Linha Livre com Geraldo Castro
Sábado, 10 de abril de 2021.

RUA DO GIZ OU 28 DE JULHO? NÃO IMPORTA O NOME E SIM A BELEZA.

A foto da revista Casa Vogue

De repente uma reportagem de uma revista – Casa Vogue – veio mexer com o dia a dia dos maranhenses e especialmente dos ludovicenses, com a inclusão de uma rua da cidade de São Luís entre as mais bonitas do país. Ótimo para quem conhece bem a capital do Maranhão, afinal uma foto deste logradouro está em todos os cantos do mundo, através das redes sociais.

Neste prédio funcionou a tradicional boate Itu

Rua do Giz ou 28 de Julho, foi eleita como a sexta mais bonita do Brasil pela revista Casa Vogue, mostrando uma foto do trecho que compreende a Praça Benedito Leite, passando pelas escadarias e chegando até o imponente casarão do Centro de Cultura Domingos Vieira Filho, justo o cidadão que escreveu sobre as ruas da cidade e relatou sobre a parte menos nobre desta rua no livro “Breve História das Ruas e Praças de São Luís” da Edições AML.

Este prédio era residência de muita gente que trocava o dia pela noite

Uma parte desta rua é só beleza, outra parte nem tanto. A Rua do Giz é famosa mundialmente com este título, enquanto a Rua 28 de Julho para quem conhece era o centro da perdição e prostituição.

Hoje todo mundo opina sobre a beleza da Rua do Giz, mas ela está no mesmo lugar há muitos e muitos anos, como a Rua Portugal, Rua da Estrela, Rua da Palma, 14 de Julho, Formosa, Jacinto Maia e tantas outras, que pouca gente sabe os nomes.

VIVI BONS MOMENTOS NESTA RUA

Neste prédio em reforma, funcionava uma das maiores boates da 28 de julho

Não poderia deixar de contar um pouco da minha vida, pois ainda “minino” vivi por alguns anos na parte que chocava a “alta sociedade” da cidade, que era a 28 de julho, a zona do Baixo Meretrício, casas das “putas”, gigolores, qualiras, golpistas, prostitutas, madames, punguistas, mas também trabalhadores que tiravam seu sustento daquela rua e suas redondezas. Ali no Largo das Mercês ficava o quartel da Polícia Militar do Maranhão, onde hoje está abrigada a Fundação da Memória Republicana.

Uma das maiores Casas de Cômodo da Rua 28 de julho, hoje moradia.

Na 28 de julho existiam diversas boates onde os homens procuravam companheiras para uma noite de bebida e sexo. Uma das mais famosas era a Boate Itu, num belo sobradão que hoje serve como pousada. Lá meu pai Marcos José de Souza conhecido com Três Quinze, tinha um restaurante junto com minha amada mãe Yolanda Castro.

Jeremias e Alumínio, dois negros retintos, um maranhense e o outro carioca, protagonizavam verdadeiras lutas para saber quem era o mais destemido. Dona Cidreira, a melhor e maior costureira da região, era querida por toda comunidade. Foi um tempo bom.

Assim, penso ter contribuído um pouco com história desta emblemática rua, com dois nomes, mas famosa agora por ser a sexta mais bonita do Brasil, e que só agora, quase quatrocentos anos depois, está sendo descoberta pelos ludovicenses.

Rua do Giz

Deve-se o nome provavelmente a ladeira de argilas brancas onde hoje é a escadaria. Começa no Largo do Palácio, continuava até a ladeira Vira-Mundo (Rua Humberto de campos), para depois subir pela rua nova cascata (Jacinto Maia).

O trecho entre o Largo do Palácio e a escadaria foi aterrado para formar o passeio que fica em frente ao Palácio do Comércio (Associação Comercial).

Muitos artistas pintaram essa rua pela majestosa paisagem das fachadas dos prédios coloniais na ladeira.

Rua 28 de julho

Começa na Rua de Nazaré (Praça Benedito Leite) sob a forma de uma escadaria e termina no Largo das Mercês. Segue dentro da área da Praia Grande por cerca de três quadras. Sua denominação original, Rua do Giz, deve-se ao fato de ter sido tomada de argila branca, escorregadia, uma verdadeira armadilha para os transeuntes.

