Linha Livre com Geraldo Castro | Arquivo por 2021 | Arquivo por março
Sábado, 10 de abril de 2021.

Flávio Dino relembra a importância de Brandão para o início de sua vida na política eleitoral

Durante a solenidade virtual que aconteceu nesta segunda-feira (29), de anúncio de novas obras para a cidade de Caxias – entre elas a ampliação do prédio de Ciências da Saúde da UEMA -, o governador Flávio Dino fez questão de agradecer, publicamente, ao vice-governador Carlos Brandão por sua retidão, lealdade e parceria no governo, mantida há seis anos.

Flávio aproveitou para recordar que, há 15 anos, quando entrava na política eleitoral, recebeu o apoio de lideranças importantes da cidade de Caxias, como Humberto e Cleide Coutinho. E fez um adendo, dizendo que essas lideranças apoiavam a trajetória política de Carlos Brandão, que abriu mão desses apoios para que o governador pudesse viabilizar sua candidatura a deputado federal a partir de Caxias.

“Quem ia ter o apoio do grupo liderado pelo Humberto era o Brandão; e ele num gesto de cortesia, de amizade e de fraternidade, na época, se dirigiu ao então governador Zé Reinaldo e disse que concordava que houvesse essa inserção minha na política eleitoral, a partir da cidade de Caxias. Brandão tem sido correto comigo nesses anos todos, desde esse momento inaugural, em 2006, e agora no exercício do Governo”, assinalou Flávio.
O governador também voltou a afirmar que deixa o governo em abril do próximo ano e que Brandão, como governador, continuará as obras por ele deixadas.

Além da expansão do prédio de Ciências da Saúde da UEMA, Caxias também vai receber um Restaurante Popular, um parque ambiental e uma Praça da Família, em investimentos que ultrapassam R$ 15 milhões.

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Conhece o projeto que leva comida para animais de rua na cidade? Entrevista com a idealizadora em Imperatriz

Repórteres: Rodrigo Araújo e Kárita Motta (Esta foi a primeira reportagem da minha neta Kaká que cursa jornalismo na UFMA em Imperatriz, e resolvi postar e homenageá-la)

Fotos: Acervo Amor Por Patinhas

A advogada Janiny Santos Andrade, uma das idealizadoras do projeto ‘Amor Por Patinhas’, que alimenta animais de rua em Imperatriz, conta que teve a ideia criar um projeto em janeiro de 2020. Durante suas atividades físicas no Complexo Barjonas Lobão(fiqueninho) em Imperatriz, percebeu que muitos animais abandonados que moravam por ali não tinham o que comer. Ela pensou então em montar comedouros e bebedouros utilizando cano pvc, material barato e com alta durabilidade.

O projeto ‘Amor Por Patinhas’ completou em janeiro de 2021 um ano de existência, neste primeiro ano houve um acolhimento de diversos apoiadores como comerciantes e voluntários que buscam sempre manter os comedouros limpos e abastecidos, pois a principal dificuldade do projeto é a manutenção que precisa ser diária. Quer saber mais sobre as ações, vem conferir a entrevista:

 

 Imperatriz Notícias:  De quem foi a iniciativa do projeto?

Janiny Santos Andrade: Então, eu comecei né, eu tive a ideia quando eu vi que havia uma necessidade dos animais a todo momento, muitos animais, o fluxo muito grande e então eu falei com a Etieny, e ela super apoiou, foi muito rápido, nós já começamos a divulgar e começamos a juntar dinheiro, fizemos o orçamento e compramos os materiais pra fazer os primeiros comedouros.

 Imperatriz Notícias: Como surgiu o projeto “amor por patinhas”?

JSA: Então, o projeto deu início dia 20 de janeiro de 2020,salvo engano, eu e a Etieny Maia fazíamos caminhada no fiqueninho, éramos vizinhas e quando eu ia sempre levava ração, por que tem gatos que moram lá, certo, e eu comecei a ver na internet algum tipo de pote, alguma coisa que pudesse ficar lá para outras pessoas colocarem, né, eu e ela revezar, e aí eu vi a ideia dos canos e achei bastante interessante, foi aí que eu fiz a proposta para ela, pra gente primeiro comprar só eu e ela mesmo e colocar apenas no fiqueninho, só que aí nós começamos a divulgar a ideia e conseguimos outras pessoas que também tiveram interesse em ajudar e aí conseguimos comprar uma quantia de canos e mandar fazer mais para colocar na cidade só que ainda não tínhamos autorização da prefeitura né, e aí nós fomos atrás  da autorização, acho que foi na secretaria de planejamento.

“eu e a Etieny Maia fazíamos caminhada no fiqueninho, éramos vizinhas e quando eu ia sempre levava ração, por que tem gatos que moram lá, certo, e eu comecei a ver na internet algum tipo de pote, alguma coisa que pudesse ficar lá para outras pessoas colocarem”

 IN: Qual o maior desafio enfrentado pelo projeto?

