Linha Livre com Geraldo Castro
Sexta-feira, 5 de março de 2021.

Projeto aprovado com apoio de Hildo Rocha facilita vacinação contra Covid-19

O deputado federal Hildo Rocha trabalhou a favor e ajudou na aprovação do Projeto de Lei 534/21, do Senado Federal, que autoriza os estados, os municípios e o setor privado a comprarem vacinas contra a Covid-19 com registro ou autorização temporária de uso no Brasil. A matéria será enviada à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

“Ter contribuído para a aprovação desse projeto é, para mim, motivo de grande alegria. Trabalhei bastante e defendi essa proposta porque sei que boa parte da população brasileira ainda continua sofrendo e está muito preocupada com essa doença terrível chamada novo Coronavírus”, destacou Hildo Rocha.

Setor privado 

No caso do setor privado, as doses deverão ser doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Após a conclusão dessa etapa, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas que comprar, e estas deverão ser aplicadas gratuitamente, nos trabalhadores das respectivas empresas compradoras das vacinas. A outra metade deverá ser remetida ao SUS.

A proposta também autoriza a União, os estados e os municípios a assumirem a responsabilidade de indenizar os cidadãos por eventuais efeitos colaterais provocados pelas vacinas.

Todas as medidas previstas no projeto se aplicam apenas às vacinas com uso autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o setor privado deverá fornecer ao Ministério da Saúde todas as informações sobre a compra, a doação e a aplicação das vacinas contra a Covid-19.

Em 48 horas, o ministério deverá atualizar os painéis de informação sobre a aquisição e aplicação dessas vacinas com os dados repassados.

Responsabilidade civil 

A responsabilidade civil por possíveis efeitos colaterais da vacina é uma exigência feita por alguns laboratórios, como Pfizer/BioNTech e Janssen, cujas vacinas ainda não chegaram ao Brasil. Para cobrir esses riscos, a administração pública poderá constituir garantias ou contratar seguro privado nacional ou internacional.

Atualmente, o País só tem duas vacinas à disposição (a CoronaVac e a Oxford-AstraZeneca). A Pfizer já recebeu aval da Anvisa, mas as negociações para a compra ainda não foram concluídas.

Grupos prioritários 

O plano divide a população prioritária em 27 categorias, começando com pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas (em asilos, por exemplo); pessoas com deficiência institucionalizadas; povos indígenas vivendo em terras indígenas; trabalhadores de saúde; pessoas de 80 anos ou mais; e assim sucessivamente. A população prioritária estimada é de cerca de 77 milhões de pessoas.

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Superação: Jogador de futebol supera tuberculose e se inspira em Thiago Silva para chegar ao profissional

Selton superou a tuberculose e virou profissional

Com apenas 20 anos de idade, o jogador de futebol Expedito Selton já tem muitas histórias para contar. O atleta, que acaba de assinar contrato profissional com o time do ASA de Arapiraca, de Alagoas, nasceu e passou boa parte da infância na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Nas lembranças de garoto, a presença constante da irmã três anos mais velha, que hoje cursa faculdade de Enfermagem e trabalha em uma unidade sentinela de Arapicara. A presença e o apoio da mãe em toda a sua vida e no início da sua carreira profissional como jogador ficaram na memória – Expedito viu a aposentada falecer por conta de alguns problemas cardíacos e diversas complicações decorrentes da diabetes no dia 10 de fevereiro de 2019. O pai, que trabalha como açougueiro, foi para a Bahia há cerca de seis meses cuidar de alguns familiares doentes.

O jogador, que hoje está em Arapiraca, morou durante muito tempo na cidade vizinha Taquarana, com seus pais e sua irmã. Ele se formou no Ensino Médio em 2018 e lembra com saudades de quando acompanhava seu pai nos jogos de futebol com os amigos desde os três anos de idade. “Sempre acompanhei meu pai quando ele ia jogar bola com os amigos, mas como eu era muito novo, aquilo era apenas mais uma brincadeira para mim. E assim foi até eu completar dez anos. Aos 12, começou a me despertar a vontade de viver da bola. A gente morava em um sítio bem afastado da cidade e me lembro de quando uma vizinha amiga da minha mãe chegou em casa dizendo que tinha uma pessoa lá que poderia me ajudar a tentar ser jogador de futebol”, lembra Expedito.

A pessoa a quem ele se refere é o médico, hoje consagrado escritor e palestrante, Jean Rafael, que, na época, estava à frente de um projeto que ajudava a desenvolver as crianças da comunidade como médico da família, promovendo diversas atividades esportivas, culturais e de lazer. “Nosso projeto era muito sério e conseguimos colecionar memórias e histórias muito boas. Chegamos a cuidar de mais de 300 meninos e me lembro que o Expedito era um dos mais esforçados da turma. Ele estava com a gente três ou quatro vezes por semana e sempre falava que contava os dias para as atividades”¸ se recorda Jean.

