Linha Livre com Geraldo Castro | Arquivo por Comandante
Sábado, 26 de setembro de 2020.

Exército diz que ‘malucos’ apoiam intervenção militar no caos político”

“Nós aprendemos a lição. Estamos escaldados”, diz o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, diz que há “chance zero” de setores das Forças Armadas, principalmente da ativa, mas também da reserva, se encantarem com a volta dos militares ao poder. Admite, porém, que há “tresloucados” ou “malucos” civis que, vira e mexe, batem à sua porta cobrando intervenção no caos político.

“Esses tresloucados, esses malucos vêm procurar a gente aqui e perguntam: ‘Até quando as Forças Armadas vão deixar o país afundando? Cadê a responsabilidade das Forças Armadas?'” E o que ele responde? “Eu respondo com o artigo 142 da Constituição. Está tudo ali. Ponto”.

Pelo artigo 142, “as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

O que o general chama hoje de “tresloucados” corresponde a uma versão atualizada das “vivandeiras alvoroçadas” que, segundo o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do regime militar, batiam às portas dos quartéis provocando “extravagâncias do Poder militar”, ou praticamente exigindo o golpe de 1964, que seria temporário e acabou submetendo o país a 21 anos de ditadura.

“Nós aprendemos a lição. Estamos escaldados”, diz agora o comandante do Exército.

Reunião com Temer

Ele relata que se reuniu com o presidente Michel Temer e com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e avisou que a tropa vive dentro da tranquilidade e que a reserva, sempre mais arisca, mais audaciosa, “até o momento está bem, sob controle”. De fato, a crise política, econômica e ética atinge proporções raramente vistas, mas os militares da ativa estão mudos e os da reserva têm sido discretos, cautelosos.

“Eu avisei (ao presidente e ao ministro) que é preciso cuidado, porque essas coisas são como uma panela de pressão. Às vezes, basta um tresloucado desses tomar uma atitude insana para desencadear uma reação em cadeia”, relatou o general Villas Bôas, lembrando que há temas mais prosaicos do que a crise, mas com igual potencial de esquentar a panela, como os soldos e a Previdência dos militares.

Na sua opinião, Temer “talvez por ser professor de Direito Constitucional, demonstra um respeito às instituições de Estado que os governos anteriores não tinham. A ex-presidente Dilma (Rousseff), por exemplo, tinha apreço pelo trabalho das pessoas da instituição, mas é diferente”.

Em entrevista ao Estado, na sua primeira manifestação pública sobre a crise política do país, o comandante do Exército admitiu que teme, sim, “a instabilidade”. Indagado sobre o que ele considerava “instabilidade” neste momento, respondeu: “Quando falo de instabilidade, estou pensando no efeito na segurança pública, que é o que, pela Constituição, pode nos envolver diretamente”.

Aliás, já envolve, porque “o índice de criminalidade é absurdo” e vários Estados estão em situação econômica gravíssima, como Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Minas Gerais. Uma das consequências diretas é a violência.

Ao falar sobre a tensão entre o Judiciário e o Legislativo, depois que o ministro Marco Aurélio Mello afastou o senador Renan Calheiros da presidência do Senado por uma liminar e Renan não acatou a ordem judicial, o comandante do Exército admitiu: “Me preocupam as crises entre Poderes, claro, mas eles flutuam, vão se ajustando”.

O general disse que se surpreendeu ao ver, pela televisão, que um grupo de pessoas havia invadido o plenário da Câmara pedindo a volta dos militares. “Eu olhei bem as gravações, mas não conheço nenhuma daquelas pessoas”, disse, contando que telefonou para o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para se informar melhor e ouviu dele: “Eu não tenho nada a ver com isso”.

Bolsonaro

Bolsonaro, um capitão da reserva do Exército que migrou para a vida política e elegeu-se deputado federal, é uma espécie de ponta de lança da direita no Congresso e não apenas capitaneia a defesa de projetos caros às Forças Armadas, como tenta verbalizar suas dúvidas, angústias e posições e se coloca como potencial candidato à Presidência em 2018.

“No que me diz respeito, o Bolsonaro tem um perfil parlamentar identificado com a defesa das Forças Armadas”, diz o general, tomando cuidado com as palavras e tentando demonstrar uma certa distância diplomática do deputado.

É viável uma candidatura dele a presidente da República em 2018, como muitos imaginam? A resposta do general não é direta, mas diz muito: “Bolsonaro, a exemplo do (Donald) Trump, fala e se comporta contra essa exacerbação sem sentido do tal politicamente correto”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Não fede, nem cheira. Não influi e nem contribui.

