava proteger os seus “atletas”, e os protegia de qualquer insatisfação da torcida, diretoria e imprensa. Fechava o grupo como se diz hoje no futebol e não recusava umas cervejas mesmo nas vésperas de um super-clássico. Nestas ocasiões bebericava até as 23 horas e a partir daí todos iam para as suas casas. Tinha a absoluta confiança dos jogadores e a eles se dirigia como “moçada”. Era um dialogo simples e que qualquer “boleiro” entendia, tipo: “vamos lá moçada, vamos ganhar, vocês são os melhores,…”. Com um discurso pronto se fez campeão e adquiriu respeito no mundo futebolístico maranhense e brasileiro.

Marçal Tolentino Serra foi da época de Bero, o nosso Alberino Francisco de Paula, outro excelente treinador. Este sem método ortodoxo de treinamento, lembrava mais o Tite, o vitorioso técnico corintiano e atual comandante da seleção brasileira. Cerebral, calmo e de poucas palavras, conduziu a Bolívia Querida em diversos títulos regionais. Bero é piauiense e ainda deve trabalhar no futebol da terra ou do céu.

Ambos os treinadores recebiam críticas da imprensa, algumas justíssimas, outras nem tanto. O melhor comentarista de futebol do Maranhão e do Brasil, o mais emblemático torcedor boliviano, Herbert Fontenele, com passagens em todas as rádios de São Luís, sempre comentou os jogos do Sampaio Corrêa com uma parcialidade apaixonada, seria o nosso Juca Kfouri comentando algum jogo do seu Corinthians, e sempre que podia, Fontenele criticava os métodos de treinamento de um ou de outro, em um exagerado amor pela Bolívia Querida.

Marçal Tolentino Serra e Alberino Francisco de Paulo, são inimitáveis na sua excepcionalidade arte de condução de um time de futebol, nem mesmo o carismático e um dos maiores vencedores pela Bolívia Querida, o treinador Nelson Gama, se compara com estes dois expoentes do futebol maranhense

Felipão sempre treinou grandes clubes e seleções. Marçal Tolentino Serra teve a felicidade de comandar o excepcional time do Brasileirinho de 1972: Jurandir, Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdeci; Gojoba e Edmilson Leite; Lima, Djalma Campo, Pelezinho e Jaldemir. Felipão não teve esta sorte. Jamais dirigiu a Bolívia Querida.
HAMILTON RAPOSO DE MIRANDA FILHO

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Projeto proíbe carro a combustão no Brasil. Fabricantes dizem ser inviável

© Agência Brasil/Reprodução –
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (12), um projeto de lei que proíbe a venda veículos movidos a gasolina e diesel a partir de 1º de janeiro de 2030.
Com isso, apenas os carros abastecidos com biocombustíveis (como, etanol) ou elétricos, poderiam ser vendidos normalmente. O PLS 304/2017 ainda determina a proibição da circulação de veículos a combustão no país, a partir de 2040.
Neste caso, haveria algumas exceções: automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos ou carros de visitantes estrangeiros poderão rodar pelas ruas brasileiras mesmo que movidos a combustíveis fósseis.

A proposta foi feita pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e é contestada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Segundo a assessoria da associação, é inviável alcançar tal meta em um prazo de dez anos.
A Anfavea ainda lembra sobre o Rota 2030, aprovada pelo Congresso Nacional em 2018, e afirma que as fabricantes já estão seguindo o programa.
O Rota 2030 define regras para a fabricação dos automóveis produzidos e comercializados no Brasil durante os 15 anos. O objetivo é modernizar o setor de autopeças e de eficiência energética.

De acordo com a Anfavea, antes da aprovação da PLS é importante que seja discutido qual matriz energética será usada e qual sua capacidade.
A associação afirmou que foi à Comissão de Meio Ambiente (CMA) em outubro do ano passado para explicar a inviabilidade de um projeto parecido com este aprovado ontem, e que está aberta para novos debates sobre o tema.

Em seu projeto, o senador sustenta que o Brasil já possui soluções tecnológicas para a questão, colocando como principais delas: os carros movidos a eletricidade e carregados em tomadas da rede elétrica e os abastecidos como biocombustíveis.

Outros países já aderiram à programas similares com o objetivo de sanar os problemas com emissões. A Índia e a Holanda estipularam 2030 como data limite para o fim das vendas de veículos a combustão.

Reino Unido e França colocaram o limite para venda em 2040, enquanto a Noruega pretende colocar em prática em 2025 a iniciativa.
De acordo com o senador, a queima dos combustíveis fósseis é responsável por ao menos um sexto da emissão de dióxido de carbono na atmosfera.

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