Estamos falando do ano de 2015 e do projeto “Futebol, Saúde e Cidadania”, que tinha o objetivo de formar cidadãos de bem, além de oferecer cuidados de saúde e atividades lúdicas. “Conseguimos evitar que muitos garotos entrassem no mundo do álcool e das drogas. Infelizmente, hoje o Projeto não existe mais – sobrevivemos por muitos anos com o trabalho feito com lixo reciclável por parte dos garotos. Os treinos eram feitos com bolas usadas que ganhávamos como doação. Além de jogar, eles recebiam aulas teóricas sobre natureza, convivência social, impacto negativo do álcool e das drogas para a saúde e técnicas de jogos e fundamentos do futebol. Estudar era uma das nossas exigências no Projeto – só ficava com a gente quem se dedicava à escola também”, enfatiza Jean. Os treinos, que aconteciam em espaços nas ruas, depois passaram a ser realizados em um terreno emprestado, até a Prefeitura doar um espaço temporário para a comunidade com dois campos.

Expedito se mantinha bem na escola para poder continuar no Projeto. Fã das aulas de Educação Física, ele se esforçava para entender a tão complicada Matemática. “A Educação Física sempre foi minha paixão, tanto que acabei de entrar na faculdade aqui na UNIP de Arapiraca”, comemora.

 

O começo difícil de carreira

Quando o Projeto coordenado por Jean Rafael acabou, Expedito, sempre com o apoio e a companhia da mãe, conseguiu entrar em outra ação parecida na cidade de Campo Alegre – e lá ia ele encarar 60 km para treinar. “Lembro que a gente acordava às 5h para conseguir chegar em tempo. O treino era das 7h às 10h e eu tinha que voltar em tempo de ir para a escola à tarde. Muitas vezes, não tínhamos nem o dinheiro da passagem e me lembro, muitas vezes, da minha mãe pedindo ajuda financeira e até carona para as pessoas. Fiquei treinando lá durante um ano e o resultado de tanto esforço foi recompensado quando nosso time ganhou o campeonato regional”.

Em 2017, a primeira oportunidade de ver seu sonho mais perto de se tornar realidade apareceu: um teste no Clube CSA. A avaliação, que durou quatro horas, foi seguida por mais três dias de provas e a chegada de Expedito à conquista da vaga na categoria de base foi um sonho com apenas 16 anos de idade. Tudo aconteceu, segundo ele, graças às caronas que conseguia com a sua mãe nos carros que levavam pacientes às 4h até a capital.

Acreditando no sonho do filho, a mãe de Expedito abandonou tudo e foi morar com ele mais perto do Clube, numa pequena casa onde pagavam R$ 300,00 de aluguel, em Maceió. Expedito dividia seu dia entre a escola e o Clube enquanto sua mãe fazia pequenas peças de crochê para ajudar no sustento deles na capital.

A descoberta da tuberculose

Tudo estava indo bem até que, depois de três meses na cidade grande, Expedito começou a tossir muito, principalmente durante a noite. Quando sua mãe percebeu que aquela tosse persistia, resolveu levá-lo para fazer alguns exames médicos e checar sua saúde e a descoberta caiu como uma bomba: aos 16 anos, Expedito teve um diagnóstico de tuberculose. A saída foi arrumar as malas e voltar para casa para fazer um tratamento longo e duradouro, de cerca de seis meses. “Lembro até hoje do dia em que me despedi do pessoal do Clube. Mesmo eles dizendo que as portas estariam abertas para mim quando eu voltasse, senti meu mundo desabar. Todo esforço que eu e minha família tínhamos feito parecia ter acabado naquele dia”, lembra Expedito.

Isolado dos colegas de bola e realizando seu tratamento médico com o apoio do Dr. Jean, ele acabou perdendo o ritmo que tinha conquistado com os treinamentos intensos dos quais sempre participava. Sem esperanças e vendo o tempo passar, Expedito sempre conversava com o Dr. Jean e se lembra de quando ele indicou que Expedito lesse as matérias de um grande jogador. Expedito era seu fã e resolveu foi conhecer a fundo a história de vida do seu ídolo: o também zagueiro, como ele, Thiago Silva, que enfrentou e superou a tuberculose. “Quando ouvi o Thiago falando sobre a superação dele frente à doença, parei e pensei: se ele conseguiu, eu também posso sair disso! E aí encontrei a força para terminar o tratamento e recuperar o tempo perdido”, se lembra emocionado. “A história do Thiago Silva foi um divisor de águas na minha vida, pois eu achava que depois desta doença eu não poderia mais ser jogador de futebol. Conhecendo tudo o que ele passou, vi que eu poderia, sim, ser jogador profissional”.