28 de julho assinala um fato histórico em nossa vida de povo livre, segundo Antônio Henriques Leal, quando camarista em 1865. Foi o Dia de Adesão à Independência do Maranhão ao Brasil em 1823.

Fotos: Geraldo Castro

 

 

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Projeto de Hildo Rocha, aprovado na Câmara, permite compra de vacinas pelo setor privado e contribui para apressar a vacinação contra Covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (6) o texto-base do Projeto de Lei 948/21, do deputado Hildo Rocha, que permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A aquisição das vacinas, segundo o texto, poderá ser feita pelas pessoas jurídicas de direito privado, individualmente ou em consórcio. Poderão ser vacinados ainda outros trabalhadores que prestem serviços às instituições compradoras, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas. O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Celina Leão (PP-DF).

Proposta agiliza o processo de vacinação 

De acordo com o autor do projeto, o objetivo principal é contribuir para desafogar a fila de espera do Sistema único de Saúde (US). “Permitir que empresas comprem vacinas e vacine seus funcionários é facilitar e acelerar a vacinação em todo o território nacional”, argumentou Hildo Rocha.

O Brasil tem pressa 

O parlamentar destacou que o Brasil já tem 560 milhões de vacinas contratadas pelo Governo Federal. “Essas vacinas são suficientes para vacinar a população, mas nós temos que ter é pressa, temos que acelerar para evitar as mutações do vírus. Então, o que nós estamos propondo, senhores, é acelerar a vacinação em nosso País, evitar mortes e voltar a funcionar normalmente a economia do nosso País”, explicou o deputado.

Laboratórios 

Essas compras, se feitas junto a laboratórios que já venderam vacinas ao governo federal, poderão ocorrer apenas depois do cumprimento integral do contrato e da entrega dos imunizantes ao Ministério da Saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou cinco vacinas, sendo duas para uso emergencial (Janssen e Coronavac) e as demais já com registro definitivo (AstraZeneca e Pfizer). A AstraZeneca é contada duas vezes, pois considera as doses importadas da Índia e aquelas produzidas no País.

Entre as vacinas previstas no cronograma do Ministério da Saúde, duas ainda não têm autorização para uso no Brasil: Covaxin (Índia) e Sputnik V (Rússia).

Associações, Sindicatos e Cooperativas 

O texto que seguiu ontem para apreciação do Senado Federal assegura que a vacinação dos empregados deve seguir os critérios de prioridade estabelecidos no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Quanto às pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos (associações ou sindicatos, por exemplo), a permissão vale para seus associados, sindicalizados ou cooperados.

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Prefeitura de Cajari inicia instalação de iluminação de LED no município

 

A recuperação da iluminação pública já começou

Depois de adotados todos os procedimentos legais, a Prefeitura de Cajari deu início ao Sistema de Iluminação Pública com lâmpadas de LED na cidade. O trabalho iniciou pela ponte da cidade, principal via de acesso a sede do município e abrangerá todas as ruas da cidade. Está previsto também no calendário de trabalho, a iluminação pública na zona rural de Cajari.

 

Para a prefeita Dra. Maria Félix que desde o início da gestão avaliou a necessidade deste serviço, comemora mais esta grande conquista de toda a população que terá vias mais bem iluminadas podendo circular com maior segurança.

 

“Administrar com responsabilidade é compromisso da minha gestão, como prefeita de Cajari.  O trabalho vem somar e contribuir com os moradores que ansiavam por esse momento. Agora nosso município estará todo iluminado. Quem ganha é o povo”, destacou Dra. Maria Félix.

BENEFÍCIOS DA ILUMICAÇÃO DE LED

As luminárias LED têm maior capacidade de iluminação, o que ajuda na diminuição da criminalidade, pois a iluminação é melhor percebida no período noturno e as autoridades policiais que trabalham neste turno. Essa capacidade maior de iluminar também evita acidentes de trânsito, pois melhora o índice de ofuscamento para veículos e pedestres, além de dar mais cor e vida às atividades noturnas.

