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Sábado, 31 de julho de 2021.

Futebol narrado e comentado por mulheres ganha espaço na TV aberta

Tradicionalmente de parca presença feminina, jornalismo esportivo tem cada vez mais a voz delas.

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Quem pode falar sobre futebol? Há alguns anos, ao ouvir o rádio, ler o jornal ou assistir à TV, a resposta que se tinha a essa pergunta era clara: o homem. Mulheres não tinham voz nem para comentar pebolim.

 

Para alguns, normal. Nada de novo no domingo à tarde da família brasileira, com homens na sala e mulheres na cozinha. Afinal, quem jogava botão com o avô era Eduardo, e não Mônica. Mas o jogo virou, e a bola agora também está com elas.

 

Não sem dificuldades, as mulheres vêm ocupando cada vez mais espaço na cobertura esportiva, e no conteúdo dedicado ao futebol. Repórteres de campo, comentaristas e narradoras já apareciam em rádios e em canais da televisão a cabo, mas mais recentemente chegaram também à TV aberta, e não só em transmissões de futebol feminino. Agora, a Globo está às vésperas da estreia de sua primeira narradora em 55 anos.

 

Renata Mendonça

Na emissora, Renata Silveira se junta às comentaristas Ana Thaís Matos e Renata Mendonça, colunista da Folha, e à analista de arbitragem Nadine Bastos. Para Joana Thimóteo, diretora de eventos esportivos da Globo, o número de mulheres especialistas em esporte só vai crescer. “É um processo sem volta, que vai minando preconceitos e tornando obsoletos rótulos como o de ‘musa’”, diz ela.

 

Enquanto jogadores e outros profissionais envolvidos nos esportes são julgados por seus desempenhos em campo ou pela análise da partida, não é raro que atletas, técnicas e outras mulheres figurem nos programas e cadernos esportivos como musas, julgadas por sua beleza.

“A regra para as mulheres é, em qualquer área, que o primeiro comentário será sempre sobre a sua aparência”, afirma Renata Mendonça. “Torna-se irritante, quando você está mostrando seu trabalho, que os comentários sejam sempre isso. Quero que comentem minha opinião sobre futebol.”

Esse é apenas um dos obstáculos enfrentados por profissionais que se dedicam ao jornalismo esportivo, marcado pela desigualdade de gênero. Segundo o relatório “Quem Faz a Notícia”, de 2015, produzido pelo Global Media Monitoring Project, que tem o apoio da ONU, esporte é o assunto menos abordado por jornalistas mulheres, entre mais de 50 temas, nos 114 países estudados, incluindo o Brasil.

Sem repórteres, apresentadoras e comentaristas mulheres, o conteúdo das reportagens também não as representa. Entre atletas, treinadores e árbitros que aparecem em reportagens sobre esportes, apenas 7% são mulheres. E em apenas 4% das matérias sobre o assunto é delas o papel central.

Na Folha, a última atleta que apareceu em fotografia na versão impressa do jornal, na editoria de Esporte, que não tem nenhuma repórter contratada entre seus jornalistas, foi a tenista Naomi Osaka, no domingo passado, embora na última semana tenha acontecido o campeonato de futebol feminino She Believes, com as seleções de Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá.

“Quando você é uma menina e gosta de futebol ou de esporte, você já cresce aprendendo que é diferente”, diz Mendonça.

 

Ana Thaís Matos conta do espanto das pessoas ao verem seu interesse, e seu conhecimento, pelo futebol. Quando criança, no caminho de volta da escola, ela costumava parar na venda de um homem que sempre lia e falava muito sobre o esporte. “Eu adorava passar lá e ficar conversando com ele, e eu via que as pessoas ficavam muito impressionadas, elas se espantavam”, afirma ela.

Nadine Bastos foi quem mais acertou na Central do Apito

Nadine Bastos, que foi árbitra-assistente do quadro da Fifa, fala da reação das pessoas quando decidiu fazer o curso de arbitragem. “A primeira impressão não era nem de preconceito, mas achavam estranho. Como era algo novo, se perguntavam ‘por que ela está aqui?’, ‘por que está fazendo isso?’.” Já formada em odontologia, ela fez o curso a convite de uma amiga, e eram as únicas duas mulheres da turma.

“Você vai entendendo que, por algum motivo, esse universo não é seu, esse é o recado que o mundo passa a você”, afirma Mendonça. “E quando começa a trabalhar, passa a entender que o fato de esse mundo não ser o seu vai influenciar nas oportunidades que vai ter. Você é uma invasora.”

“É uma coisa cultural”, diz Silveira. Formada em educação física, desde criança ela praticava balé e sapateado. Levada pelo pai, Silveira e a irmã frequentavam jogos no Maracanã, e assistiam a partidas amadoras das quais o pai participava, onde eram as únicas meninas.

Além de narradora de futebol, hoje ela é dona de uma academia de dança no Rio de Janeiro e vê como os meninos estão distantes do bailado. Assim como as meninas que querem jogar futebol comumente só começam mais tarde, enquanto meninos vão a escolinhas desde muito cedo, no balé, e na dança em geral, os homens só chegam mais velhos.