JSA: Então, eu acredito que o maior desafio que é enfrentado até hoje é a questão do abastecimento e da limpeza, certo, porque todos os dias os canos, eles tem que ser limpos e reabastecidos , e procuramos colocar em pontos específicos da cidade né, no fiqueninho, na beira rio, tem na praça brasil ou na praça da cultura que tem outro, também tem outros pontos , além de em lugares privados também, onde as pessoas propuseram a ajudar, a limpar e a abastecer, só que é bem complicado isso, conscientizar as pessoas a ajudarem, a verem os locais lá e colocar um pouco de ração, colocar água, se tiver sujo, ajudar a limpar, e não só os voluntários né , mas assim, qualquer pessoa, ela pode tá ajudando, tá fazendo sua parte, porque na verdade é um conjunto né, onde só quem se beneficia na verdade é os animais, então, eu acredito que o maior desafio seja esse e além que tem  muitos outros animais abandonados nos bairros né , então assim, eu acredito que precisamos de mais doações para fazer mais e além disso, mais ainda a ajuda das pessoas para conseguir dar continuidade na limpeza e no abastecimento.

 IN: O projeto recebe apoio e incentivos financeiros de ongs?

JSA: Não, não recebemos apoio financeiro de ongs, na verdade todo o projeto gira em torno das pessoas que se propuseram a ajudar, voluntários mesmo, pessoas particulares e outras pessoas que tem interesse de colocar na sua porta que pagaram também pelo kit, que é o comedouro e o bebedouro, onde o dinheiro é todo revestido para fazer mais materiais e pagar a pessoa que faz pra gente os adesivos e para colocar nos lugares.

 IN: A pandemia revelou diversos problemas em nossa sociedade, com o isolamento social, o número de animais abandonados cresceu?

JSA: Olha, em dados estatísticos eu não vou saber te responder, mas eu acredito que sim, as pessoas além de estarem assustadas, é um momento muito crítico e sensível e infelizmente os animais foram deixados de lado, nós percebemos que cada vez mais os animais são abandonados na rua, cabe ressaltar que nenhum momento  quando nos colocamos um comedouro e um bebedouro na rua, nenhum momento é para incentivar o abandono de animais, nós sempre ressaltamos a ideia que o certo é adotar um animal, mas nós sabemos que nem todas as pessoas podem, a condição financeira também, às vezes não permite, a pessoa já pode ter um outro animal, enfim, são diversos fatores, só que sempre aconselhamos da castração e da adoção, né, só que infelizmente os animais que já estão na rua, eles não podem passar fome, é um absurdo e assim, eu acredito muito na sensibilidade do ser humano, eu fico muito triste e acredito que muitas pessoas ficam, então, infelizmente nesse quadro que nós estamos vivendo, provavelmente deve ter crescido sim, esse número de abandonos de animais, até por questões financeiras e questões pessoais.

 IN: O que mais te emocionou nesse período em que o projeto existe?

JSA: Olha, eu acho que o mais gratificante, não é as pessoas elogiando a iniciativa, mas sim quando nós vemos o resultado ali né, os animais se alimentando, tendo aquela fonte de alimento naquele horário que ele quer, na beira rio a comida acaba muito rápido, a ração, no fiqueninho também, todos assim então é gratificante você alimentar um animal e ver que você tá saciando uma fome de um bichinho, apesar que nós não temos como mudar o mundo, entendeu, enfim, são coisas que vai além de qualquer gratificação, mas o pouco que nós fazemos né, acho que já muda muita coisa, então assim, se cada um fizesse a sua parte, colocasse, não precisa de um comedouro, às vezes você lavar dentro do carro, na sua bolsa um pouquinho de ração pra quando você ver um animal passando fome, colocar, eu acho que isso não tem preço.

 IN:  Como ter um comedouro e bebedouro em uma casa ou empreendimento comercial?

“JSA: Então, quem tiver interesse em ter um bebedouro e um comedouro, pode estar entrando em contato, nós pegamos determinada quantia, fazemos o material e entregamos para eles e esse dinheiro já revestimos em fazer mais pares”

JSA: Então, quem tiver interesse em ter um bebedouro e um comedouro, pode estar entrando em contato, nós pegamos determinada quantia, fazemos o material e entregamos para eles e esse dinheiro já revestimos em fazer mais pares, inclusive já tem várias casas e empreendimentos que já fizeram isso e tem nas suas portas, como voluntários.

 RA: Como ajudar o projeto?

