Linha Livre com Geraldo Castro | Arquivo por Mirante AM – Abrindo o Verbo
Sábado, 10 de abril de 2021.

Atas e Atas – Copom 2021

Atas e Atas – Copom 2021

*Por Igor Macedo de Lucena 

Poucas vezes a ata do Copom – Conselho de Política Monetária – foi tão clara quanto a 237ª reunião ocorrida nos dias 16 e 17 de março deste ano. Ela abre o texto exemplificando que a ‘injeção’ de dinheiro, seja por políticas fiscais ou monetárias nas economias desenvolvidas no planeta serão continuadas, o que de fato gerará oportunidades para a exportação de commodities brasileiras. Da mesma maneira, caso haja uma vacinação em massa no Brasil nos próximos meses, haverá uma considerável possibilidade de forte retomada econômica no segundo semestre, impedindo até que ocorra uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

 

A reunião do COPOM discutiu pacientemente sobre os riscos inflacionários de maneira clara e aberta, principalmente citando que a inflação já opera no limite superior do modelo de metas de inflação determinado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), caracterizado por bandas, o que no caso em análise significa uma meta de 3.75% em 2021 com banda inferior em 2,25% e banda superior em 5.25% ao ano.

 

Nesse contexto, o Banco Central determinou que “baseado em todas essas considerações, o comitê concluiu que um ajuste inicial de 0,75 ponto percentual na taxa Selic seria o mais adequado. Esse ajuste mais célere do grau de estímulo é compatível com o cumprimento da meta no horizonte relevante mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.

 

Apesar de todas as críticas, principalmente por parte da mídia, de que o BC estaria sendo insensível com o período de recessão econômica vivenciado pelo Brasil, vale ressaltar que essa não é a missão do Banco Central, e sim do Ministério da Economia; trata-se de órgãos que por mais que tenham características similares possuem missões distintas e atuações independentes. Neste contexto, é importante lembrar que o BC objetivou na reunião passar uma clara mensagem de que está fortemente comprometido para combater a inflação, o que significa a manutenção do poder de compra do Real, sua responsabilidade principal.

 

Nesse ponto, e pela própria conjuntura atual, muitas pessoas não conseguem entender: se estamos com uma economia no campo negativo, caminhando para recessão, qual é a lógica aumentarmos os juros? Entendemos que isso irá nos atrapalhar ainda mais. Ora! Nesse sentido, o Banco Central visa nos tirar de um momento consideravelmente terrível sob o ponto de vista econômico, o da “Staginflação”, quando se está ao mesmo tempo estagnado economicamente e com uma inflação crescente, tornando a nação incontrolável sob as óticas financeira e monetária.

 

É importante ressaltar que o BC já deixou seu ‘recado’ para a próxima reunião quando informou que “seguindo a mesma lógica, o comitê avaliou que, para a próxima reunião, seria adequada a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude. O Copom lembrou que essa visão para a próxima reunião pode ser alterada caso haja uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos, já que em última instância a decisão continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

 

A partir disso, já podemos esperar para a próxima reunião, tendo em vista que a inflação continua alta, uma taxa básica de juros de 3,5% ao ano, entretanto já existem conversas no mercado financeiro de que o BC pode aumentar a taxa de juros em 1% ou 1,25% na próxima reunião. Nesse contexto, deveremos acompanhar uma maior captação de dólares na economia brasileira derrubando a cotação da moeda norte-americana, o que de fato deverá também gerar um impacto positivo na queda da inflação.

 

Dessa forma, o Copom encerra sua ata informando que há sim um peso em suas decisões sobre a evolução da atividade econômica brasileira, entretanto ressalta sempre, mesmo que nas entrelinhas, que o Banco Central deve focar suas energias sempre nas projeções e nas expectativas da inflação. A última ata do Copom mostra ao que veio a independência do BC e que não é hora para populismos quando se trata de combater a inflação, uma conquista importantíssima dos brasileiros, e um desejo constante de que continue assim. Quanto menor a inflação, melhor para todos!

 

*Igor Macedo de Lucena é economista e empresário, Doutorando em Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, membro da Chatham House – The Royal Institute of International Affairs e da Associação Portuguesa de Ciência Política

sem comentário »

Maranhão continua com as piores estradas do Brasil

Traçado da BR-135 de São Luis a Minas Gerais

Nestes dias de pandemia aproveitei para viajar ao interior do Estado e visitar meus amigos e familiares na minha querida Baixada Maranhense, e mais uma vez constatei um fato já tão dito e redito, que ao longos dos anos continua do mesmo jeito, como se o Maranhão não fizesse parte do Brasil.