Mas o espanto e a surpresa, na sua opinião, tendem a desaparecer com o tempo. Ela conta que, em 2018, quando estreou na narração no Fox Sports, os comentários nas redes sociais sobre as partidas das quais participava eram “80% sobre a narradora e 20% sobre o jogo”. “As pessoas elogiavam, falavam mal, ficavam surpresas ou escreviam coisas como ‘vai lavar uma louça’.”

Dois anos depois, ela observa que os números praticamente se inverteram, e a maior parte das interações do público tratava da partida. “Era uma virada de página e fiquei feliz em acompanhar isso.” Contratada em dezembro pela Globo, Silveira está em fase de preparação para estrear na emissora.

Para Thimóteo, “o maior desafio é fazer com que essa presença feminina em todas as funções da transmissão seja vista com naturalidade”.

Mulheres na arbitragem

Edna Alves, firmeza no trato com os marmanjos

 

Tanto Bastos quanto Matos relatam terem se afastado das críticas de redes sociais e evitam acompanhar os comentários nocivos ao trabalho. “Gosto do debate, mas eu soube me distanciar daquelas críticas que não tinham nada a ver com meu trabalho, e isso me deixou mais confortável para continuar exercendo a minha função, que é opinar”, diz Matos. “As pessoas não estão muito preparadas para a mulher que opina, e no jornalismo esportivo, menos ainda.”

Para ela, porém, um desejo de surfar as ondas das redes sociais vem colocando em risco a cobertura esportiva.

“No contexto geral do Brasil, por conta das redes sociais, a cobertura está muito infantil”, afirma. “A gente acaba se deixando levar pela vaidade das redes e isso é um perigo, porque acabamos rompendo com a seriedade e a responsabilidade do que a gente fala. Vamos para lados extremos para poder justificar as nossas posições e muitas vezes essa posição está equivocada.”

Para Mendonça, a televisão passa por uma transição e tem aprofundado o debate. “Podemos ser melhores”, diz, frisando o papel dos comentaristas na derrubada de técnicos, massacrando treinadores após a primeira derrota. “É imprescindível que nós, jornalistas esportivos, entendamos o impacto da discussão. O esporte é tão importante quanto qualquer área e é preciso ter responsabilidade.”

Embora o jornalismo esportivo tenha entendido, segundo Mendonça, a importância da diversidade para diferentes pontos de vista sobre o assunto, marcadamente branco e masculino, ele “ainda não tem a cara que deveria ter”.

 

 

 

 

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“A cultura está em festa”, diz Octávio Soeiro sobre aprovação do Auxílio Municipal

Vereador Octávio Soeiro comemorou projeto aprovado

O vereador Octávio Soeiro (Podemos), usou a tribuna da Câmara de São Luís, na manhã desta terça-feira (23), para destacar a aprovação do projeto de lei que cria o Auxílio Municipal Emergencial destinado aos fazedores de cultura de São Luís.
Soeiro que foi favorável ao Auxílio Emergencial Cultural, disse que as manifestações culturais precisavam dessa assistência por parte da Prefeitura.
“Hoje com muita alegria que eu votei a favor do auxílio emergencial aos fazedores de cultura. Um projeto que ampara os artistas locais e agremiações carnavalescas que foram afetados pela pandemia”, disse o vereador.
O parlamentar aproveitou para parabenizar a gestão do prefeiturável, Braide.
“Seguimos, fazendo do nosso mandato, um mandato de todos! Parabéns, prefeito Eduardo Braide pela sensibilidade e valorização da nossa rica cultura! A liberdade3 aplaudiu, a Madre de Deus festejou. O São Cristóvão abençoou”, finalizou.
*SOBRE O AUXÍLIO*
O Auxílio Municipal Emergencial – Carnaval de São Luís será pago em parcela única e terá valor mínimo de R$ 1.000,00 (mil reais) e máximo de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Os recursos para o auxílio são próprios e somam o total de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
*COMO FUNCIONA*
A Secretaria Municipal de Cultura publicará editais de chamamento, com os critérios para a solicitação do Auxílio Municipal Emergencial, que será destinado às seguintes categorias: cantores e cantoras; agremiações carnavalescas; blocos e grupos tradicionais; bandas e grupos musicais. Todos os interessados deverão comprovar participação nos circuitos oficiais do Carnaval promovidos pelo Município ou o Estado nos últimos dois anos.
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Dr. Gutemberg pede cumprimento de Lei sobre serviços básicos de saúde nos terminais de ônibus

Já pensou em aferir a pressão arterial, checar a glicemia, fazer teste de Covid-19 e realizar outros serviços básicos de saúde, enquanto aguarda o seu ônibus? Essa é a proposta da Lei nº 4.655/2006 de autoria do vereador Dr. Gutemberg Araújo (PSC), que regulamenta a instalação de ambulatórios de pronto atendimento médico nos terminais de ônibus de São Luís. Em meio ao cenário de pandemia e com a nova gestão do Poder Executivo, o médico e vereador, voltou a defender a aplicação imediata de sua lei.

“Ainda em 2006, elaborei essa Lei pensando na saúde dos usuários do transporte público. Agora, acredito que, com a gestão do prefeito Eduardo Braide, finalmente, vamos tornar essa lei uma realidade. Já estou conversando com o prefeito Braide, que sempre é muito solícito aos nossos pedidos e coloca a saúde como prioridade em sua administração”, avalia o vereador.

O vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís explica ainda que os ambulatórios poderão realizar outros serviços, tais como: vacinação, aferição de temperatura, exame para medir a oxigenação no sangue, distribuição de preservativos, emissão do cartão SUS e outros. Os ambulatórios vão auxiliar ainda em campanhas educativas, como a de conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama, entre outras.

“Os ambulatórios podem auxiliar em diversas campanhas. Levar esses serviços para mais perto do povo, nos Terminais de Integração, onde há grande circulação de pessoas, facilita na identificação da Covid-19 e outras doenças, como as doenças cardíacas e diabetes. Além disso, essa também é uma forma de descentralizar alguns serviços da Atenção Básica”, conclui Gutemberg Araújo.

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Projeto de Hildo Rocha inclui Luffa Operculata (Cabacinha) na lista de medicamentos distribuídos pelo SUS

Cabacinha pode ser incluída na lista do SUS

Começou a tramitar na Câmara dos Deputados Projeto de Lei 492/2021, do deputado Hildo Rocha, que tem como finalidade assegurar a inclusão e a presença obrigatória da Luffa Operculata na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).

A Luffa Operculata, popularmente conhecida como Cabacinha, é uma planta cucurbitácea originária da América do Sul e nativa do Brasil. Na medicina popular, essa planta tem sido utilizada no tratamento da sinusite, rinite e problemas de adenoide.

Trabalho pioneiro da professora Terezinha Rego 

Hildo Rocha destacou que o medicamento que tem como principal ingrediente a Luffa Operculata foi desenvolvido de maneira pioneira no mundo por meio de estudos da professora Terezinha Rego, da Universidade Federal do Maranhão.

Gratuidade 

O parlamentar explicou que o tratamento médico gratuito, à população de baixa renda, se insere no rol dos deveres do estado. “Propiciar o acesso gratuito a um tratamento rápido e eficaz, por meio de uso de medicação acessível e produzida em nosso país é de fundamental importância de controle e cura de crises alérgicas”, argumentou Hildo Rocha.

Assim, depois de aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal o projeto irá à sanção do presidente Jair Bolsonaro.  “Esse medicamento com o meu projeto virando lei será disponibilizado para todos os brasileiros de baixa renda através da farmácia básica”, assegurou Hildo Rocha.

CFM mostra que parte da população sofre de rinite 

Cerca de 40% da população brasileira sofre com alergias respiratórias. Atualmente, 26% das crianças e 41% dos adultos sofrem de rinite, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina.

O parlamentar maranhense pede à população que ajuda a fim de que o PL 492/2021 seja aprovado. “Você pode ajudar a aprovar o projeto de lei da Cabacinha para isso basta acessar o link de votação popular //forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2270429), no portal da Câmara dos Deputados”, solicitou Hildo Rocha.

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Como o Chile se tornou o 7º país com a maior taxa de vacinação contra covid-19 do mundo

Mar Pichel

BBC News Mundo

Na primeira semana da campanha de vacinação em massa contra covid-19 em idosos, o Chile já havia ultrapassado o marco de um milhão de pessoas imunizadas.

A meta do governo chileno é vacinar os maiores de 65 anos antes de 19 de fevereiro para que toda a população que faz parte do grupo de risco — incluindo pacientes crônicos e profissionais de saúde — seja imunizada no primeiro trimestre de 2021, de modo a vacinar 15 milhões dos 19 milhões de habitantes do país até julho.

Em meados de 2020, o governo chileno enfrentou fortes questionamentos em relação à gestão da pandemia, à medida que o país registrava as maiores taxas de infecção por covid-19. Mas agora está sendo aplaudido por seu plano de vacinação. A campanha é gratuita e voluntária.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde do país, 2.375.725 pessoas foram imunizadas no Chile contra a covid-19 até o dia 16 de fevereiro.

Até a última sexta-feira (19), o país havia administrado 15,03 doses da vacina para cada 100 habitantes — segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Número muito superior às 3,07 doses no Brasil, 1,48 na Argentina e 1,22 no México.

O desempenho até agora coloca o país como líder latino-americano e 7º no ranking mundial de taxa de vacinação contra a doença, liderado por Israel (82,40).

Mas como o Chile alcançou esse resultado?

De acordo com Luis F. López-Calva, diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da América Latina e Caribe, para que uma campanha de vacinação seja bem-sucedida, três fatores importantes devem ser levados em consideração: primeiramente, dispor de recursos financeiros para adquirir as vacinas; segundo, ter uma boa estratégia para distribuir as doses e, finalmente, ter capacidade institucional e estrutura governamental para implementá-la.

“Essas três características foram bem atendidas no caso do Chile”, afirmou López-Calva à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

O Chile também possui uma sólida rede de atendimento primária, por meio da qual já são realizadas outras campanhas anuais de vacinação, afirma a jornalista Paula Molina.

Segundo ela, tanto essa rede robusta quanto a experiência em campanhas de vacinação têm facilitado a logística. E em relação a isso, o Chile tem uma vantagem.

“Temos uma população pequena e ela está muito concentrada na região metropolitana (Santiago)”, diz Molina.

Além da capacidade institucional em termos de centros de saúde, López-Calva também destaca a utilização de recursos materiais e humanos existentes para acelerar o ritmo da vacinação.

Assim, estádios, centros educacionais e esportivos foram transformados em postos de vacinação, e todo profissional de saúde capacitado — como dentistas e parteiras — foi chamado para realizar a vacinação.