JSA: É bem simples, para ajudar o projeto você pode estar entrando em contato pelo Instagram, falando comigo ou com a Etieny no direct, nós temos um grupo também, onde se fala sobre animais que estão abandonados, castração, etc., para fazer a rotatividade de limpeza do projeto, mas também pra quem não quiser participar do grupo, para quem não tiver tempo, ela pode simplesmente doar certa quantia, doar certa razão, ela pode simplesmente comprar em alguma venda alguma ração e colocar no comedouro, colocar água no bebedouro, fazer a limpeza, fazer sua parte da forma como a pessoa achar melhor, hoje, graças a deus, a gente tem umas voluntárias que sempre estão ajudando, que sempre estão fazendo a limpeza e sempre fazendo a reposição de ração.

 KM: Quais os contatos para maiores informações sobre o projeto “amor por patinhas”?

JSA: Pode estar entrando em contanto no Instagram do @amorporpatinhasitz.

 

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Hildo Rocha vistoria asfaltamento do Bananal, obra financiada com emenda de sua autoria

Hildo Rocha vistoria asfaltamento do Bananal, obra financiada com emenda de sua autoria

Em visita ao município de Governador Edison Lobão, o deputado federal Hildo Rocha vistoriou as obras de asfaltamento de ruas no povoado Bananal, empreendimento viabilizado por meio de emenda parlamentar individual de sua autoria. O prefeito Professor Geraldo Braga, o vice-prefeito Flávio Soares e vereadores do município também participaram da vistoria.

Parceria para o fortalecimento da gestão municipal 

O prefeito Geraldo Braga agradeceu ao parlamentar e destacou a importância do apoio que Hildo Rocha tem proporcionado ao governo municipal.

“Em nome da população, eu agradeço e me sinto honrado por ter o apoio do deputado Hildo Rocha, parlamentar que é referência de melhorias nas cidades, onde ele coloca as mãos os bons resultados aparecem e, graças a Deus, ele tem nos ajudado, tem contribuído para que a nossa gestão possa implantar melhorias para a população de Governador Edison Lobão. Esse asfaltamento, por exemplo, é uma conquista importante e acreditamos que, com ajuda de Hildo Rocha outros benefícios relevantes serão alcançados porque continuaremos reivindicando e buscando melhorias para a nossa cidade, por meio dessa parceria com o deputado Hildo Rocha em favor do fortalecimento da nossa gestão” ressaltou o prefeito Geraldo Braga.

“Esse asfaltamento foi uma das promessas mais rápidas que um político já honrou aqui no nosso município”, enfatizou o vice-prefeito Flávio Soares.

“O deputado Hildo Rocha é um político diferente ele já chegou aqui mostrando trabalho, ele viu que o município necessita do seu apoio, prometeu ajudar e já cumpriu logo”, completou Soares.

O presidente da Câmara de Vereadores, André Silva, também manifestou satisfação por presenciar o andamento de uma obra que há muito tempo era reivindicada pela população.

“Agradeço o apoio do deputado Hildo Rocha, parlamentar municipalista, atuante que hoje nos honra com a sua visita e está aqui para vistoriar obras viabilizadas por emendas que ele colocou para a nossa cidade”, comentou André Silva.

Obra de qualidade 

O deputado Hildo Rocha disse que ficou satisfeito por ter constatado que a equipe responsável pela execução da obra trabalhou bem. “O prefeito caprichou, fez uma obra de boa qualidade, fez meio fio e sarjetas. Portanto, a emenda que coloquei para essa finalidade foi bem aplicada. Isso nos motiva a fazer muito mais pelo município que precisa do apoio do Governo Federal e do apoio do Governo do Estado. Na condição de deputado federal, eu trabalho, reivindico e luto constantemente com o objetivo de conseguir mais recursos para os municípios maranhenses”, afiançou Hildo Rocha.

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Canal de Suez permanece bloqueado e frete marítimo é duramente afetado

Isto É Dinheiro

Navio Evergreen encalhado no Canal de Suez

Rebocadores e dragas eram usados nesta sexta-feira (26) para tentar desencalhar o porta-contêineres de 400 metros de comprimento que bloqueia há quatro dias o Canal de Suez e afeta duramente o frete marítimo, mas ainda não é possível saber se a operação para abrir novamente a rota comercial chave entre Europa e Ásia vai demorar dias ou semanas.

A empresa responsável pela operação de “resgate” do cargueiro “Ever Given”, a holandesa Smit Salvage, afirmou que podem ser necessários “dias ou até semanas” para a retomada do tráfego pelo canal, por onde passa 10% do comércio marítimo internacional.

O incidente, que aconteceu na terça-feira devido provavelmente a ventos violentos combinados com uma tempestade de areia, provocou grandes engarrafamentos.

De acordo com a revista especializada Lloyd’s List, quase 200 países estão bloqueados nas duas extremidades e na zona de espera situada na metade do canal. O problema causou grandes atrasos nas entregas de petróleo e de outros produtos.

