Linha Livre com Geraldo Castro | Entidades do Maranhão reivindicam da VALE ramal ferroviário Porto Franco-Balsas
Sexta-feira, 25 de setembro de 2020.

Entidades do Maranhão reivindicam da VALE ramal ferroviário Porto Franco-Balsas

SÃO LUÍS – A antecipação da outorga de exploração da Estrada de Ferro Carajás (EFC), até 2057, pela VALE, foi aprovada pelo plenário na última reunião do Tribunal de Contas da União (TCU). Após a votação, o ministro Raimundo Carreiro, incluiu na Ata indicação favorável à construção do ramal ferroviário Porto Franco-Balsas, com esses recursos, acatando recomendação sugerida pelo vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, e apoiada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez das Neves.

A instituição industrial vem pleiteado a algum tempo, junto à mineradora e ao Governo Federal, ações em favor do setor produtivo maranhense, entre elas, a implantação desse importante ramal ferroviário, a título de compensação ao Maranhão.

“Esse projeto é vital para o escoamento da produção agrícola do Maranhão e da região do MATOPIBA, o novo celeiro agrícola do país. Com a conclusão desse trecho ferroviário, que ligará os produtores de grãos ao Porto do Itaqui, facilitando a logística das cargas à Ferrovia Norte Sul, rota fundamental para o agronegócio brasileiro. Acreditamos que esse trecho fomentará a redução de custos, a competitividade e a atração de novos investimentos à região”, frisou Baldez.

A FIEMA vem dando atenção a essa proposta. Em 2018, por meio do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras (CTINFRA) da FIEMA, solicitou a Vale que os recursos de investimentos fossem aplicados na implantação do ramal ferroviário, um trecho de aproximadamente 200 km de extensão. A partir de Porto Franco, toda a produção originária do sul maranhense e do Piauí seguiria pela Estrada de Ferro Carajás até o Porto de Itaqui, em São Luís (MA). A área de influência dessa ferrovia abrangeria 18 municípios maranhenses, com potencial de até 17 milhões de toneladas de soja, milho, algodão, farelo de soja, arroz, sorgo e cana de açúcar, entre outros produtos. Os estudos socioeconômicos indicaram a viabilidade da EF-232, e a avaliação financeira apontou uma taxa interna de retorno favorável.

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio), José Arteiro da Silva “a inclusão do ramal ferroviário entre Estreito e Balsas, como investimento obrigatório no processo de renovação da Estrada de Ferro Carajás, viabiliza a formação de novas cadeias produtivas industriais na área de influência do Porto do Itaqui, atraindo investimentos e reforçando a vocação econômica do agronegócio”.

Nesta mesma direção segue o presidente da Associação Comercial do Maranhão (ACM), Cristiano Barroso Fernandes, ao afirmar que “o pleito atende e integra uma ampla região produtora do agronegócio estadual ampliando a infraestrutura de acesso e o escoamento das riquezas do campo. Esse ramal tem potencial para impulsionar desenvolvimento, propiciando a atração de novos investimentos públicos e da iniciativa privada e pode irradiar o agronegócio”.

O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (FAEMA), Raimundo Coelho acredita que esse ramal ferroviário é fundamental para o escoamento da produção agrícola do sul do Estado. “Acreditamos que, em conjunto, nós podemos lutar por esse pleito que será um grande benefício para os agricultores do Maranhão”, destacou.

“Precisamos, irmanados trabalhar para viabilizar este projeto, que será muito importante para o futuro de nosso Estado, sublinhou o presidente da Federação das Associações Empresariais do Maranhão (FAEM), Hélio Rodrigues Araújo.

Essa é uma antiga demanda de toda a classe empresarial maranhense e abre excelentes perspectivas de desenvolvimento regional em todos os setores da economia e fases do projeto, especialmente para os pequenos negócios, afirma o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, Albertino Leal.

Na opinião de Baldez, “essa é uma conquista para o Maranhão, para o MATOPIBA e para o Brasil alargando as potencialidades dessa nova grande fronteira agrícola do país, e um prenúncio do tal sonhado desenvolvimento econômico, fundamental para a logística e o agronegócio maranhense”.

A FIEMA e todas as entidades de classe do Maranhão contam com o apoio da Bancada Federal para que essa proposta seja defendida com afinco e determinação.

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