“É uma estratégia que tem funcionado bem e acho que outros países podem aprender com ela”, avalia o diretor regional do PNUD.

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O velhinho e o Viagra!

Nesta vida somos surpreendidos com cada acontecimento que mais tarde torna-se em história e até piada passado algum tempo, e em reuniões de amigos sempre o episódio volta a ser comentado.

Hoje já existem muitas fórmulas para tratamento de disfunção erétil com vários medicamentos que devem ser receitados por especialistas, mas são utilizados em abundância por criaturas em todas as partes do mundo.

Eu conheço e tenho um amigo que sempre foi um verdadeiro “garanhão” e se gabava de suas qualidades na prática do sexo e que nunca tinha falhado na hora agá.

Ledo engano. O velhote já chegando aos 60 anos começou a notar que sua potência estava diminuindo, e em algumas oportunidades chegou mesmo a faltar combustível necessário na máquina que acabou parando.

O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) americana em 27 de março de 1998, tornando-se o primeiro comprimido a ajudar os homens a ter uma ereção.

O nome do milagre: Viagra, uma pílula azulzinha que veio para reanimar aqueles que já tinham se despedido dos prazeres sexuais. Uma verdadeira festa, principalmente para os mais velhos, mas também aproveitada por jovens que esperavam um melhor desempenho.

Explicado isso, vamos aos fatos e acontecimentos do nosso personagem, que ainda está vivo e usufruindo dos diversos colegas do azulzinho. O cara conseguiu no câmbio negro, um comprimido do Viagra e saiu com uma jovem, indo até um chatô na Avenida Ana Janssen, (não existe mais) e começou o ato, turbinado pelo medicamento, o velhote tava que tava, todo serelepe e fazendo bonito.

Não deu outra. A moça vendo a empolgação do dito cujo, apressou o rebolado e o cara começou a gemer, não de prazer, mas com os olhos virando, as pernas tremendo, a palidez e o suor escorrendo, numa verdadeira ânsia de morte.

Foi salvo pelo gongo. A jovem olhou pra trás e viu a agonia do velhinho que já estava nas últimas. Pegou o ventilador e deitou o coroa que escapou fedendo, pra não morrer cheiroso.

Hoje, muito anos depois, o coroa continua sua saga, mas agora devidamente orientado por médicos e só compra os medicamentos com receita, avisando sempre suas companhias, pra qualquer problema ligar pra seu grande amigo, deixando o celular já devidamente agendado no número do seu velho parceiro.

Êta mundo velho de surpresas e reviravoltas. Hoje essa passagem é comemorada com muita risada e bom papo, sempre numa rodada de puro malte.

 

 

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Cientistas desvendam mistério das imensas crateras da Sibéria

mistério das imensas crateras registradas na tundra da Sibéria (Rússia) foi finalmente desvendado por cientistas russos, que publicaram na semana passada um estudo na revista “Geosciences”.

O fenômeno se deve a poderosas explosões de gás metano jogando gelo e rocha a centenas de metros de distância e deixando “cicatrizes” circulares abertas na paisagem vazia e misteriosa da região, considerada uma das mais inóspitas do planeta.

Até hoje foram encontradas 17 enormes crateras nas penínsulas de Yamal e Gyda, que avançam no Oceano Ártico, desde que a primeira foi identificada em 2013. Acredita-se que as crateras estejam ligadas às mudanças climáticas. Imagens feitas com drones, modelagem 3D e inteligência artificial estão ajudando a revelar seus segredos.

 

Pela primeira vez pesquisadores conseguiram lançar, em agosto do ano passado, um drone nas profundezas de uma cratera, exatamente a última a ser achada – atingindo 10 a 15 metros abaixo do solo, permitindo-lhes capturar a forma da cavidade subterrânea onde o metano se acumulou.

“A nova cratera está excepcionalmente bem preservada, já que a água da superfície ainda não havia se acumulado na cratera quando a pesquisamos, o que nos permitiu estudar uma cratera fresca, intocada pela degradação”, disse, de acordo com a CNN, Evgeny Chuvilin, cientista-chefe de pesquisa no Centro de Recuperação de Hidrocarbonetos do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia em Moscou.

 

A investigação com o drone e os modelos obtidos com ela, que mostrou grutas e cavernas incomuns na parte inferior da cratera, em grande parte confirmou a hipótese dos cientistas: o gás metano se acumula em uma cavidade no gelo, fazendo com que um monte apareça no nível do solo. O monte cresce em tamanho antes de explodir gelo e outros detritos em uma explosão e deixar para trás a enorme cratera.

O que ainda não está claro é a fonte do metano. Pode vir de camadas profundas da Terra ou mais perto da superfície – ou de uma combinação das duas.

Os solos congelados conhecidos como “permafrost” são enormes reservatórios naturais de metano, um potente gás de efeito estufa muito mais eficaz do que o dióxido de carbono em reter o calor e aquecer o planeta.

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Dia Mundial do Rádio!

Resolvi publicar este interessante artigo para mostrar o que é o Rádio, veículo de comunicação que sobrevive a todos ataques e combate, e a cada dia se reinventa e continua forte como nunca. Dia 13 de fevereiro 2021 foi comemorado o Dia Mundial do Rádio.