A gigante do transporte marítimo Maersk e a alemã Hapag-Lloyd informaram que examinam a possibilidade de desviar seus navios e passar pelo Cabo da Boa Esperança, um desvio de 9.000 quilômetros e 10 dias adicionais de viagem margeando o continente africano.

Os custos globais são elevados para o transporte marítimo de mercadorias em contêineres, com uma estimativa de 5,1 bilhões de dólares por dia em direção a Europa e US$ 4,5 bilhões no sentido Ásia, de acordo com a Lloyd’s List.

Desde quarta-feira, a Autoridade do Canal de Suez (SCA, egípcia) tenta desencalhar o cargueiro, de mais de 220.000 toneladas.

“Estão utilizando rebocadores e dragas para romper as rochas e tentar liberar a embarcação”, afirmou à AFP uma fonte da empresa japonesa Shoei Kisen Kaisha, proprietária do navio.

A SCA informou que será necessário retirar entre 15.000 e 20.000 metros cúbicos de areia para chegar a entre 12 e 16 metros de profundidade, o que permitirá trazer novamente à tona o colossal porta-contêineres.

Uma maré alta esperada para o início da próxima semana pode ajudar as equipes técnicas.

 

O Egito recebeu várias ofertas de ajuda internacional, incluindo Estados Unidos e Turquia.

Mohab Mamish, assessor do presidente egípcio Abdel Fatah al Sissi para o setor portuário, afirmou na quinta-feira à AFP que a navegação seria retomada “em 48 ou 72 horas no máximo”.

“Tenho experiência em várias operações de resgate deste tipo e, como ex-presidente da Autoridade do Canal de Suez, conheço cada centímetro do canal”, disse Mamish, que supervisionou a recente ampliação da via marítima, muito movimentada.

Mas algumas horas antes, a empresa holandesa Smit Salvage advertiu que a operação poderia demorar “dias ou até semanas”.

A empresa que explora o navio, Evergreen Marine Corp, com sede em Taiwan, encomendou da Smit Salvage e da empresa japonesa Nippon Salvage um “plano mais eficaz” para desencalhar o navio. Os primeiros especialistas chegaram na quinta-feira.

A Smit Salvage já participou em grandes operações de resgate, como o submarino nuclear russo Kursk e o cruzeiro italiano Costa Concordia.

– Incidentes “raros” –

Quase 19.000 navios atravessaram o canal em 2020, segundo a SCA, média superior a 51 por dia.

Um relatório da Allianz Global Corporate & Specialty sobre segurança marítima aponta que o “Canal de Suez apresenta um excelente balanço de segurança em seu conjunto, e os incidentes de navegação são extremamente raros, com 75 incidentes na última década”.

 

 

 

 

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Hildo Rocha defende programa que amplia oferta de leitos para tratamento da Covid-19

O deputado federal Hildo Rocha trabalhou a favor da aprovação do Programa Pró-Leitos, que incentiva empresas a contratarem leitos clínicos e de UTI da rede privada de saúde em favor do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender pacientes com Covid-19.

Em pronunciamento na tribuna da câmara, Hildo Rocha destacou a importância do Projeto de Lei 1010/21, do deputado Dr. Luisinho. (PP-RJ) que foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Hiran Gonçalves (PP-RR). Segundo o texto, o programa existirá enquanto durar a emergência de saúde pública decorrente da pandemia e dependerá de regulamentação do Poder Executivo.

Hildo Rocha destacou que propostas dessa natureza têm que ser adotadas urgentemente porque o País vive grave crise sanitária e também hospitalar, em função do aumento de infectados que já está em torno de 2% ao dia.

“Os hospitais públicos estão superlotados. Boa parte dos hospitais privados já se encontram lotados, sem vagas de UTI, com filas. Essa proposta do Dr. Luizinho permite que pessoas físicas ou jurídicas possam investir na criação de novos leitos, para depois descontar essa despesa com o Imposto de Renda. Então, acho muito boa a ideia e providencial”, comentou Hildo Rocha.

Valor máximo 

Em negociações para acelerar a tramitação do projeto, os partidos de oposição desistiram de emendas apresentadas, e o relator inseriu dispositivo sugerido pelo autor para garantir que os valores a serem compensados no tributo terão como referência o valor máximo praticado pela tabela de remuneração das operadoras de planos de saúde, reguladas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Cirurgias eletivas 

Hiran Gonçalves incluiu ainda no texto a determinação de suspensão das cirurgias eletivas nos hospitais públicos e privados sempre que os leitos atinjam a taxa de ocupação de 85%. A restrição vale para todos os estados e não alcança os procedimentos das áreas de oncologia e cardiologia.