E no final de 2017 após concluir o tratamento, Expedito estava de volta aos testes, desta vez já no ASA de Arapiraca, ainda na categoria de base. Aos 17 anos, ele passou nos testes e começou a jogar na categoria sub 20.

A morte da sua maior fã

Tudo ia bem de novo, desta vez como jogador de base de um time conhecido e mais perto de sua casa, quando sua mãe faleceu. “A morte da minha mãe teve um impacto muito grande não só na minha carreira, que estava começando de fato, mas na minha vida de forma geral. Ela era minha amiga, meu alicerce, minha maior fã. Sempre esteve ao meu lado, mesmo quando pensei em desistir quando estava doente. Mas, em vez de entregar os pontos, resolvi que ia realizar o meu sonho e o dela e entrar em campo como jogador profissional. Foi quando resolvi me dedicar ainda mais”, conta o jogador.

E assim ele seguiu até que, depois de dois anos, em 2020, um pouco antes de começar a pandemia, ele perdeu a avó, com quem também tinha muita proximidade. “Minha avó era minha segunda grande apoiadora. Ela foi fazer uma cirurgia do coração e não resistiu”. Aos 20 anos de idade e mais uma vez abalado e com as incertezas das primeiras notícias sobre a doença nova que estava agitando o mundo, Expedito viu o tempo passando e, com ele, o limite para estar nos times de base. “Comecei a me dedicar ainda mais nos treinos até que em julho fui diagnosticado com COVID e tive que ficar afastado de novo, desta vez por 1 mês. Perdi uma sequência importante de jogos e não voltei com a mesmo ritmo. Sempre cuidei muito da minha saúde e da minha alimentação e, felizmente, não tive sintomas graves da doença, mas acabei perdendo um pouco de espaço. No final do ano passado, meu técnico veio conversar comigo e disse que eu precisaria me dedicar ainda mais se quisesse continuar ali e crescer no clube. No começo de 2021, mais uma vez a presença do Doutor Jean foi fundamental na minha vida. Ele me encorajou a não desistir e a me cuidar e treinar ainda mais. E foi aí que redobrei minha força de vontade”, se emociona Expedito.

“Assinei o contrato no dia do aniversário de morte da minha mãe e tenho certeza que tive a ajuda dela para ver meu sonho realizado. Agradeço de coração à Diretoria do Asa, ao presidente do Clube, Moisés Machado, e ao Dr. Celso Marcos pela oportunidade. E também dedico a minha vitória à toda minha família e ao Doutor Jean, que sempre esteve ao meu lado e que, muitas vezes, me ajudou de vários jeitos. Sempre que ele podia, ele estava ali, pronto para me ajudar. Sou muito grato por ele”, finaliza.

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Jenipapo dos Vieiras ganha mais um Sistema de Abastecimento de Água viabilizado pelo deputado Hildo Rocha

Um antigo sonho dos moradores do povoado Copaíba, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado ao longo da BR-226, se tornou realidade neste final de semana. Agora, a comunidade dispõe de água de qualidade nas torneiras. A inauguração aconteceu neste final de semana, durante ato liderado pelo prefeito Arnóbio, na presença do deputado federal Hildo Rocha, parlamentar que viabilizou os recursos financeiros para a execução da obra.

“Há muito tempo o povo do Copaíba necessitava de um sistema de distribuição de água de qualidade. Graças a Deus, e com a ajuda do deputado federal Hildo Rocha, nós conseguimos transformar um sonho em realidade. Hoje, Copaíba está de parabéns por essa importante obra que deputado Hildo Rocha trouxe para a população daqui”, destacou o prefeito.

O Sistema inaugurado é composto por poço de 260 metros de profundidade, reservatório com capacidade para 40 mil litros e ligações domiciliares, bomba e rede de distribuição que leva água para 190 famílias. De acordo com Hildo Rocha, a análise química revelou que o poço fornece água com pH elevadíssimo. “Essa Água daqui é mineral, água de excelente qualidade que chegou para mudar a vida da comunidade”, afirmou Hildo Rocha.