Publicado em 13/02/2021 –

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Em todo país, circulam ondas eletromagnéticas que transmitem informações importantes para a garantia de direitos e para a democracia. Tais ondas são decodificadas por pequenas caixas que podem funcionar apenas com pilhas. De tão relevantes, essas caixas têm, a elas, um dia que foi mundialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco): o Dia Mundial do Rádio, comemorado neste sábado, 13 de fevereiro.

O potencial comunicativo do rádio já foi comprovado em vários momentos ao longo da história. Em um deles, ocorrido em outubro de 1938, milhares de norte-americanos entraram em pânico ao ouvirem, na rádio CBS, o ator Orson Welles alertando sobre uma suposta invasão de marcianos.

Tratava-se apenas de um programa de teleteatro, uma versão radiofônica do livro A Guerra dos Mundos, de H.G Wells. Ao se dar conta do alvoroço entre a população, a emissora teve de interromper o programa para esclarecer o fato aos ouvintes que não haviam acompanhado a parte inicial da transmissão.

O mais democrático

O jornalista Valter Lima comanda, desde 1986, o programa Revista Brasil, da Rádio Nacional – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“O rádio é, sem dúvida, o mais democrático de todos os meios de comunicação. Para desfrutar dele, não há necessidade de pagar internet, nem de ter energia elétrica. Basta ter pilha ou uma bateria”, argumenta o jornalista Valter Lima, âncora, desde 1986, de um dos programas radiofônicos mais longevos do Brasil: o Revista Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O aspecto democrático que compõe a essência do rádio é também corroborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que instituiu a data de hoje, 13 de fevereiro, como o Dia Mundial do Rádio.

“A estratégia da Unesco é a de fortalecer o rádio, que é o veículo mais essencial, principalmente nos muitos países onde, seja por conflitos, catástrofes ou por falta de estrutura, não há internet nem energia elétrica acessível para a população. Nesses casos é o rádio que consegue localizar e salvar vidas, justamente por conta da possibilidade de depender apenas de pilha para ser usado”, disse à Agência Brasil o coordenador de comunicação e informação da Unesco no Brasil, Adauto Cândido Soares.

Violência contra radialistas

Adauto Soares acrescenta que o interesse da Unesco em trabalhar neste campo da comunicação está relacionado à visão de que o acesso à informação é parte integrante do direito à comunicação. “Até porque, sabemos, quando um país tem sua democracia atacada, é o direito à comunicação o primeiro a ser silenciado.”

Segundo o coordenador da Unesco, que desenvolve também um trabalho de denúncia de violações de direitos humanos contra jornalistas, os radialistas são as maiores vítimas desse e de outros tipos de violação.

“De um total de 56 jornalistas assassinados em todo o mundo em 2019, 34% atuavam no rádio; 25% em TV; 21% em mídia online; 13% em mídia impressa e 7% em plataformas mistas. Desse total, três mortes ocorreram no Brasil”, disse, citando números do levantamento Protect Journalists, Protect the Truth, publicado pela Unesco em 2020.

Novas tecnologias

Monitor de volume, Loudness Monitor

A criatividade é uma das características que sempre acompanharam o rádio. Com a chegada de novas tecnologias, em especial, as ligadas à tecnologia da informação, o rádio manteve seu aspecto inovador e continua a se reinventar.

Presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Flávio Lara Resende lembra que muito se falou sobre a morte do rádio, com a chegada da TV. “Foi quando o rádio perdeu espaço. Mas não perdeu importância”, disse.

“Se perdeu alguma importância após a chegada da TV, depois voltou a ganhar [importância] quando apareceram novas plataformas, e ele se reinventou, apresentando programações segmentadas, canais específicos de jornalismo herdados, influenciados e influenciadores da TV”, disse o presidente da Abert.

 

“Hoje, com a internet, ouve-se a notícia radiofônica e vê-se os jornalistas que fazem a notícia. O rádio continua a ter grande importância e está aumentando cada vez mais, reinventando-se diariamente”, acrescentou.

Diante da necessidade de se reinventar constantemente, a Rádio Nacional lançou recentemente (no dia 10 de fevereiro, em meio às celebrações pelo Dia Mundial do Rádio) seu perfil na plataforma Spotify no qual o público pode ouvir – onde e quando quiser – “o melhor da música brasileira”. Para acessar o serviço, basta acessar as playlists “É Nacional no Spotify”.

Estatísticas

Equipamentos de som,radio antigo,Rádio

O Brasil registra 5,1 mil rádios comerciais, 700 educativas, 458 rádios públicas e 4,6 mil comunitárias, segundo o Ministério das Comunicações – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

De acordo com o Ministério das Comunicações há, no Brasil, cerca de 5,1 mil rádios comerciais (3.499 na banda FM; e 1325 nas bandas AM, entre ondas médias, curtas e tropicais). Há, ainda, cerca de 700 rádios educativas; 458 rádios públicas; e 4.634 rádios comunitárias.

Na pesquisa Inside Radio, na qual são apresentados aspectos relativos a comportamento e hábitos de ouvintes de rádio, a Kantar Ibope Media constatou que o rádio é ouvido por 78% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas. Além disso, três a cada cinco ouvintes escutam rádio todos os dias. E, em média, cada ouvinte passa cerca de 4h41m por dia ouvindo rádio.