Crise sanitária 

O autor do projeto, Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr., ressaltou que o agravamento da pandemia nos primeiros meses de 2021 levou o País à maior crise sanitária e hospitalar de sua história. “Faltam insumos nos hospitais, e pacientes com Covid-19 ou com suspeita da doença morrem na fila à espera de um leito de terapia intensiva, evidenciando o trágico colapso do sistema de saúde no País. É inadmissível ver pessoas morrendo por falta de leitos de UTI em locais em que há hospitais privados com leitos vagos”, afirmou.

Número de leitos 

Em um ano de pandemia, a rede de atendimento intensivo foi ampliada em 25.186 unidades registradas no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde do Brasil, aumento de 61%. Com isso, o País passou a contar com 66.497 leitos de UTI registrados em janeiro de 2021, ante 41.311 em fevereiro de 2020.

Levantamento da empresa de gestão hospitalar Planisa, com amostra de nove hospitais de três regiões brasileiras, indicou que o custo de um paciente internado em hospitais públicos foi em média de R$ 25 mil por nove dias.

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Bolsonaro mente na TV quando Brasil supera 3.000 óbitos diários na pandemia

El PaísPaís ultrapassa os EUA em proporção de óbitos por covid-19 em 24 horas. Acossados por presidente, Estados titubeiam em decretar medidas mais duras de circulação. Presidente faz pronunciamento sem citar recorde.

 

A pandemia de coronavírus segue ganhando velocidade no Brasil, que superou nesta terça-feira, 23 de março, a marca de 3.000 mortes registradas diariamente por covid-19 enquanto a estratégia contra crise segue errática sob a liderança de Jair Bolsonaro, um negacionista da gravidade da doença.

Em pronunciamento na noite desta terça, o presidente não mencionou o novo recorde nem anunciou novas medidas para retirar os hospitais do país do atual estado de colapso.

Ignorando as falhas de sua gestão no combate ao vírus e na organização da campanha de vacinação, buscou passar uma mensagem otimista, contendo mentiras e omissões. “Em nenhum momento o Governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o coronavírus como para combater o caos na economia”, afirmou o mandatário, que faz campanha explícita contra orientações de isolamento social, não priorizou a extensão do auxílio financeiro estatal aos mais vulneráveis e adiou a compra de vacinas contra a doença. O presidente ultradireitista foi alvo de panelaços em várias cidades do país.

 

Nesta terça-feira, em concreto, 3.251 mortes foram contabilizadas no Brasil nas últimas 24 horas, totalizando 298.676 óbitos desde o início da crise sanitária, segundo o boletim do Ministério da Saúde.

Ainda que a cifra desta terça contenha dados represados durante o fim de semana, quando os laboratórios de diagnóstico fazem menos análise, trata-se de um novo recorde que reflete a pior fase da pandemia no país. O país não apenas é o segundo país com o maior número bruto de mortes —atrás apenas dos Estados Unidos, com 543.196 óbitos—, como também é o único que registra, atualmente, média superior a mil mortes diárias, segundo a plataforma Our World in Data.

 

Somente os Estados Unidos haviam superado, em dezembro do ano passado, a marca de 3.000 mortes por dia —o México também atingiu essa cifra, em 5 de fevereiro, mas isso porque no dia anterior não havia computado nenhum óbito. Quando os EUA, que possuem 333 milhões de habitantes, chegaram a 3.177 mortes em um dia, isso representou uma taxa de 9,6 óbitos por milhão de habitantes, ainda segundo o site Our World in Data. Ao atingir o recorde de 4.477 mortes em 12 de janeiro, poucos dias antes do republicado Donald Trump deixar o cargo, isso representou 13,53 mortes por milhão de habitantes. Já o Brasil, com cerca de 210 milhões de pessoas, atingiu proporção similar a essa na semana passada, em 16 de março, quando alcançou 2.841 óbitos.

Com o novo recorde nesta terça-feira, de 3.251 mortes, a proporção chega a aproximadamente 15,5 óbitos por milhão de habitantes. Portanto, proporcionalmente o Brasil já registrou mais óbitos diários que os Estados Unidos.

 

O alerta de que o Brasil superaria mais uma marca fora dado mais cedo, com o Estado de São Paulo contabilizando 1.021 mortes em 24 horas, segundo o Governo João Doria (PSDB). O recorde anterior era de uma semana antes, 16 de março, dia em que 679 óbitos foram contados.

No Estado mais rico do país, com a maior rede pública e privada de hospitais, praticamente não há vagas para novos pacientes —a taxa de ocupação de leitos de UTI é superior a 91%. A situação é similar —ou até mais dramática— nas demais unidades federativas. Na semana passada, os governadores que os remédios sedativos para a intubação de pacientes em UTIs estavam se esgotando em ao menos 18 Estados e que mais de uma centena de cidades já estavam registrando falta de oxigênio.

 

Os números do Brasil não colocam o país em uma situação inédita no mundo, uma vez que outras nações já atravessaram períodos similares ou até piores na pandemia, considerado o tamanho de suas populações.