Estou falando das estradas que cortam o estado de Norte a Sul, Leste a Oeste, mesmo federais, estaduais e municipais. Tudo igual. Um remendo aqui, outro acolá e assim caminha a humanidade. A realidade é mesma e continua por longos e intermináveis anos.

É triste! Muito triste. Descaso total de todas as esferas de poder, e o cidadão pagante de tantos impostos, acumula prejuízos, muita das vezes até difíceis de pagar.

A principal estrada que começa ainda dentro da capital São Luís e vai até a cidade de Montes Claros em Minas Gerais, é o maior exemplo do abandono e da péssima qualidade de uma BR.

Estou falando da BR-135 em solo maranhense, talvez a pior parte desta estrada, que tem em sua totalidade 2.657 quilômetros, começando no bairro Tirirical em São Luís e termina em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Muitos recursos públicos já foram gastos e aplicados nesta estrada, mas até hoje ela não reúne condições de tráfego razoável na parte dentro do estado do Maranhão. Uma duplicação foi iniciada há alguns anos, mas nunca concluída, e contemplaria do Campo de Perizes no município de Bacabeira até Miranda do Norte com cerca de 165 quilômetros.

Só uma pequena parte foi feita, mas os recursos gastos foram mais de 200 milhões de reais, e diga-se, a parte duplicada já precisa de reparos urgentes pois está cheia de buracos.

BATALHÃO DE ENGENHARIA DO EXÉRCITO

Foi uma tremenda festa quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas esteve no Maranhão e anunciou que o Batalhão de Engenharia do Exército iria assumir as obras de duplicação da BR-135. Soltaram foguetes e fogos de artifício, uma verdadeira festa, agora sim esta estrada iria ser feita como manda o figurino. Ledo engano!

Não passou nem um ano e a velha 135 continua com os mesmos problemas. Minto. Até que o Exército trabalhou na recuperação do trecho do Campo de Perizes sentido São Luís, com uma pavimentação de primeira, dentro dos melhores padrões de primeiro mundo. E foi só.

Não completou a estrada que ainda se ressente de uma boa parte, que inclui a sinistra Curva da Morte já na chegada da ponte Marcelino Machado.

Nesta minha última viagem encontrei os bravos militares do EB trabalhando na BR-135 no perímetro urbano da cidade de Miranda do Norte (uma das mais feias cidades do país), e um serviço muito mau feito, bem como no povoado Pedreira, já em Santa Rita, também de qualidade duvidosa.

Paciência! Vou continuar esperançoso que a (?) bancada parlamentar maranhense no Congresso Nacional, deixe de bater palminhas e oferecer o saboroso Guaraná Jesus ao presidente Jair Bolsonaro e tenha coragem de cobrar o que ele prometeu quando visitou a estrada aqui no Maranhão.

Enquanto isso, em outros estados por onde passa a nossa 135, tem sido bem cuidada e duplicada, já que tem o Dnit forte e atuante, ao contrário da superintendência do Maranhão, que padece de uma sonolência permanente e profunda, não cumprindo sua obrigação.

Como diz a história: Maranhão, que terra boa, onde o poeta nasceu!

 

 

sem comentário »

Bolsonaro mente na TV quando Brasil supera 3.000 óbitos diários na pandemia

El PaísPaís ultrapassa os EUA em proporção de óbitos por covid-19 em 24 horas. Acossados por presidente, Estados titubeiam em decretar medidas mais duras de circulação. Presidente faz pronunciamento sem citar recorde.

 

A pandemia de coronavírus segue ganhando velocidade no Brasil, que superou nesta terça-feira, 23 de março, a marca de 3.000 mortes registradas diariamente por covid-19 enquanto a estratégia contra crise segue errática sob a liderança de Jair Bolsonaro, um negacionista da gravidade da doença.

Em pronunciamento na noite desta terça, o presidente não mencionou o novo recorde nem anunciou novas medidas para retirar os hospitais do país do atual estado de colapso.

Ignorando as falhas de sua gestão no combate ao vírus e na organização da campanha de vacinação, buscou passar uma mensagem otimista, contendo mentiras e omissões. “Em nenhum momento o Governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia”, afirmou o mandatário, que faz campanha explícita contra orientações de isolamento social, não priorizou a extensão do auxílio financeiro estatal aos mais vulneráveis e adiou a compra de vacinas contra a doença. O presidente ultradireitista foi alvo de panelaços em várias cidades do país.

 

Nesta terça-feira, em concreto, 3.251 mortes foram contabilizadas no Brasil nas últimas 24 horas, totalizando 298.676 óbitos desde o início da crise sanitária, segundo o boletim do Ministério da Saúde.

