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Quarta-feira, 2 de dezembro de 2020.

Todo Feio fica de fora da lista que inclui Decrépito, Boca Mole, Passivo…

“Quem não apareceu está sendo considerado desprestigiado”, disse o Forte sobre a lista da qual não ficou de fora. Nem ele nem o Decrépito, o Boca Mole, o Duro e o Passivo. Já o Todo Feio não está lá.

Forte é o apelido atribuído ao deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, em planilhas de pagamentos da Odebrecht a cerca de 200 políticos. Divulgada em 2016 pela Polícia Federal,a lista de codinomes se justapõe agora à dos cem investigados em inquéritos abertos por determinação de Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Atendem por Decrépito, Boca Mole e Passivo (também chamado de Comuna), respectivamente, os deputados Paes Landim (PTB-PI), Heráclito Fortes (PSB-PI) e Daniel Almeida (PCdoB-BA). O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é o dono da alcunha Duro.

Em dezembro, o ex-deputado paraibano Inaldo Leitão chegou a protestar contra seu apelido, em post no Facebook intitulado “Todo Feio, Eu?”.

Foi um dos poucos batizados ausentes da lista de Fachin –mas só porque seu caso deixou de ter foro privilegiado e foi enviado para um tribunal de instância inferior.

Não poderiam dizer o mesmo vários frequentadores da alta cúpula de Brasília, como os ministros Romero Jucá (Caju), Eliseu Padilha (Primo) e Moreira Franco (Angorá), todos do PMDB. Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), o Botafogo e o Índio, também são alvos de inquéritos.

Entre os governadores na mira: Santo (Geraldo Alckmin, PSDB-SP), Menino da Floresta (Tião Viana, PT-AC) e Renan Filho (PMDB-AL), filho de outro investigado, o Justiça (senador RenAan Calheiros ).

Três políticos com apelidos no diminutivo, o ex-prefeito do Rio Eduardo “Nervosinho” Paes (PMDB) e os senadores Fernando “Roxinho” Collor (PTC-AL) e Aécio “Mineirinho” Neves (PSDB), teriam recebido milhões superlativos da Odebrecht, segundo delatores.

A Odebrecht também tinha um codinome para o que a Procuradoria-Geral da República chama de “departamento de propina”: Setor de Operações Estruturadas”.

Haja Misericórdia –vulgo Antonio Brito (PSD-BA), deputado também lembrado pelo STF.

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER da Folha de São Paulo

 

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