Ainda assim, enquanto os principais afetados pelo coronavírus apostaram em rígidas medidas de restrição à circulação, o Brasil segue na direção contrária do que recomendam os especialistas e titubeia ao fazer o mesmo.

Uma tentativa de reduzir danos

O presidente Jair Bolsonaro, que vem promovendo aglomerações e se voltando contra os governadores que tentam levar a cabo algumas —insuficientes— medidas restritivas, buscou retirar os holofotes do novo recorde durante seu pronunciamento na televisão. Ainda que seu tom tenha sido mais moderado que o habitual, tentando demonstrar calma para tranquilizar a população, não tratou do combate ao vírus nem mencionou a possibilidade de um lockdown nacional, medida considerada essencial por especialistas.

Ao longo de mais de três minutos, buscou destacar ações relacionadas à compra, distribuição e produção de vacinas. “Não sabemos por quanto tempo teremos que enfrentar essa doença, mas a produção nacional vai garantir que possamos vacinar os brasileiros todos os anos, independentemente das variantes que possam surgir”, disse.

 

Bolsonaro também destacou que “hoje somos o quinto país que mais vacinou no mundo”, com “mais de 14 milhões de vacinados”, mas omitiu que o número total de imunizados representa pouco mais de 6% da população com ao menos a primeira dose da vacina. A campanha de vacinação avança lentamente e, em termos proporcionais, o Brasil se encontra atrás de mais de 70 países.

 

O presidente também destacou que seu Governo liberou 20 bilhões de reais para possibilitar “a aquisição da Coronavac, através do acordo com o Instituto Butantan”. Bolsonaro não disse, porém, que o acordo foi assinado pelo Governo Doria em junho e que, nos meses seguintes, promoveu o descrédito da Coronavac, feita em parceria com o laboratório chinês Sinovac, pejorativamente chamada por ele e seus seguidores de “vacina chinesa”.

 

O presidente também omitiu que ele próprio foi o principal responsável pela demora na aquisição dos imunizantes. Em setembro do ano passado, seu Ministério da Saúde ignorou uma oferta da Pfizer pela negociação antecipada de 70 milhões de doses de vacinas que já poderiam ser aplicadas em janeiro deste ano.

Em sua tentativa de mudar a narrativa, Bolsonaro ainda disse que intercedeu pessoalmente nas conversas com Pfizer e Janssen, que planejam fornecer 138 milhões de doses neste ano. Outra vez, omitiu que ele era contrário à assinatura de contrato com a Pfizer por conta de cláusulas que tratavam de responsabilização por eventuais efeitos colaterais.

 

Poucos dias atrás, no último 18 de março, Bolsonaro voltou a questionar a segurança e a eficácia das vacinas diante de seguidores e pediu que apresentassem um exemplo de país que teve êxito no combate ao coronavírus.

Mas aqueles que reduziram o número de casos e mortes são os que apostaram por medidas de restrição à circulação, já que, ao contrário da propaganda presidencial, não há medicamentos nem tratamentos precoces contra a covid-19.

O exemplo mais recente é o do Reino Unido, que em 23 de janeiro atingiu o recorde de 18,46 mortes por milhão de habitantes. O país decretou naquele mês um duro lockdown ao mesmo tempo que promovia a vacinação em massa de sua população. Exatos dois meses depois, em 23 de março, o país chegou a 1,25 mortes por milhão de habitantes.

 

Entre os 10 países com os maiores números absolutos de mortes na pandemia —nesta ordem: Estados Unidos, Brasil, México, Índia, Reino Unido, Italia, Rússia, França, Alemanha e Espanha— o Brasil também lidera a maior taxa proporcional diária. Considerando o período de 16 de março a 22 de março, o país registrou, em média, 10,85 de óbitos por milhão de habitantes a cada dia. Está atrás de outros sete países: Hungria (20,23 mortes), República Tcheca (19,09), Montenegro (16,38), Bosnia e Herzegovina (15,41), Bulgária (14,72), Eslováquia (13,06) e Macedônia do Norte (11,18), segundo o Our World in Data.

 

 

 

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Hildo Rocha e Marcelo Queiroga, novo Ministro da Saúde, já atuaram juntos na defesa de projeto referente à implantação, pelo SUS, de prótese de válvula aórtica

O deputado federal Hildo Rocha usou a tribuna da Câmara para cumprimentar o Presidente Jair Bolsonaro pela escolha do novo Ministro da Saúde, o Marcelo Queiroga. O parlamentar ressaltou que Queiroga, médico cardiologista natural da Paraíba, é possuidor de qualidades importantes.

“É um profissional competente, bem conceituado, tem muitas qualidades. Tem, portanto, condições para alcançar bom desempenho no comando do Ministério da Saúde”, comentou o parlamentar.

Atuação em defesa do SUS

De acordo com Hildo Rocha, na condição de Presidente da Associação Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, já atuou em busca de apoio para aprovar projetos de interesse do povo brasileiro.