Ainda que a cifra desta terça contenha dados represados durante o fim de semana, quando os laboratórios de diagnóstico fazem menos análise, trata-se de um novo recorde que reflete a pior fase da pandemia no país. O país não apenas é o segundo país com o maior número bruto de mortes —atrás apenas dos Estados Unidos, com 543.196 óbitos—, como também é o único que registra, atualmente, média superior a mil mortes diárias, segundo a plataforma Our World in Data.

 

Somente os Estados Unidos haviam superado, em dezembro do ano passado, a marca de 3.000 mortes por dia —o México também atingiu essa cifra, em 5 de fevereiro, mas isso porque no dia anterior não havia computado nenhum óbito. Quando os EUA, que possuem 333 milhões de habitantes, chegaram a 3.177 mortes em um dia, isso representou uma taxa de 9,6 óbitos por milhão de habitantes, ainda segundo o site Our World in Data. Ao atingir o recorde de 4.477 mortes em 12 de janeiro, poucos dias antes do republicado Donald Trump deixar o cargo, isso representou 13,53 mortes por milhão de habitantes. Já o Brasil, com cerca de 210 milhões de pessoas, atingiu proporção similar a essa na semana passada, em 16 de março, quando alcançou 2.841 óbitos.

Com o novo recorde nesta terça-feira, de 3.251 mortes, a proporção chega a aproximadamente 15,5 óbitos por milhão de habitantes. Portanto, proporcionalmente o Brasil já registrou mais óbitos diários que os Estados Unidos.

 

O alerta de que o Brasil superaria mais uma marca fora dado mais cedo, com o Estado de São Paulo contabilizando 1.021 mortes em 24 horas, segundo o Governo João Doria (PSDB). O recorde anterior era de uma semana antes, 16 de março, dia em que 679 óbitos foram contados.

No Estado mais rico do país, com a maior rede pública e privada de hospitais, praticamente não há vagas para novos pacientes —a taxa de ocupação de leitos de UTI é superior a 91%. A situação é similar —ou até mais dramática— nas demais unidades federativas. Na semana passada, os governadores que os remédios sedativos para a intubação de pacientes em UTIs estavam se esgotando em ao menos 18 Estados e que mais de uma centena de cidades já estavam registrando falta de oxigênio.

 

Os números do Brasil não colocam o país em uma situação inédita no mundo, uma vez que outras nações já atravessaram períodos similares ou até piores na pandemia, considerado o tamanho de suas populações.

Ainda assim, enquanto os principais afetados pelo coronavírus apostaram em rígidas medidas de restrição à circulação, o Brasil segue na direção contrária do que recomendam os especialistas e titubeia ao fazer o mesmo.

Uma tentativa de reduzir danos

O presidente Jair Bolsonaro, que vem promovendo aglomerações e se voltando contra os governadores que tentam levar a cabo algumas —insuficientes— medidas restritivas, buscou retirar os holofotes do novo recorde durante seu pronunciamento na televisão. Ainda que seu tom tenha sido mais moderado que o habitual, tentando demonstrar calma para tranquilizar a população, não tratou do combate ao vírus nem mencionou a possibilidade de um lockdown nacional, medida considerada essencial por especialistas.

Ao longo de mais de três minutos, buscou destacar ações relacionadas à compra, distribuição e produção de vacinas. “Não sabemos por quanto tempo teremos que enfrentar essa doença, mas a produção nacional vai garantir que possamos vacinar os brasileiros todos os anos, independentemente das variantes que possam surgir”, disse.

 

Bolsonaro também destacou que “hoje somos o quinto país que mais vacinou no mundo”, com “mais de 14 milhões de vacinados”, mas omitiu que o número total de imunizados representa pouco mais de 6% da população com ao menos a primeira dose da vacina. A campanha de vacinação avança lentamente e, em termos proporcionais, o Brasil se encontra atrás de mais de 70 países.

 

O presidente também destacou que seu Governo liberou 20 bilhões de reais para possibilitar “a aquisição da Coronavac, através do acordo com o Instituto Butantan”. Bolsonaro não disse, porém, que o acordo foi assinado pelo Governo Doria em junho e que, nos meses seguintes, promoveu o descrédito da Coronavac, feita em parceria com o laboratório chinês Sinovac, pejorativamente chamada por ele e seus seguidores de “vacina chinesa”.

 

O presidente também omitiu que ele próprio foi o principal responsável pela demora na aquisição dos imunizantes. Em setembro do ano passado, seu Ministério da Saúde ignorou uma oferta da Pfizer pela negociação antecipada de 70 milhões de doses de vacinas que já poderiam ser aplicadas em janeiro deste ano.