Uma obra, dois presidentes 

Hildo Rocha lembrou que dois presidentes da República exerceram papel decisivo na materialização do projeto. “Essa obra foi realizada graças ao trabalho de dois presidentes da República. No governo do ex-presidente Michel Temer a obra foi empenhada e iniciada. O presidente Jair Bolsonaro manteve o empenho, manteve os seis milhões que o presidente Michel Temer destinou para o Maranhão, a meu pedido, e agora quase um milhão e 200 mil estão beneficiando a comunidade Copaíba”, enfatizou o parlamentar.

A Secretária de Assistência Social, Clerismar Almeida, ressaltou que a perspectiva da atual administração municipal é de que além desse grande benefício o deputado Hildo Rocha possa contribuir para que outras comunidades também sejam beneficiadas com abastecimento de água e outras ações.

“Acredito que o deputado Hildo Rocha irá nos ajudar a conseguir muitos benefícios para o nosso município. Hoje, nós temos a felicidade de participar da inauguração de um projeto importantíssimo que representa melhoria da qualidade de vida. Creio que outros benefícios virão porque nós temos o apoio de um deputado federal atuante que se preocupa com a população do Estado que ele representa no Congresso Nacional”, comentou Clerismar.

Um soldado valente que defende o Maranhão 

Gelda Sousa de Oliveira, moradora do povoado Copaíba, destacou que o Hildo Rocha tem uma característica que o torna diferente de muitos parlamentares.

“É um deputado valente, que briga, que se esforça pelo bem-estar do nosso povo, luta pelo Maranhão não apenas nos períodos de campanhas eleitorais. Hildo Rocha é uma pessoa dedicada, é um dos soldados valente que nós temos no estado do Maranhão, afiançou a moradora.

“Deputado Hildo Rocha, nós queremos sempre a sua presença aqui na nossa comunidade, com o seu jeito humano e atuante para trazer asfalto, mais água, estradas, asfaltamento e tantas outras coisas que Jenipapo dos Vieiras necessita”, enfatizou Giancarlos Albuquerque, ex-prefeito do município

“Desde 2004 que a gente sonhava conseguir um poço artesiano com água potável para a nossa comunidade. Hoje, para a nossa felicidade, nós podemos comemorar a realização desse antigo sonho”, declarou Pituba, morador da comunidade.

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Futebol narrado e comentado por mulheres ganha espaço na TV aberta

Tradicionalmente de parca presença feminina, jornalismo esportivo tem cada vez mais a voz delas.

 

FOLHA DE SÃO PAULO

Quem pode falar sobre futebol? Há alguns anos, ao ouvir o rádio, ler o jornal ou assistir à TV, a resposta que se tinha a essa pergunta era clara: o homem. Mulheres não tinham voz nem para comentar pebolim.

 

Para alguns, normal. Nada de novo no domingo à tarde da família brasileira, com homens na sala e mulheres na cozinha. Afinal, quem jogava botão com o avô era Eduardo, e não Mônica. Mas o jogo virou, e a bola agora também está com elas.

 

Não sem dificuldades, as mulheres vêm ocupando cada vez mais espaço na cobertura esportiva, e no conteúdo dedicado ao futebol. Repórteres de campo, comentaristas e narradoras já apareciam em rádios e em canais da televisão a cabo, mas mais recentemente chegaram também à TV aberta, e não só em transmissões de futebol feminino. Agora, a Globo está às vésperas da estreia de sua primeira narradora em 55 anos.

 

Renata Mendonça

Na emissora, Renata Silveira se junta às comentaristas Ana Thaís Matos e Renata Mendonça, colunista da Folha, e à analista de arbitragem Nadine Bastos. Para Joana Thimóteo, diretora de eventos esportivos da Globo, o número de mulheres especialistas em esporte só vai crescer. “É um processo sem volta, que vai minando preconceitos e tornando obsoletos rótulos como o de ‘musa’”, diz ela.

 

Enquanto jogadores e outros profissionais envolvidos nos esportes são julgados por seus desempenhos em campo ou pela análise da partida, não é raro que atletas, técnicas e outras mulheres figurem nos programas e cadernos esportivos como musas, julgadas por sua beleza.

“A regra para as mulheres é, em qualquer área, que o primeiro comentário será sempre sobre a sua aparência”, afirma Renata Mendonça. “Torna-se irritante, quando você está mostrando seu trabalho, que os comentários sejam sempre isso. Quero que comentem minha opinião sobre futebol.”

Esse é apenas um dos obstáculos enfrentados por profissionais que se dedicam ao jornalismo esportivo, marcado pela desigualdade de gênero. Segundo o relatório “Quem Faz a Notícia”, de 2015, produzido pelo Global Media Monitoring Project, que tem o apoio da ONU, esporte é o assunto menos abordado por jornalistas mulheres, entre mais de 50 temas, nos 114 países estudados, incluindo o Brasil.