“Dr. Marcelo já esteve na Câmara e no Senado atuando em defesa de projetos importantes que beneficiam a população brasileira. Cito um, do qual fui Relator aqui na Câmara, que possibilita o pagamento, através do Sistema Único de Saúde (SUS), da implantação de prótese de válvula aórtica por cateter. Com esse tipo de procedimento o resultado da intervenção cirúrgica para implantação da prótese da válvula aórtica é muito melhor do que o procedimento tradicional que é feito com o peito aberto. Portanto, eu conheço muito bem o Dr. Marcelo Queiroga, sei que ele fará um bom trabalho como Ministro da Saúde”, afiançou Hildo Rocha.

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Radialista Raiz!

Eu repórter da Rádio Timbira entrevistando o zagueiro Gaúcho. Tempos bons.

Hoje em dia é muito fácil ser profissional de rádio, televisão e jornal, bastando para tanto fazer um curso de comunicação em alguma Universidade ou faculdade, ou até um cursinho no Senac e já vira radialista.

Tá muito, muito fácil encarar essas profissões, a começar pelos estágios amplamente utilizados pelas empresas que depois descartam os mesmos, com um aproveitamento muito pequeno dos oriundos das universidades e faculdades.

Hoje com 48 anos de profissão, me considero um Radialista Raiz, pois lá na década de 1970 mais precisamente no de 1973 comecei minha caminhada no rádio, prestando um concurso de voz, na época com 140 candidatos, e fiquei em segundo lugar entre os dez aprovados.

De novo fiquei em segundo lugar, sendo que Marta Macambira, uma profissional paraibana de VOZ fantástica ficou com a única vaga disponibilizada pela Rádio Gurupy AM 1340 Khz.

Aí entrou no circuito uma certa senhorinha chamada Yolanda Castro, que não se conformou em seu filho não ter conseguido a vaga para trabalhar. Mãe protetora e lutadora, Yolanda Castro procurou os diretores da Rádio Gurupy, mostrou a eles a necessidade que tinha de ver seu filho trabalhando.

Walber Polary e José Santos entenderam aquela mãe e conseguiram colocar o filho dela na Emissora, não como locutor, mas sim como auxiliar de discoteca, com apenas 17 anos, completamente inexperiente. Era 1° de abril, conhecido como Dia da Mentira.

A partir daquele dia nascia para o rádio um novo membro que faria história e continua até hoje com o mesmo ímpeto, vontade, garra, determinação e honestidade. Nascia na Rádio Gurupy, Geraldo Castro, nome próprio, voz empostada, e que se especializou em conhecimento de músicas de todos tempos, entre outras coisas. No dia 1° de julho de 1973, com a mudança da programação da Emissora, eis que Geraldo Castro ganhou seu primeiro programa, pela confiança depositada por Walber Polary e José Santos.

Hoje depois de 48 anos, me sinto um Radialista Raiz, criado dentro do estúdio, da técnica, nos transmissores, na discoteca, enfim no melhor local para se aprender; no Rádio.

Nos dias atuais, os jovens que fazem radialismo, jornalismo não pensam no maior veículo de todos os tempos. Querem a Televisão, não querem o rádio, querem a internet, as novas mídias. Mas eu Geraldo Castro tenho o maior orgulho de ser Radialista Raiz!

 

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Hildo Rocha comemora promulgação da emenda constitucional que garante volta do auxílio emergencial

O deputado federal Hildo Rocha exerceu papel relevante nos debates acerca da PEC Emergencial (PEC 186/19), que permite ao governo federal pagar, em 2021, um novo auxílio emergencial para a população vulnerável afetada pela pandemia. O texto foi transformado na Emenda Constitucional 109. A sessão solene do Congresso Nacional que promulgou a PEC foi realizada ontem (15/03).

Celeridade 

Hildo Rocha destacou que a PEC, originária do Senado Federal, foi aprovada com rapidez. “A proposta chegou na Câmara dos Deputados no início da semana passada e foi aprovada na mesma semana que chegou. Isso é algo inédito neste parlamento. A nossa resposta foi rápida pois sabemos que os desempregados, em função da pandemia, precisam receber o auxílio emergencial o mais rápido possível. Por isso, fiz de tudo para que essa PEC fosse aprovada com as modificações necessárias. Assim ela foi aprovada o mais rápido possível, e promulgada na data de hoje”, afirmou.

Negociação 

A nova emenda constitucional é fruto de negociações do Congresso com o governo. A princípio, a PEC tratava apenas de mecanismos de limitação de despesas públicas. A proposta foi elaborada pelo Ministério da Economia e apresentada pelo líder do governo no Senado, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O retorno do benefício foi uma condição negociada pelos deputados e senadores para aceitar as mudanças fiscais.