Em sua tentativa de mudar a narrativa, Bolsonaro ainda disse que intercedeu pessoalmente nas conversas com Pfizer e Janssen, que planejam fornecer 138 milhões de doses neste ano. Outra vez, omitiu que ele era contrário à assinatura de contrato com a Pfizer por conta de cláusulas que tratavam de responsabilização por eventuais efeitos colaterais.

 

Poucos dias atrás, no último 18 de março, Bolsonaro voltou a questionar a segurança e a eficácia das vacinas diante de seguidores e pediu que apresentassem um exemplo de país que teve êxito no combate ao coronavírus.

Mas aqueles que reduziram o número de casos e mortes são os que apostaram por medidas de restrição à circulação, já que, ao contrário da propaganda presidencial, não há medicamentos nem tratamentos precoces contra a covid-19.

O exemplo mais recente é o do Reino Unido, que em 23 de janeiro atingiu o recorde de 18,46 mortes por milhão de habitantes. O país decretou naquele mês um duro lockdown ao mesmo tempo que promovia a vacinação em massa de sua população. Exatos dois meses depois, em 23 de março, o país chegou a 1,25 mortes por milhão de habitantes.

 

Entre os 10 países com os maiores números absolutos de mortes na pandemia —nesta ordem: Estados Unidos, Brasil, México, Índia, Reino Unido, Italia, Rússia, França, Alemanha e Espanha— o Brasil também lidera a maior taxa proporcional diária. Considerando o período de 16 de março a 22 de março, o país registrou, em média, 10,85 de óbitos por milhão de habitantes a cada dia. Está atrás de outros sete países: Hungria (20,23 mortes), República Tcheca (19,09), Montenegro (16,38), Bosnia e Herzegovina (15,41), Bulgária (14,72), Eslováquia (13,06) e Macedônia do Norte (11,18), segundo o Our World in Data.

 

 

 

sem comentário »

Advogada maranhense é coautora de livro sobre jurisprudência do STF e STJ

Advogada Illana Soeiro

A escritora é graduada em Direito pela Universidade Federal do Maranhão. Desde 2018 atua como  coordenadora e professora de cursinhos preparatórios para concursos públicos e OAB.

A professora, especialista em Direito Público e Direito Processual Civil, Ilanna Soeiro lançou, recentemente em coautoria com a advogada Mila Gouveia, o seu primeiro livro intitulado de ‘’Informativos do STF e STJ em frases.’’
Publicado pela maior editora do mundo jurídico, a Juspodivm, a obra é destinada para estudantes que prestam concursos para carreiras jurídicas e para profissionais da área que se interessam por esse segmento.
‘’Recebi o convite da querida Mila Gouveia, autora de grandes obras jurídicas, para dividir a autoria do livro. A obra traduz o esforço de resumir as principais decisões dos últimos 5 anos das duas Cortes mais importantes do país de forma racionalizada, objetiva e especialmente voltada para os concurseiros que precisam revisar, de maneira rápida e bastante focada, os temas relevantes tratados nesses Tribunais. A felicidade é grande pela publicação e por poder levar o nome do nosso Estado do Maranhão’’, celebrou Soeiro.
Vale destacar que a escritora tem experiência acadêmica e atuação destacada no mundo jurídico, além de ser a idealizadora do curso on-line ‘’Mentoria de Lei Seca’’.
sem comentário »

Prefeitura de Cajari divulga percentual de vacinados contra Covid-19 no município

A Prefeitura de Cajari, através da Secretaria Municipal de Saúde por meio da Vigilância Epidemiológica, divulgou nesta terça-feira (9), o percentual de vacinados contra a Covid-19 no município.

De acordo com os dados da secretaria, das 500 doses recebidas para serem aplicadas nos grupos prioritários, 357 doses já foram usadas pelo município que divulga constantemente os dados da vacinação contra a Covid-19. O total de vacinas já aplicadas corresponde a 71,4%.

É válido lembrar que o painel de vacinação contra COVID-19, atualizados pela Secretaria Estadual de Saúde, mostrou que o município de correspondia a 63,4% da vacinação. Com a atualização dos dados de hoje (09/03) confirmará o percentual de 71% de vacinação.

Feirantes recebem orientações sobre segurança sanitária

Feirantes e proprietários de estabelecimentos comerciais receberam nesta manhã orientações que visam garantir todas as medidas de segurança sanitária contra a Covid-19, em Cajari. Durante a ação, o público recebeu orientação sobre a importância da utilização da máscara e álcool em gel. Além disso, foi distribuído cartilhas educativas e também orientações sobre o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais conforme o Decreto Municipal.