Sem repórteres, apresentadoras e comentaristas mulheres, o conteúdo das reportagens também não as representa. Entre atletas, treinadores e árbitros que aparecem em reportagens sobre esportes, apenas 7% são mulheres. E em apenas 4% das matérias sobre o assunto é delas o papel central.

Na Folha, a última atleta que apareceu em fotografia na versão impressa do jornal, na editoria de Esporte, que não tem nenhuma repórter contratada entre seus jornalistas, foi a tenista Naomi Osaka, no domingo passado, embora na última semana tenha acontecido o campeonato de futebol feminino She Believes, com as seleções de Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá.

“Quando você é uma menina e gosta de futebol ou de esporte, você já cresce aprendendo que é diferente”, diz Mendonça.

 

Ana Thaís Matos conta do espanto das pessoas ao verem seu interesse, e seu conhecimento, pelo futebol. Quando criança, no caminho de volta da escola, ela costumava parar na venda de um homem que sempre lia e falava muito sobre o esporte. “Eu adorava passar lá e ficar conversando com ele, e eu via que as pessoas ficavam muito impressionadas, elas se espantavam”, afirma ela.

Nadine Bastos foi quem mais acertou na Central do Apito

Nadine Bastos, que foi árbitra-assistente do quadro da Fifa, fala da reação das pessoas quando decidiu fazer o curso de arbitragem. “A primeira impressão não era nem de preconceito, mas achavam estranho. Como era algo novo, se perguntavam ‘por que ela está aqui?’, ‘por que está fazendo isso?’.” Já formada em odontologia, ela fez o curso a convite de uma amiga, e eram as únicas duas mulheres da turma.

“Você vai entendendo que, por algum motivo, esse universo não é seu, esse é o recado que o mundo passa a você”, afirma Mendonça. “E quando começa a trabalhar, passa a entender que o fato de esse mundo não ser o seu vai influenciar nas oportunidades que vai ter. Você é uma invasora.”

“É uma coisa cultural”, diz Silveira. Formada em educação física, desde criança ela praticava balé e sapateado. Levada pelo pai, Silveira e a irmã frequentavam jogos no Maracanã, e assistiam a partidas amadoras das quais o pai participava, onde eram as únicas meninas.

Além de narradora de futebol, hoje ela é dona de uma academia de dança no Rio de Janeiro e vê como os meninos estão distantes do bailado. Assim como as meninas que querem jogar futebol comumente só começam mais tarde, enquanto meninos vão a escolinhas desde muito cedo, no balé, e na dança em geral, os homens só chegam mais velhos.

Mas o espanto e a surpresa, na sua opinião, tendem a desaparecer com o tempo. Ela conta que, em 2018, quando estreou na narração no Fox Sports, os comentários nas redes sociais sobre as partidas das quais participava eram “80% sobre a narradora e 20% sobre o jogo”. “As pessoas elogiavam, falavam mal, ficavam surpresas ou escreviam coisas como ‘vai lavar uma louça’.”

Dois anos depois, ela observa que os números praticamente se inverteram, e a maior parte das interações do público tratava da partida. “Era uma virada de página e fiquei feliz em acompanhar isso.” Contratada em dezembro pela Globo, Silveira está em fase de preparação para estrear na emissora.

Para Thimóteo, “o maior desafio é fazer com que essa presença feminina em todas as funções da transmissão seja vista com naturalidade”.

Mulheres na arbitragem

Edna Alves, firmeza no trato com os marmanjos

 

Tanto Bastos quanto Matos relatam terem se afastado das críticas de redes sociais e evitam acompanhar os comentários nocivos ao trabalho. “Gosto do debate, mas eu soube me distanciar daquelas críticas que não tinham nada a ver com meu trabalho, e isso me deixou mais confortável para continuar exercendo a minha função, que é opinar”, diz Matos. “As pessoas não estão muito preparadas para a mulher que opina, e no jornalismo esportivo, menos ainda.”

Para ela, porém, um desejo de surfar as ondas das redes sociais vem colocando em risco a cobertura esportiva.

“No contexto geral do Brasil, por conta das redes sociais, a cobertura está muito infantil”, afirma. “A gente acaba se deixando levar pela vaidade das redes e isso é um perigo, porque acabamos rompendo com a seriedade e a responsabilidade do que a gente fala. Vamos para lados extremos para poder justificar as nossas posições e muitas vezes essa posição está equivocada.”