O levantamento avalia também questões relativas à adaptação do rádio à web, bem como novas formas de consumo de áudio, como podcasts e conteúdo on demand.

De acordo com a pesquisa, 81% dos ouvintes escutam rádio por meio de rádio comum; 23% pelo celular; 3% pelo computador; e 4% por meio de outros equipamentos, como tablets.

O crescimento que vem sendo observado na audiência via web demonstra, segundo a Kantar, “a grande capacidade de adaptação do rádio”. Segundo a pesquisa, 9% da população que vive nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas ouviram rádio web nos últimos dias. O percentual é 38% maior do que o registrado no mesmo período de 2019.

Em um ano (entre 2019 e 2020), o tempo médio diário dedicado ao rádio via web aumentou em 15 minutos, passando de 2h40 para 2h55, diz a pesquisa. Além disso, 16% dos ouvintes pesquisados escutam rádio enquanto acessam a internet.

Os podcasts também têm ganhado popularidade. Entre os ouvintes de rádio que acessaram a internet durante a pandemia, 24% ouviram podcasts; 10% aumentaram o uso de podcasts; e 7% ouviram um podcast pela primeira vez.

As chamadas lives também registraram aumento de audiência durante a pandemia, com 75% dos entrevistados dizendo ter começado a assistir lives de shows a partir do início das medidas de isolamento social impostas pela pandemia de covid-19. Ainda segundo o levantamento da Kantar, 75% dos ouvintes de rádio disseram ouvir rádio “com a mesma intensidade, ou até mais”, após as medidas e 17% disseram ouvir “muito mais” rádio após o isolamento.

Preocupação

 

A associação do rádio com novas tecnologias, no entanto, deve ser vista com cautela, para não acabar inviabilizando o formato tradicional desse tão importante veículo. “Emissoras de rádio hoje são em rede, mas a do interior, com outra realidade, não tem essa capacidade de recurso para investimento, como as grandes redes estão fazendo, em especial, quando transformam rádio em uma nova espécie de televisão”, alerta o jornalista Valter Lima.

Segundo ele, ao condicionar o rádio à necessidade de contratação de serviços como o de internet, perde-se exatamente o aspecto democrático que esse veículo sempre teve. “Uma coisa que achatou o desenvolvimento do rádio, infelizmente, foi o fato de ele estar nas mãos de grupos poderosos que possuem também emissoras de televisão [e, em alguns casos, vendem também serviços de internet]. Isso causa um grande desequilíbrio porque, enquanto as TVs estão com equipamentos cada vez mais modernos, há, no interior do Brasil, muitas rádios ainda operando com equipamentos que já até deixaram de ser fabricados”, acrescenta.

Rádios comunitárias

O radialista destaca também o importante papel que as emissoras de rádio comunitárias têm para as regiões “ainda que pequenas” às quais prestam o serviço. Segundo ele, pela proximidade que têm com suas comunidades, essas rádios estão muito mais “antenadas”, com as necessidades locais, do que os grandes grupos de radiodifusão.

Entre os muitos desafios das rádios comunitárias, Valter Lima destaca a necessidade de elas saírem das amarras burocráticas impostas pela legislação.

“É por causa disso que essas rádios, com serviços tão importantes para suas comunidades, não conseguem ir além daquele pedaço tão pequeno. Há também as dificuldades para conseguirem lucros mínimos, de forma a poderem investir e evoluir”, disse o jornalista.

Programas inteligentes

Valter Lima lembra que toda emissora de rádio precisa de ouvintes, e que, para alcançá-los, sempre teve de recorrer a programas inteligentes, criativos e, sobretudo, participativos.

“O conceito de rádio não é o de ser apenas uma caixinha para ser ouvida quando ligada. Rádio precisa ter participação. Precisa ser um espaço para o público dar a sua opinião aos chamados ‘formadores de opinião’. A TV até dá algum espaço para isso, mas nada se compara ao rádio.”

Lara Resende, da Abert, também vê, na interatividade do rádio, um de seus grandes méritos. “A fidelização do ouvinte de rádio é muito interessante porque ele passa a achar que faz parte do programa. Hoje, inúmeras plataformas permitem comentários. Com isso, o rádio ficou ainda mais participativo”, disse.

Tempo real

Um outro aspecto acompanhou o rádio ao longo de sua história: a rapidez com que a notícia é dada, quase que simultaneamente ao fato noticiado. Anos depois, com a ajuda de equipamentos tecnológicos como celulares e internet móvel, outros veículos ganharam velocidade e deram a esse novo tipo de jornalismo veloz o nome de tempo real.

“O rádio sempre foi e continua sendo o primeiro a dar a notícia. O furo é sempre do rádio. Essa é a nossa rotina. Enquanto o outro veículo está digitando texto ou preparando a transmissão nós já estamos no ar usando apenas um aparelho telefônico”, explica Valter Lima.

“Antes do advento do celular, a notícia era dada por meio dos famosos orelhões. Os repórteres andavam com umas 20 fichas no bolso e um cadeado. Sim, um cadeado para travar o telefone, de forma a inviabilizar seu uso pelo concorrente”, lembra o radialista.