Pelo texto promulgado, o governo poderá reservar, em 2021, até R$ 44 bilhões do Orçamento para pagar o auxílio. O valor ficará fora da regra do teto de gastos e das restrições para endividamento quando trata-se de despesas correntes (regra de ouro), além de não contar para a meta de superávit primário do ano. Sem essa flexibilização, proposta pelo Congresso, o governo não teria como dar o benefício.

A emenda não traz valor do benefício. Isso ficará a cargo do governo, que informou que será de R$ 175 a R$ 375 por quatro meses. “O presidente Jair Bolsonaro deverá baixar medida provisória estabelecendo o valor do benefício e a quantidade de parcelas a serem pagas” explicou Hildo Rocha.

Medidas compensatórias 

Para compensar o gasto com a transferência social, a emenda estabelece que, sempre que a relação entre despesas obrigatórias e receitas da União atingir o limite de 95%, entrarão em cena uma série de restrições que visam, basicamente, controlar as despesas com funcionalismo público, como a proibição de reajustar salários e promover concursos. Essas restrições são conhecidas como “gatilhos”.

O texto torna facultativo aos estados e municípios a acionarem os mesmos gatilhos que a União se atingirem o limite de 95% nas suas contas. Se optar por não acioná-los, ficarão impedidos de obter empréstimos com aval da União ou de renegociar suas dívidas.

A Emenda Constitucional 109 também prevê que o governo enviará ao Congresso, até setembro, um plano emergencial para reduzir os incentivos fiscais em 10% no primeiro ano e limitá-los a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em um prazo de oito anos – hoje, eles chegam a 4,25%. Alguns incentivos, no entanto, foram preservados, como os do Simples Nacional e da Zona Franca de Manaus.

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Mulheres denunciam líder evangélico por abuso sexual: “Transgrida aqui comigo. Sou seu pastor e psicólogo”

No Recife, onze vítimas rompem o silêncio e prestam queixa contra pastor psicólogo, que chegou a ser indiciado, mas morreu após ser internado com coronavírus.

 

“Não se preocupe, tudo faz parte da técnica.” Assim o pastor evangélico Francisco Dias da Silva Filho, ex-líder da Igreja Batista em Campo Grande, no Recife, assediou, estuprou e violentou mulheres dentro do gabinete pastoral da igreja, de acordo com onze vítimas que o denunciaram. Mestre em psicologia pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Silva Filho recebia as fiéis dizendo que pretendia aconselhá-las. O que ocorria, no entanto, não ficava somente nas orientações. Por anos, Silva Filho abusou de mulheres, de acordo com inquérito da Polícia Civil, que começou a investigar o caso depois que as vítimas decidiram romper o silêncio e prestaram queixa contra o líder evangélico. Silva Filho chegou a ser indiciado pela Polícia Civil por assédio sexual, estupro, violação sexual mediante fraude, injúria racial, difamação e violação de segredo profissional, mas morreu no último dia 7 na capital pernambucana, após ser internado com coronavírus.

 

 

“Confidenciei a ele que eu apresentava um transtorno alimentar e ele propôs que tivéssemos conversas sempre que pudéssemos, porque ele era psicólogo”, conta Luciana ―os nomes foram trocados para preservar a identidade das mulheres. Mas aos poucos os encontros se tornaram insustentáveis para ela. “Ele me fez enviar fotos de partes do meu corpo, porque dizia que eu tinha transtorno de autoimagem. Depois, pediu para eu mandar um vídeo me tocando. Foi tudo muito aos poucos”, conta. “Um dia, me pediu para que eu fosse até a sala dele e ficasse só de calcinha e sutiã para que eu pudesse me enxergar e aí ele me tocou”, ela conta. “Ele me disse ‘transgrida aqui comigo, sou seu pastor e sou seu psicólogo’”.

 

Luciana ainda chegou a encontrar o pastor em seu gabinete algumas vezes, em busca da cura para o transtorno alimentar do qual sofre e que na época nem mesmo sua família tinha conhecimento. Até o dia em que foi, de acordo com ela, estuprada por Silva Filho. Ele me disse ‘se você fizer isso comigo, você vai ficar boa’, e começou a me beijar”, conta ela. No final, a vítima conta que o pastor ainda a fez prometer que “nunca mais faria sexo com alguém que não fosse meu marido”. Ela só entendeu que havia sido estuprada quando, anos mais tarde, buscou ajuda de uma psicóloga. “Ela me disse que o que eu vivi não havia sido nem de longe uma terapia. Foi abuso”, conta. “Meu mundo caiu. Eu considerava ele como um pai para mim. Ele fez meu casamento, apresentou minhas duas filhas [como é chamado o batismo na igreja evangélica], foi no chá de revelação da minha filha… O que eu ia fazer com aquela informação? Como eu ia contar ao meu esposo?”.

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