Para Mendonça, a televisão passa por uma transição e tem aprofundado o debate. “Podemos ser melhores”, diz, frisando o papel dos comentaristas na derrubada de técnicos, massacrando treinadores após a primeira derrota. “É imprescindível que nós, jornalistas esportivos, entendamos o impacto da discussão. O esporte é tão importante quanto qualquer área e é preciso ter responsabilidade.”

Embora o jornalismo esportivo tenha entendido, segundo Mendonça, a importância da diversidade para diferentes pontos de vista sobre o assunto, marcadamente branco e masculino, ele “ainda não tem a cara que deveria ter”.

 

 

 

 

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“A cultura está em festa”, diz Octávio Soeiro sobre aprovação do Auxílio Municipal

Vereador Octávio Soeiro comemorou projeto aprovado

O vereador Octávio Soeiro (Podemos), usou a tribuna da Câmara de São Luís, na manhã desta terça-feira (23), para destacar a aprovação do projeto de lei que cria o Auxílio Municipal Emergencial destinado aos fazedores de cultura de São Luís.
Soeiro que foi favorável ao Auxílio Emergencial Cultural, disse que as manifestações culturais precisavam dessa assistência por parte da Prefeitura.
“Hoje com muita alegria que eu votei a favor do auxílio emergencial aos fazedores de cultura. Um projeto que ampara os artistas locais e agremiações carnavalescas que foram afetados pela pandemia”, disse o vereador.
O parlamentar aproveitou para parabenizar a gestão do prefeiturável, Braide.
“Seguimos, fazendo do nosso mandato, um mandato de todos! Parabéns, prefeito Eduardo Braide pela sensibilidade e valorização da nossa rica cultura! A liberdade3 aplaudiu, a Madre de Deus festejou. O São Cristóvão abençoou”, finalizou.
*SOBRE O AUXÍLIO*
O Auxílio Municipal Emergencial – Carnaval de São Luís será pago em parcela única e terá valor mínimo de R$ 1.000,00 (mil reais) e máximo de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Os recursos para o auxílio são próprios e somam o total de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).
*COMO FUNCIONA*
A Secretaria Municipal de Cultura publicará editais de chamamento, com os critérios para a solicitação do Auxílio Municipal Emergencial, que será destinado às seguintes categorias: cantores e cantoras; agremiações carnavalescas; blocos e grupos tradicionais; bandas e grupos musicais. Todos os interessados deverão comprovar participação nos circuitos oficiais do Carnaval promovidos pelo Município ou o Estado nos últimos dois anos.
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Dr. Gutemberg pede cumprimento de Lei sobre serviços básicos de saúde nos terminais de ônibus

Já pensou em aferir a pressão arterial, checar a glicemia, fazer teste de Covid-19 e realizar outros serviços básicos de saúde, enquanto aguarda o seu ônibus? Essa é a proposta da Lei nº 4.655/2006 de autoria do vereador Dr. Gutemberg Araújo (PSC), que regulamenta a instalação de ambulatórios de pronto atendimento médico nos terminais de ônibus de São Luís. Em meio ao cenário de pandemia e com a nova gestão do Poder Executivo, o médico e vereador, voltou a defender a aplicação imediata de sua lei.

“Ainda em 2006, elaborei essa Lei pensando na saúde dos usuários do transporte público. Agora, acredito que, com a gestão do prefeito Eduardo Braide, finalmente, vamos tornar essa lei uma realidade. Já estou conversando com o prefeito Braide, que sempre é muito solícito aos nossos pedidos e coloca a saúde como prioridade em sua administração”, avalia o vereador.

O vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís explica ainda que os ambulatórios poderão realizar outros serviços, tais como: vacinação, aferição de temperatura, exame para medir a oxigenação no sangue, distribuição de preservativos, emissão do cartão SUS e outros. Os ambulatórios vão auxiliar ainda em campanhas educativas, como a de conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama, entre outras.

“Os ambulatórios podem auxiliar em diversas campanhas. Levar esses serviços para mais perto do povo, nos Terminais de Integração, onde há grande circulação de pessoas, facilita na identificação da Covid-19 e outras doenças, como as doenças cardíacas e diabetes. Além disso, essa também é uma forma de descentralizar alguns serviços da Atenção Básica”, conclui Gutemberg Araújo.

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Projeto de Hildo Rocha inclui Luffa Operculata (Cabacinha) na lista de medicamentos distribuídos pelo SUS

Cabacinha pode ser incluída na lista do SUS

Começou a tramitar na Câmara dos Deputados Projeto de Lei 492/2021, do deputado Hildo Rocha, que tem como finalidade assegurar a inclusão e a presença obrigatória da Luffa Operculata na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).