A ação foi realizada pela Prefeitura de Cajari, juntamente com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e  Vigilância Sanitária do município e a participação da Polícia Militar.

sem comentário »

Superação: Jogador de futebol supera tuberculose e se inspira em Thiago Silva para chegar ao profissional

Selton superou a tuberculose e virou profissional

Com apenas 20 anos de idade, o jogador de futebol Expedito Selton já tem muitas histórias para contar. O atleta, que acaba de assinar contrato profissional com o time do ASA de Arapiraca, de Alagoas, nasceu e passou boa parte da infância na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Nas lembranças de garoto, a presença constante da irmã três anos mais velha, que hoje cursa faculdade de Enfermagem e trabalha em uma unidade sentinela de Arapicara. A presença e o apoio da mãe em toda a sua vida e no início da sua carreira profissional como jogador ficaram na memória – Expedito viu a aposentada falecer por conta de alguns problemas cardíacos e diversas complicações decorrentes da diabetes no dia 10 de fevereiro de 2019. O pai, que trabalha como açougueiro, foi para a Bahia há cerca de seis meses cuidar de alguns familiares doentes.

O jogador, que hoje está em Arapiraca, morou durante muito tempo na cidade vizinha Taquarana, com seus pais e sua irmã. Ele se formou no Ensino Médio em 2018 e lembra com saudades de quando acompanhava seu pai nos jogos de futebol com os amigos desde os três anos de idade. “Sempre acompanhei meu pai quando ele ia jogar bola com os amigos, mas como eu era muito novo, aquilo era apenas mais uma brincadeira para mim. E assim foi até eu completar dez anos. Aos 12, começou a me despertar a vontade de viver da bola. A gente morava em um sítio bem afastado da cidade e me lembro de quando uma vizinha amiga da minha mãe chegou em casa dizendo que tinha uma pessoa lá que poderia me ajudar a tentar ser jogador de futebol”, lembra Expedito.

A pessoa a quem ele se refere é o médico, hoje consagrado escritor e palestrante, Jean Rafael, que, na época, estava à frente de um projeto que ajudava a desenvolver as crianças da comunidade como médico da família, promovendo diversas atividades esportivas, culturais e de lazer. “Nosso projeto era muito sério e conseguimos colecionar memórias e histórias muito boas. Chegamos a cuidar de mais de 300 meninos e me lembro que o Expedito era um dos mais esforçados da turma. Ele estava com a gente três ou quatro vezes por semana e sempre falava que contava os dias para as atividades”¸ se recorda Jean.

Estamos falando do ano de 2015 e do projeto “Futebol, Saúde e Cidadania”, que tinha o objetivo de formar cidadãos de bem, além de oferecer cuidados de saúde e atividades lúdicas. “Conseguimos evitar que muitos garotos entrassem no mundo do álcool e das drogas. Infelizmente, hoje o Projeto não existe mais – sobrevivemos por muitos anos com o trabalho feito com lixo reciclável por parte dos garotos. Os treinos eram feitos com bolas usadas que ganhávamos como doação. Além de jogar, eles recebiam aulas teóricas sobre natureza, convivência social, impacto negativo do álcool e das drogas para a saúde e técnicas de jogos e fundamentos do futebol. Estudar era uma das nossas exigências no Projeto – só ficava com a gente quem se dedicava à escola também”, enfatiza Jean. Os treinos, que aconteciam em espaços nas ruas, depois passaram a ser realizados em um terreno emprestado, até a Prefeitura doar um espaço temporário para a comunidade com dois campos.

Expedito se mantinha bem na escola para poder continuar no Projeto. Fã das aulas de Educação Física, ele se esforçava para entender a tão complicada Matemática. “A Educação Física sempre foi minha paixão, tanto que acabei de entrar na faculdade aqui na UNIP de Arapiraca”, comemora.

 

O começo difícil de carreira

Quando o Projeto coordenado por Jean Rafael acabou, Expedito, sempre com o apoio e a companhia da mãe, conseguiu entrar em outra ação parecida na cidade de Campo Alegre – e lá ia ele encarar 60 km para treinar. “Lembro que a gente acordava às 5h para conseguir chegar em tempo. O treino era das 7h às 10h e eu tinha que voltar em tempo de ir para a escola à tarde. Muitas vezes, não tínhamos nem o dinheiro da passagem e me lembro, muitas vezes, da minha mãe pedindo ajuda financeira e até carona para as pessoas. Fiquei treinando lá durante um ano e o resultado de tanto esforço foi recompensado quando nosso time ganhou o campeonato regional”.

