Linha Livre com Geraldo Castro | Arquivo por Governo Temer
Sexta-feira, 30 de outubro de 2020.

Desemprego fica em 13,6% no trimestre até abril, diz IBGE

A fila do desemprego no País contava com 14,048 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril de 2017, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado significa que há mais 2,636 milhões de desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 23,1%.

Ao mesmo tempo, o total de ocupados caiu 1,5% no período de um ano, o equivalente ao fechamento de 1,395 milhão de postos de trabalho.

Como consequência, a taxa de desemprego passou de 11,2% no trimestre até abril de 2016 para 13,6% no trimestre até abril de 2017, a mais alta para esse período do ano já registrada na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

A taxa de desemprego só não foi mais elevada porque 556 mil brasileiros migraram para a inatividade no período de um ano. O aumento na população que está fora da força de trabalho foi de 0 9% no trimestre encerrado em abril ante o mesmo período de 2016.

O nível da ocupação, que mede o porcentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 53,2% no trimestre até abril.

Carteira assinada

Segundo o IBGE, o mercado de trabalho no País perdeu 1,243 milhão de vagas com carteira assinada no período de um ano. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 3 6% no trimestre encerrado em abril de 2017, ante o mesmo período do ano anterior, conforme os dados da Pnad Contínua.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado encolheu para 33,286 milhões de pessoas no trimestre até abril, o menor patamar da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 3,1%, com 306 mil empregados a mais. O total de empregadores cresceu 10,6% ante o trimestre encerrado em abril de 2016, com 395 mil pessoas a mais.

O trabalho por conta própria encolheu 3,1% no período, com 702 mil pessoas a menos nessa condição. Houve redução ainda de 119 mil indivíduos na condição do trabalhador doméstico, 1,9% de ocupados a menos nessa função. A condição de trabalhador familiar auxiliar cresceu 1,8%, com 38 mil ocupados a mais.

Revista Exame

 

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Aprovação ao governo Temer cai para 10,3%, mostra pesquisa CNT

Michel Temer

A avaliação positiva da gestão do presidente Michel Temer (PMDB) apresentou queda nos últimos quatro meses e foi para 10,3%, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) – destes, 9,1% consideram o governo como “bom” e apenas 1,2% o avaliam como “ótimo”. O levantamento anterior, divulgado em outubro do ano passado, apontava uma avaliação positiva por parte 14,6% dos entrevistados.

Já o índice de rejeição ao governo subiu, passando de 36,7% na pesquisa passada para 44,1% – deste total, 17,6% avalia a administração como “ruim”, enquanto 26,5% classificam o desempenho como “péssimo”. Já para 38,9% dos entrevistados, o governo Temer tem tido uma atuação “regular”.

Em relação à aprovação do desempenho pessoal do presidente, também foi registrada uma queda – de 31,7% para 24,4%. Já o número de pessoas que desaprovam subiu de 51,4% para 62,4%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de fevereiro. Foram ouvidas 2002 pessoas em 138 municípios de 25 unidades federativas, nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

 

Corrupção não mudou

Para quase 49% dos entrevistados, a corrupção no governo Temer é igual à da gestão de Dilma Rousseff (PT). Já para 31,5%, o problema era maior com a petista, enquanto 16,1% avaliam que ele aumentou com Temer. Na visão de 71,8% dos que responderam a pesquisa, o combate à corrupção no país, em aspectos gerais, cresceu nos últimos anos, enquanto 22,4% consideram que os desvios não passaram a ser mais coibidos no Brasil.

Um terço dos brasileiros, segundo a pesquisa da CNT, julga que a corrupção ocorre na mesma medida nos Três Poderes. Já para 23,7%, ela é maior no Legislativo, enquanto 19,4% avaliam que ela é superior no Executivo e 10,2% acham que o problema afeta mais o Judiciário. Na visão de nove em cada dez entrevistados, não existe partido político sem corrupção no país. Para 54,7%, a maior parte dos brasileiros também pratica esse tipo de delito.

(Com Estadão Conteúdo)

 

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