Agência Brasil – Brasília

 

 

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Hildo Rocha acredita que “com a presença e as ações do presidente Jair Bolsonaro em Alcântara o CLA se viabilizará”

O deputado Hildo Rocha, parlamentar responsável pela relatoria do Acordo de Salvaguarda Tecnológica (AST) que viabiliza o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) participou ontem da cerimônia na qual o presidente Jair Bolsonaro fez a entrega de títulos de propriedade de terras. O evento foi realizado nas instalações da Força Aérea Brasileira em Alcântara.

Reivindicação da comunidade Cajueiro 

Hildo Rocha destacou que por diversas vezes esteve em Alcântara, acompanhado de ministros e de outras autoridades do poder executivo. O parlamentar lembrou que numa dessas visitas, ele esteve na comunidade Cajueiro onde há uma obra federal inacabada, uma quadra coberta que há muito tempo a comunidade espera.

“Em uma das visitas que fizemos a Alcântara solicitei ao ministro Marcos Pontes que viabilizasse a conclusão da quadra coberta do povoado Cajueiro. Embora o ministro tenha demonstrado boa vontade não houve avanços. Então na última reunião da bancada federal com o ministro Marcos Pontes e equipe do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, fiz cobranças ao ministro e graças a Deus houve avanços. O próprio Ministro da Educação, Milton Ribeiro garantiu, na presença do presidente Jair Bolsonaro, que viabilizará a conclusão daquela obra paralisada há mais de seis anos”, informou o deputado.

Confiança 

Hildo Rocha disse que está muito confiante com o futuro de Alcântara e a consolidação do Centro de Lançamento de Foguetes instalado na cidade. “Desta vez, o próprio presidente Jair Bolsonaro esteve em Alcântara e trouxe diversos ministros. Isso é bom porque proporciona maior engajamento de toda a estrutura do governo. O desenvolvimento da Base de Alcântara só será pleno se o entorno também se desenvolver. Portanto, fico imensamente feliz por constatar que o presidente Bolsonaro também tem essa percepção e tem se debruçado sobre essa questão”, comentou Hildo Rocha.

Mais de duas décadas de espera 

Rocha enfatizou que na década de 1980, quando foi iniciada a implantação do CLA, o governo adquiriu uma fazenda para abrigar algumas famílias que foram remanejadas do seu local de origem.

“Lamentavelmente, passados mais de 20 anos, inúmeras famílias ainda não tinham recebido os documentos de titulação das propriedades que foram asseguradas a eles na época. Hoje, ao formalizar a entrega de 125 títulos de propriedade, o presidente Bolsonaro deu uma valiosa contribuição a fim de quitar essa dívida que o Poder Público tinha perante essas pessoas. Cada família recebeu uma gleba rural de 15 hectares e um lote urbano de mil metros quadrados, com uma residência”, comemorou Hildo Rocha.

“Sei das dificuldades das cidades pequenas e nós devemos ajudar os seus moradores. E essa é uma forma de dar dignidade ao homem do campo”, disse Bolsonaro em seu discurso. “Não existe preço por estar em suas mãos um título de propriedade, para dizer que é seu, agora vocês podem investir, podem buscar recursos, podem fazer financiamentos e melhorar aquilo que, agora, são de vocês’”, acrescentou o presidente.

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Fevereiro marca um ano de enfrentamento à pandemia pelo Congresso Nacional: deputado Hildo Rocha relembra projetos de sua autoria na luta contra a Covid-19

Autor de inúmeros projetos referentes ao enfrentamento da pandemia do Coronavírus, e relator de matérias alusivas ao tema, o deputado federal Hildo Rocha lembra que neste mês a aprovação da primeira lei federal para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 completou um ano.

Em fevereiro de 2020, o Brasil ainda estava apenas assustado com as péssimas notícias de elevado número de mortos, sobretudo na Europa. O Executivo enviou ao Congresso uma proposta de medidas emergenciais (PL 23/20) com justificativas assinadas pelo então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Agilidade nas votações  

Hildo Rocha ressalta que em tempo recorde de apenas dois dias, deputados e senadores aperfeiçoaram e aprovaram o PL 23/20 que foi transformado na Lei 13.979, regulamentando medidas emergenciais do poder público para enfrentar a chegada da pandemia ao país.

O dispositivo contém as primeiras regras para isolamento ou quarentena de pessoas; entrada e saída do país, com possibilidade de fechamento temporário de portos, aeroportos e rodovias; possibilidade de realização compulsória de testes laboratoriais e vacinação; dispensa temporária de licitação para compra de bens, serviços e insumos sanitários; entre outros procedimentos.

“Essa lei é o ponto inicial de uma longa, árdua e sofrida jornada de trabalho do parlamento brasileiro na luta contra o novo coronavírus, epidemia devastadora que já provocou mais de dois milhões de mortes mundo afora. Depois dessa, o Congresso Nacional aprovou dezenas de leis que tem como finalidade essencial a luta contra a terrível pandemia do Coronavírus”, comentou o parlamentar.

Lei 13.987/20 • benefício para 40 milhões de crianças e adolescentes matriculados na rede pública de educação básica 

Por sua importância e pelo impacto positivo que proporcionou especialmente para a população de baixa renda, merece destaque a aprovação da Lei 13.987/20, originada no Projeto de Lei 786/2020, de autoria do deputado Hildo Rocha.

Esse dispositivo legal assegura que os pais e responsáveis dos alunos de zero a 17 anos matriculados na educação infantil (creche e pré-escola), ensino fundamental e ensino médio poderão receber os gêneros alimentícios adquiridos pelas escolas com os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), durante a pandemia.