A Luffa Operculata, popularmente conhecida como Cabacinha, é uma planta cucurbitácea originária da América do Sul e nativa do Brasil. Na medicina popular, essa planta tem sido utilizada no tratamento da sinusite, rinite e problemas de adenoide.

Trabalho pioneiro da professora Terezinha Rego 

Hildo Rocha destacou que o medicamento que tem como principal ingrediente a Luffa Operculata foi desenvolvido de maneira pioneira no mundo por meio de estudos da professora Terezinha Rego, da Universidade Federal do Maranhão.

Gratuidade 

O parlamentar explicou que o tratamento médico gratuito, à população de baixa renda, se insere no rol dos deveres do estado. “Propiciar o acesso gratuito a um tratamento rápido e eficaz, por meio de uso de medicação acessível e produzida em nosso país é de fundamental importância de controle e cura de crises alérgicas”, argumentou Hildo Rocha.

Assim, depois de aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal o projeto irá à sanção do presidente Jair Bolsonaro.  “Esse medicamento com o meu projeto virando lei será disponibilizado para todos os brasileiros de baixa renda através da farmácia básica”, assegurou Hildo Rocha.

CFM mostra que parte da população sofre de rinite 

Cerca de 40% da população brasileira sofre com alergias respiratórias. Atualmente, 26% das crianças e 41% dos adultos sofrem de rinite, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina.

O parlamentar maranhense pede à população que ajuda a fim de que o PL 492/2021 seja aprovado. “Você pode ajudar a aprovar o projeto de lei da Cabacinha para isso basta acessar o link de votação popular //forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2270429), no portal da Câmara dos Deputados”, solicitou Hildo Rocha.

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Como o Chile se tornou o 7º país com a maior taxa de vacinação contra covid-19 do mundo

Mar Pichel

BBC News Mundo

Na primeira semana da campanha de vacinação em massa contra covid-19 em idosos, o Chile já havia ultrapassado o marco de um milhão de pessoas imunizadas.

A meta do governo chileno é vacinar os maiores de 65 anos antes de 19 de fevereiro para que toda a população que faz parte do grupo de risco — incluindo pacientes crônicos e profissionais de saúde — seja imunizada no primeiro trimestre de 2021, de modo a vacinar 15 milhões dos 19 milhões de habitantes do país até julho.

Em meados de 2020, o governo chileno enfrentou fortes questionamentos em relação à gestão da pandemia, à medida que o país registrava as maiores taxas de infecção por covid-19. Mas agora está sendo aplaudido por seu plano de vacinação. A campanha é gratuita e voluntária.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde do país, 2.375.725 pessoas foram imunizadas no Chile contra a covid-19 até o dia 16 de fevereiro.

Até a última sexta-feira (19), o país havia administrado 15,03 doses da vacina para cada 100 habitantes — segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Número muito superior às 3,07 doses no Brasil, 1,48 na Argentina e 1,22 no México.

O desempenho até agora coloca o país como líder latino-americano e 7º no ranking mundial de taxa de vacinação contra a doença, liderado por Israel (82,40).

Mas como o Chile alcançou esse resultado?

De acordo com Luis F. López-Calva, diretor regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da América Latina e Caribe, para que uma campanha de vacinação seja bem-sucedida, três fatores importantes devem ser levados em consideração: primeiramente, dispor de recursos financeiros para adquirir as vacinas; segundo, ter uma boa estratégia para distribuir as doses e, finalmente, ter capacidade institucional e estrutura governamental para implementá-la.

“Essas três características foram bem atendidas no caso do Chile”, afirmou López-Calva à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

O Chile também possui uma sólida rede de atendimento primária, por meio da qual já são realizadas outras campanhas anuais de vacinação, afirma a jornalista Paula Molina.

Segundo ela, tanto essa rede robusta quanto a experiência em campanhas de vacinação têm facilitado a logística. E em relação a isso, o Chile tem uma vantagem.

“Temos uma população pequena e ela está muito concentrada na região metropolitana (Santiago)”, diz Molina.

Além da capacidade institucional em termos de centros de saúde, López-Calva também destaca a utilização de recursos materiais e humanos existentes para acelerar o ritmo da vacinação.

Assim, estádios, centros educacionais e esportivos foram transformados em postos de vacinação, e todo profissional de saúde capacitado — como dentistas e parteiras — foi chamado para realizar a vacinação.

“É uma estratégia que tem funcionado bem e acho que outros países podem aprender com ela”, avalia o diretor regional do PNUD.

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O velhinho e o Viagra!

Nesta vida somos surpreendidos com cada acontecimento que mais tarde torna-se em história e até piada passado algum tempo, e em reuniões de amigos sempre o episódio volta a ser comentado.