Em 2017, a primeira oportunidade de ver seu sonho mais perto de se tornar realidade apareceu: um teste no Clube CSA. A avaliação, que durou quatro horas, foi seguida por mais três dias de provas e a chegada de Expedito à conquista da vaga na categoria de base foi um sonho com apenas 16 anos de idade. Tudo aconteceu, segundo ele, graças às caronas que conseguia com a sua mãe nos carros que levavam pacientes às 4h até a capital.

Acreditando no sonho do filho, a mãe de Expedito abandonou tudo e foi morar com ele mais perto do Clube, numa pequena casa onde pagavam R$ 300,00 de aluguel, em Maceió. Expedito dividia seu dia entre a escola e o Clube enquanto sua mãe fazia pequenas peças de crochê para ajudar no sustento deles na capital.

A descoberta da tuberculose

Tudo estava indo bem até que, depois de três meses na cidade grande, Expedito começou a tossir muito, principalmente durante a noite. Quando sua mãe percebeu que aquela tosse persistia, resolveu levá-lo para fazer alguns exames médicos e checar sua saúde e a descoberta caiu como uma bomba: aos 16 anos, Expedito teve um diagnóstico de tuberculose. A saída foi arrumar as malas e voltar para casa para fazer um tratamento longo e duradouro, de cerca de seis meses. “Lembro até hoje do dia em que me despedi do pessoal do Clube. Mesmo eles dizendo que as portas estariam abertas para mim quando eu voltasse, senti meu mundo desabar. Todo esforço que eu e minha família tínhamos feito parecia ter acabado naquele dia”, lembra Expedito.

Isolado dos colegas de bola e realizando seu tratamento médico com o apoio do Dr. Jean, ele acabou perdendo o ritmo que tinha conquistado com os treinamentos intensos dos quais sempre participava. Sem esperanças e vendo o tempo passar, Expedito sempre conversava com o Dr. Jean e se lembra de quando ele indicou que Expedito lesse as matérias de um grande jogador. Expedito era seu fã e resolveu foi conhecer a fundo a história de vida do seu ídolo: o também zagueiro, como ele, Thiago Silva, que enfrentou e superou a tuberculose. “Quando ouvi o Thiago falando sobre a superação dele frente à doença, parei e pensei: se ele conseguiu, eu também posso sair disso! E aí encontrei a força para terminar o tratamento e recuperar o tempo perdido”, se lembra emocionado. “A história do Thiago Silva foi um divisor de águas na minha vida, pois eu achava que depois desta doença eu não poderia mais ser jogador de futebol. Conhecendo tudo o que ele passou, vi que eu poderia, sim, ser jogador profissional”.

E no final de 2017 após concluir o tratamento, Expedito estava de volta aos testes, desta vez já no ASA de Arapiraca, ainda na categoria de base. Aos 17 anos, ele passou nos testes e começou a jogar na categoria sub 20.

A morte da sua maior fã

Tudo ia bem de novo, desta vez como jogador de base de um time conhecido e mais perto de sua casa, quando sua mãe faleceu. “A morte da minha mãe teve um impacto muito grande não só na minha carreira, que estava começando de fato, mas na minha vida de forma geral. Ela era minha amiga, meu alicerce, minha maior fã. Sempre esteve ao meu lado, mesmo quando pensei em desistir quando estava doente. Mas, em vez de entregar os pontos, resolvi que ia realizar o meu sonho e o dela e entrar em campo como jogador profissional. Foi quando resolvi me dedicar ainda mais”, conta o jogador.

E assim ele seguiu até que, depois de dois anos, em 2020, um pouco antes de começar a pandemia, ele perdeu a avó, com quem também tinha muita proximidade. “Minha avó era minha segunda grande apoiadora. Ela foi fazer uma cirurgia do coração e não resistiu”. Aos 20 anos de idade e mais uma vez abalado e com as incertezas das primeiras notícias sobre a doença nova que estava agitando o mundo, Expedito viu o tempo passando e, com ele, o limite para estar nos times de base. “Comecei a me dedicar ainda mais nos treinos até que em julho fui diagnosticado com COVID e tive que ficar afastado de novo, desta vez por 1 mês. Perdi uma sequência importante de jogos e não voltei com a mesmo ritmo. Sempre cuidei muito da minha saúde e da minha alimentação e, felizmente, não tive sintomas graves da doença, mas acabei perdendo um pouco de espaço. No final do ano passado, meu técnico veio conversar comigo e disse que eu precisaria me dedicar ainda mais se quisesse continuar ali e crescer no clube. No começo de 2021, mais uma vez a presença do Doutor Jean foi fundamental na minha vida. Ele me encorajou a não desistir e a me cuidar e treinar ainda mais. E foi aí que redobrei minha força de vontade”, se emociona Expedito.