A frase da manchete deste post teria sido dita pelo comandante da Policia Militar do Maranhão, coronel Federico Pereira, oriundo do Exército Brasileiro onde chegou tão somente  tenente R2, em uma reunião de coronéis, quando se referiu aos programas Abrindo o Verbo, apresentado por mim, Geraldo Castro, e Blitz Difusora com o jornalista Silvan Alves, dois profissionais experientes e acostumados com os problemas existentes na segurança pública do Maranhão.

Pereira como é conhecido teria afirmado que os dois jornalistas não merecem ser ouvidos e a polícia militar cumpre seu papel dentro das “estratégias” planejadas pelo comando da corporação e a violência no estado está sob controle e não há motivo para preocupação em relação o que é comentado nos dois programas radiofônicos. “Não tenho tempo pra ouvir estes dois, pois não fede e nem cheira, não influi e não contribui”, o que eles dizem, teria afirmado com comandante R2.

No entanto, não é bem assim como diz o comandante R2 da Policia Militar, pois na cidade de Imperatriz, em uma noite mataram cerca de sete pessoas, no que foi denominada de a “noite do terror”. Ainda neste domingo, uma perseguição acabou em tragédia no Paço do Lumiar, quando quatro homens em um gol vermelho, todos encapuzados, promoveram um tiroteio intenso em perseguição a um veículo Saveiro branco, culminando com a morte de uma mulher grávida, e um motociclista abatido a tiros. O condutor da Saveiro foi até a Delegacia do Maiobão, mas os “encapuzados” não perdoaram e ainda atingiram o mesmo.

Leia reportagem do blog do Gilberto Leda

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Foto do blog do Gilberto Leda.

O domingo foi violento na capital maranhense. Um crime foi registrado na delegacia da Polícia Civil do Maiobão, em que tudo começou com uma perseguição terminou em duas mortes e um ferido.

Segundo informações, uma perseguição, que iniciou na Estrada da Maioba e teve o fim na delegacia do Maionão, em Paço do Lumiar, ocasionou na morte de uma mulher, identificada como Eriedna Silva Melo e que estava grávida de três meses, além da morte de um motociclista, identificado como Jefferson Machado Paixão que foi atingido por uma das balas e um homem, identificado como Jackson Dutra Ataíde, que não corre risco de vida e era marido da mulher.

No local, havia marcas de tiros na parede e no veículo, assim como cápsulas de bala no pátio externo. Dentro do veículo, de placa OJN 7616, de Santa Inês, estava alvejado de bala e no banco do carona estava a mulher ensanguentada.

O delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Estevânio Aragão, informou que Eriedna Silva e Jackson Dutra estavam dentro do Saveiro branco e ao transitarem pela Estrada da Maioba, nas proximidades do Sítio Grande, foram interceptados por quatro homens, não identificados, encapuzados e fortemente armados.

O bando criminoso teria efetuado vários tiros em direção a Saveiro branca. O casal ainda tentou fugir da vista dos acusados e invadiu a Delegacia de Polícia Civil do Maiobão. Ainda neste local, o bando crivou de bala o carro do casal. Um dos tiros atingiu a cabeça de Eriedna Silva e morreu no local. Em seguida, os acusados tomaram rumo ignorado.

O blog do Luis Cardoso enumera outros detalhes a respeito:

Um casal que estava em uma Saveiro Branca foi perseguido e resolveu entrar no pátio da delegacia do Maiobão imaginando que poderia ficar mais seguro. Não adiantou. Os perseguidores encapuzados, em um Gool vermelho, deram vários tiros, tendo algumas balas atingido a cabeça da mulher Eriadna Silva Melo e outros projéteis de alojaram no corpo do motorista Jackson Dutra Ataíde. A mulher, que estava grávida, morreu no local. Uma segunda vítima, motoqueiro Jefferson Machado Paixão, que passava pelo local, também foi atingido e faleceu.

morte-do-maiobaoO fato aconteceu na manhã de ontem, dia 20, na Região Metropolitana de São Luís. A mulher, estava grávida de seis meses, e morreu dentro da Saveiro. O homem que atingido encontra-se internado no hospital Socorrão II.

Informações policiais dão conta de que quatro homens que estavam no Gol vermelho usavam coletes à prova de balas. A polícia acredita que o caso tenha ligações com o tráfico de drogas.

Diante do quadro exposto por este blog nota-se perfeitamente que a violência está sob controle, e que o comando da PMMA parece viver em outro país, e o que mais se ouve e se lê nos grupos de policiais militares, são punições cada dia mais constantes por parte do alto comando, punindo quem merece e quem nada fez. Desse jeito, resta a nós profissionais do rádio, dizer ao R2 Federico Pereira, que “ele não fede e nem cheira” como comandante.

Fotos : blog do Luis Cardoso.

 

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