Segundo o Censo Escolar 2019, o Brasil tem quase 40 milhões de crianças e adolescentes matriculados na rede pública de educação básica. Na rede privada, estima-se que haja pouco mais de nove milhões de estudantes.

Segurança jurídica para gestores públicos 

A legislação impedia os prefeitos de fazerem a distribuição da merenda fora do ambiente escolar. O projeto de Hildo Rocha mudou as regras proporcionando assim segurança jurídica para que os prefeitos e governadores possam distribuir os alimentos nas casas dos pais dos alunos das escolas públicas de todo o país.

O texto também garante que o dinheiro do PNAE continue a ser repassado pela União a estados, municípios e Distrito Federal para a compra de merenda escolar, mesmo com aulas suspensas. Como as escolas públicas estão fechadas por causa da pandemia, os alimentos deverão ser distribuídos imediatamente aos pais ou aos responsáveis pelos estudantes matriculados.

Proteção aos Agentes de Saúde 

Além de ter apresentado inúmeros projetos, o deputado Hildo Rocha foi relator de matérias relevantes, que tinham como finalidade proporcionar mecanismos para o fortalecimento da luta contra a pandemia. Um bom exemplo é a emenda que o parlamentar maranhense apresentou ao Projeto de Lei 1409/2020, do deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO).

A proposta autoriza que, em casos de pandemia, como a atual causada pelo novo coronavírus, sejam tomadas medidas imediatas que garantam a saúde e a preservação da vida de todos os profissionais considerados essenciais ao controle de doenças e à manutenção da ordem pública.

Entretanto, de acordo com o deputado Hildo Rocha, o projeto de lei do Dr. Zacharias estava incompleto porque não contemplava os agentes comunitários de saúde e nem os agentes de combate às endemias. Durante os debates acerca da proposta, Hildo Rocha apresentou emenda, propondo a inclusão da categoria. Os argumentos de Hildo Rocha foram acatados e os benefícios à categoria foram incluídas na lei.

Rocha foi o relator do PDL 87/2020 que passou no Plenário da Câmara em regime de urgência. A medida visa suprir demanda por álcool em gel em meio à crise do coronavírus. A Anvisa restringia a comercialização de álcool líquido 70%, por entender que o produto é inflamável. Assim a venda era restrita apenas a laboratórios, hospitais e empresas que esterilizam materiais. Nas lojas de varejo e farmácias apenas em pequenas embalagens.

O texto aprovado determina a suspensão de parte da Resolução da Anvisa (RDC 46/2002) que veda a comercialização de álcool com graduação acima de 54° GL (54%) em embalagens maiores que 500g. O intuito da Anvisa, na época em que a resolução entrou em vigor, era evitar queimaduras graves pelo manuseio incorreto do produto.

Audiências públicas 

Hildo Rocha participou intensamente dos debates e votações de leis específicas para a guerra contra o Coronavírus e participou de dezenas de audiências públicas promovidas pela comissão externa da Câmara, que acompanha as ações contra a Covid-19. O colegiado fez mais de 100 audiências públicas ouvindo cerca de 450 convidados.

Outros projetos relevantes aprovados durante a pandemia 

Ao longo da pandemia, cerca de 70 propostas foram discutidas, aperfeiçoadas, votadas e transformadas em leis. Além das já citadas, também merecem destaque:

EC 106/20 • o chamado “orçamento de guerra” – texto que criou orçamento específico para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 e flexibilização de regras fiscais, administrativas e financeiras durante o período de calamidade pública.

Lei 14.107/20 • que abre crédito extraordinário de R$ 1,995 bilhão para viabilizar a compra de tecnologia e a produção da vacina de Oxford contra a Covid-19. A lei teve origem na Medida Provisória 994/20, aprovada pela Câmara dos Deputados. O dinheiro serviu para custear contrato entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, e o laboratório AstraZeneca. A empresa desenvolve a vacina em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Lei 14.006/20 • altera a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, para estabelecer o prazo de 72 (setenta e duas) horas para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize a importação e distribuição de quaisquer materiais, medicamentos, equipamentos e insumos da área de saúde registrados por autoridade sanitária estrangeira e autorizados à distribuição comercial em seus respectivos países; e dá outras providências.

O vírus no Brasil 

O primeiro registro oficial de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil ocorreu em 26 de fevereiro, 20 dias após a sanção da lei de medidas emergenciais. Era um morador de São Paulo que havia acabado de chegar da Itália. A primeira morte por Covid-19 ocorreu em 12 de março, também na capital paulista.

Daí em diante, a pandemia cresceu ao ponto se manter num longo platô em torno de mil mortes diárias entre em junho e julho. Dezembro e as festas de fim de ano vieram acompanhados de um grave repique no número de casos e de mortes.

O infectologista Marcelo Daher, que também é diretor da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas, alerta que as recentes mutações do novo coronavírus registradas no Reino Unido, África do Sul e na Amazônia brasileira precisam ser enfrentadas com “mais união entre a política e a ciência”.

“Precisamos manter o uso da máscara, o álcool em gel, o distanciamento social, evitar aglomerações e que a população entenda que a gente ainda vai precisar ter um número muito grande de pessoas vacinadas para vencer essa guerra”.

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