“Assinei o contrato no dia do aniversário de morte da minha mãe e tenho certeza que tive a ajuda dela para ver meu sonho realizado. Agradeço de coração à Diretoria do Asa, ao presidente do Clube, Moisés Machado, e ao Dr. Celso Marcos pela oportunidade. E também dedico a minha vitória à toda minha família e ao Doutor Jean, que sempre esteve ao meu lado e que, muitas vezes, me ajudou de vários jeitos. Sempre que ele podia, ele estava ali, pronto para me ajudar. Sou muito grato por ele”, finaliza.

sem comentário »

Cientistas desvendam mistério das imensas crateras da Sibéria

mistério das imensas crateras registradas na tundra da Sibéria (Rússia) foi finalmente desvendado por cientistas russos, que publicaram na semana passada um estudo na revista “Geosciences”.

O fenômeno se deve a poderosas explosões de gás metano jogando gelo e rocha a centenas de metros de distância e deixando “cicatrizes” circulares abertas na paisagem vazia e misteriosa da região, considerada uma das mais inóspitas do planeta.

Até hoje foram encontradas 17 enormes crateras nas penínsulas de Yamal e Gyda, que avançam no Oceano Ártico, desde que a primeira foi identificada em 2013. Acredita-se que as crateras estejam ligadas às mudanças climáticas. Imagens feitas com drones, modelagem 3D e inteligência artificial estão ajudando a revelar seus segredos.

 

Pela primeira vez pesquisadores conseguiram lançar, em agosto do ano passado, um drone nas profundezas de uma cratera, exatamente a última a ser achada – atingindo 10 a 15 metros abaixo do solo, permitindo-lhes capturar a forma da cavidade subterrânea onde o metano se acumulou.

“A nova cratera está excepcionalmente bem preservada, já que a água da superfície ainda não havia se acumulado na cratera quando a pesquisamos, o que nos permitiu estudar uma cratera fresca, intocada pela degradação”, disse, de acordo com a CNN, Evgeny Chuvilin, cientista-chefe de pesquisa no Centro de Recuperação de Hidrocarbonetos do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia em Moscou.

 

A investigação com o drone e os modelos obtidos com ela, que mostrou grutas e cavernas incomuns na parte inferior da cratera, em grande parte confirmou a hipótese dos cientistas: o gás metano se acumula em uma cavidade no gelo, fazendo com que um monte apareça no nível do solo. O monte cresce em tamanho antes de explodir gelo e outros detritos em uma explosão e deixar para trás a enorme cratera.

O que ainda não está claro é a fonte do metano. Pode vir de camadas profundas da Terra ou mais perto da superfície – ou de uma combinação das duas.

Os solos congelados conhecidos como “permafrost” são enormes reservatórios naturais de metano, um potente gás de efeito estufa muito mais eficaz do que o dióxido de carbono em reter o calor e aquecer o planeta.

sem comentário »

Toca Serra reúne com secretário Felipe Camarão para melhorar educação de Pedro do Rosário.

Prefeito Toca Serra com o secretário Felipe Camarão

Com o objetivo de resgatar a educação do seu município, o prefeito Toca Serra, convidou o presidente da Câmara Municipal de Pedro do Rosário, vereador Lucivaldo Barros, a secretária municipal de educação, professora Suely Lobato, seu assessor de Articulação Política, professor Jucinaldo Meireles e o assessor de Articulação Regional da Superintendência de Pinheiro da SECAP, Zaqueu Serra, para participarem de uma Importante reunião de trabalho com o Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão e assessores, na sede da SEDUC em São Luís, na tarde desta segunda-feira dia 01 de fevereiro.

 

Na pauta do encontro, assinatura do termo de cooperação técnica entre a SEDUC e o Município de Pedro do Rosário, e implantação do Programa Escola Digna no Município por parte do Governo do Estado, durante a reunião o prefeito Toca Serra, expôs ao secretário Felipe Camarão, a triste realidade em que recebeu a educação de Pedro do Rosário, escolas em péssimas condições, locais insalubres que enchem de tristeza qualquer ser humano de bom senso, é de cortar o coração, ver os 14 Casebres,  de taipa e chão batido, que eram oferecidos aos filhos dos trabalhadores rurais do município de Pedro do Rosário, como escola, disse o prefeito.

 

Reunião de Toca Serra com seus auxiliares e Felipe Camarão

A secretaria de educação do município, professora Suely Lobato, disse que aceitou o convite do prefeito para liderar a equipe da educação  e construir uma nova história para a educação de Pedro do Rosário, e que com o apoio de parceiros importantes e indispensáveis como Felipe Camarão e o próprio Governador Flavio Dino, acredita que o Prefeito Toca Serra, conseguirá cumprir com o seu compromisso de campanha que é erradicar as escolas de taipa do município de Pedro do Rosário e oferecer uma educação de qualidade para os seus municípios.