Hoje já existem muitas fórmulas para tratamento de disfunção erétil com vários medicamentos que devem ser receitados por especialistas, mas são utilizados em abundância por criaturas em todas as partes do mundo.

Eu conheço e tenho um amigo que sempre foi um verdadeiro “garanhão” e se gabava de suas qualidades na prática do sexo e que nunca tinha falhado na hora agá.

Ledo engano. O velhote já chegando aos 60 anos começou a notar que sua potência estava diminuindo, e em algumas oportunidades chegou mesmo a faltar combustível necessário na máquina que acabou parando.

O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) americana em 27 de março de 1998, tornando-se o primeiro comprimido a ajudar os homens a ter uma ereção.

O nome do milagre: Viagra, uma pílula azulzinha que veio para reanimar aqueles que já tinham se despedido dos prazeres sexuais. Uma verdadeira festa, principalmente para os mais velhos, mas também aproveitada por jovens que esperavam um melhor desempenho.

Explicado isso, vamos aos fatos e acontecimentos do nosso personagem, que ainda está vivo e usufruindo dos diversos colegas do azulzinho. O cara conseguiu no câmbio negro, um comprimido do Viagra e saiu com uma jovem, indo até um chatô na Avenida Ana Janssen, (não existe mais) e começou o ato, turbinado pelo medicamento, o velhote tava que tava, todo serelepe e fazendo bonito.

Não deu outra. A moça vendo a empolgação do dito cujo, apressou o rebolado e o cara começou a gemer, não de prazer, mas com os olhos virando, as pernas tremendo, a palidez e o suor escorrendo, numa verdadeira ânsia de morte.

Foi salvo pelo gongo. A jovem olhou pra trás e viu a agonia do velhinho que já estava nas últimas. Pegou o ventilador e deitou o coroa que escapou fedendo, pra não morrer cheiroso.

Hoje, muito anos depois, o coroa continua sua saga, mas agora devidamente orientado por médicos e só compra os medicamentos com receita, avisando sempre suas companhias, pra qualquer problema ligar pra seu grande amigo, deixando o celular já devidamente agendado no número do seu velho parceiro.

Êta mundo velho de surpresas e reviravoltas. Hoje essa passagem é comemorada com muita risada e bom papo, sempre numa rodada de puro malte.

 

 

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Cientistas desvendam mistério das imensas crateras da Sibéria

mistério das imensas crateras registradas na tundra da Sibéria (Rússia) foi finalmente desvendado por cientistas russos, que publicaram na semana passada um estudo na revista “Geosciences”.

O fenômeno se deve a poderosas explosões de gás metano jogando gelo e rocha a centenas de metros de distância e deixando “cicatrizes” circulares abertas na paisagem vazia e misteriosa da região, considerada uma das mais inóspitas do planeta.

Até hoje foram encontradas 17 enormes crateras nas penínsulas de Yamal e Gyda, que avançam no Oceano Ártico, desde que a primeira foi identificada em 2013. Acredita-se que as crateras estejam ligadas às mudanças climáticas. Imagens feitas com drones, modelagem 3D e inteligência artificial estão ajudando a revelar seus segredos.

 

Pela primeira vez pesquisadores conseguiram lançar, em agosto do ano passado, um drone nas profundezas de uma cratera, exatamente a última a ser achada – atingindo 10 a 15 metros abaixo do solo, permitindo-lhes capturar a forma da cavidade subterrânea onde o metano se acumulou.

“A nova cratera está excepcionalmente bem preservada, já que a água da superfície ainda não havia se acumulado na cratera quando a pesquisamos, o que nos permitiu estudar uma cratera fresca, intocada pela degradação”, disse, de acordo com a CNN, Evgeny Chuvilin, cientista-chefe de pesquisa no Centro de Recuperação de Hidrocarbonetos do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia em Moscou.

 

A investigação com o drone e os modelos obtidos com ela, que mostrou grutas e cavernas incomuns na parte inferior da cratera, em grande parte confirmou a hipótese dos cientistas: o gás metano se acumula em uma cavidade no gelo, fazendo com que um monte apareça no nível do solo. O monte cresce em tamanho antes de explodir gelo e outros detritos em uma explosão e deixar para trás a enorme cratera.

O que ainda não está claro é a fonte do metano. Pode vir de camadas profundas da Terra ou mais perto da superfície – ou de uma combinação das duas.

Os solos congelados conhecidos como “permafrost” são enormes reservatórios naturais de metano, um potente gás de efeito estufa muito mais eficaz do que o dióxido de carbono em reter o calor e aquecer o planeta.

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