 

O presidente da Câmara Municipal Lucivaldo Barros, falou que todo o poder legislativo local, estar ombreado com o Prefeito para mudar essa triste situação em que se encontra a educação do município.

 

Por fim o secretário Felipe Camarão, garantiu ao prefeito Toca Serra e equipe, a implantação do programa Escola Digna em Pedro do Rosário e a parceria do Estado para erradicar de uma vez por todas as escolas de taipa e barracões.

 

Na pauta do encontro, assinatura do termo de cooperação técnica entre a SEDUC e o Município de Pedro do Rosário, e implantação do Programa Escola Digna no Município por parte do Governo do Estado, durante a reunião o prefeito Toca Serra, expôs ao secretário Felipe Camarão, a triste realidade em que recebeu a educação de Pedro do Rosário, escolas em péssimas condições, locais insalubres que enchem de tristeza qualquer ser humano de bom senso, é de cortar o coração, ver os 14 Casebres,  de taipa e chão batido, que eram oferecidos aos filhos dos trabalhadores rurais do município de Pedro do Rosário, como escola, disse o prefeito.

 

A secretaria de educação do município, professora Suely Lobato, disse que aceitou o convite do prefeito para liderar a equipe da educação  e construir uma nova história para a educação de Pedro do Rosário, e que com o apoio de parceiros importantes e indispensáveis como Felipe Camarão e o próprio Governador Flavio Dino, acredita que o Prefeito Toca Serra, conseguirá cumprir com o seu compromisso de campanha que é erradicar as escolas de taipa do município de Pedro do Rosário e oferecer uma educação de qualidade para os seus munícipes.

 

O presidente da Câmara Municipal Lucivaldo Barros, falou que todo o poder legislativo local, estar ombreado com o Prefeito para mudar essa triste situação em que se encontra a educação do município.

 

Por fim o secretário Felipe Camarão, garantiu ao prefeito Toca Serra e equipe, a implantação do programa Escola Digna em Pedro do Rosário e a parceria do Estado para erradicar de uma vez por todas as escolas de taipa e barracões de todos os Povoados do Município.

 

 

sem comentário »

Agricultores de Brejo irão ganhar unidade de beneficiamento da mandioca viabilizada pelo deputado federal Hildo Rocha

Apesar das imensas limitações decorrentes da pandemia do Coronavírus, o deputado federal Hildo Rocha conseguiu levar adiante inúmeras ações em diversos municípios maranhenses, proporcionando obras de infraestrutura das cidades e melhorias das condições de trabalho de agricultores familiares.

Em Brejo, por exemplo, brevemente será inaugurada uma unidade de beneficiamento de farinha de mandioca, empreendimento financiado com recursos públicos federais originários de emenda individual do parlamentar. A obra, realizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), está bastante adiantada.

Compromisso com a comunidade 

O deputado Hildo Rocha destacou que a obra é fruto do esforço do vereador João Leriano e do presidente da Associação do Povoado Bom Princípio, Antônio Nôca.

“Leriano e o Sr. Antônio solicitaram o meu apoio, em nome das comunidades. Eu indiquei a emenda para a Codevasf e a obra está em execução. Esse é, portanto, mais um compromisso que havíamos firmado com algumas comunidades rurais de Brejo que estamos conseguindo viabilizar”, disse Hildo Rocha.

Fiscalização 

Recentemente, o engenheiro da Codevasf esteve no local a fim de fiscalizar o andamento e a qualidade técnica da obra. O vereador João Leriano também participou da vistoria. De acordo com Leriano, o empreendimento irá beneficiar moradores e agricultores familiares dos povoados Bom Principio I e II, Caminho Novo, Carobinhas, Caburé, Piabas, Bexiga, Boa Vista, Carnaúba Torta e Santa Alice, entre outras comunidades.

“Em nome dessas comunidades eu agradeço ao deputado Hildo Rocha por ele ter proporcionado mais um importante benefício para o nosso município. Essa unidade de beneficiamento de farinha de mandioca irá melhorar a qualidade da farinha produzida em Brejo, vai agregar valor ao produto e, consequentemente, vai contribuir para a melhoria da renda familiar dos nossos agricultores”, comentou Leriano.

sem comentário »

Militares transportam contêiner com doses da CoronaVac no terminal de cargas do aeroporto de Guarulhos, São Paulo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

sem comentário »