 

Redação: Elirdes Soares

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Atas e Atas – Copom 2021

Atas e Atas – Copom 2021

*Por Igor Macedo de Lucena 

Poucas vezes a ata do Copom – Conselho de Política Monetária – foi tão clara quanto a 237ª reunião ocorrida nos dias 16 e 17 de março deste ano. Ela abre o texto exemplificando que a ‘injeção’ de dinheiro, seja por políticas fiscais ou monetárias nas economias desenvolvidas no planeta serão continuadas, o que de fato gerará oportunidades para a exportação de commodities brasileiras. Da mesma maneira, caso haja uma vacinação em massa no Brasil nos próximos meses, haverá uma considerável possibilidade de forte retomada econômica no segundo semestre, impedindo até que ocorra uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano.

 

A reunião do COPOM discutiu pacientemente sobre os riscos inflacionários de maneira clara e aberta, principalmente citando que a inflação já opera no limite superior do modelo de metas de inflação determinado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), caracterizado por bandas, o que no caso em análise significa uma meta de 3.75% em 2021 com banda inferior em 2,25% e banda superior em 5.25% ao ano.

 

Nesse contexto, o Banco Central determinou que “baseado em todas essas considerações, o comitê concluiu que um ajuste inicial de 0,75 ponto percentual na taxa Selic seria o mais adequado. Esse ajuste mais célere do grau de estímulo é compatível com o cumprimento da meta no horizonte relevante mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.

 

Apesar de todas as críticas, principalmente por parte da mídia, de que o BC estaria sendo insensível com o período de recessão econômica vivenciado pelo Brasil, vale ressaltar que essa não é a missão do Banco Central, e sim do Ministério da Economia; trata-se de órgãos que por mais que tenham características similares possuem missões distintas e atuações independentes. Neste contexto, é importante lembrar que o BC objetivou na reunião passar uma clara mensagem de que está fortemente comprometido para combater a inflação, o que significa a manutenção do poder de compra do Real, sua responsabilidade principal.

 

Nesse ponto, e pela própria conjuntura atual, muitas pessoas não conseguem entender: se estamos com uma economia no campo negativo, caminhando para recessão, qual é a lógica aumentarmos os juros? Entendemos que isso irá nos atrapalhar ainda mais. Ora! Nesse sentido, o Banco Central visa nos tirar de um momento consideravelmente terrível sob o ponto de vista econômico, o da “Staginflação”, quando se está ao mesmo tempo estagnado economicamente e com uma inflação crescente, tornando a nação incontrolável sob as óticas financeira e monetária.

 

É importante ressaltar que o BC já deixou seu ‘recado’ para a próxima reunião quando informou que “seguindo a mesma lógica, o comitê avaliou que, para a próxima reunião, seria adequada a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude. O Copom lembrou que essa visão para a próxima reunião pode ser alterada caso haja uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos, já que em última instância a decisão continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.

 

A partir disso, já podemos esperar para a próxima reunião, tendo em vista que a inflação continua alta, uma taxa básica de juros de 3,5% ao ano, entretanto já existem conversas no mercado financeiro de que o BC pode aumentar a taxa de juros em 1% ou 1,25% na próxima reunião. Nesse contexto, deveremos acompanhar uma maior captação de dólares na economia brasileira derrubando a cotação da moeda norte-americana, o que de fato deverá também gerar um impacto positivo na queda da inflação.

 

Dessa forma, o Copom encerra sua ata informando que há sim um peso em suas decisões sobre a evolução da atividade econômica brasileira, entretanto ressalta sempre, mesmo que nas entrelinhas, que o Banco Central deve focar suas energias sempre nas projeções e nas expectativas da inflação. A última ata do Copom mostra ao que veio a independência do BC e que não é hora para populismos quando se trata de combater a inflação, uma conquista importantíssima dos brasileiros, e um desejo constante de que continue assim. Quanto menor a inflação, melhor para todos!

 

*Igor Macedo de Lucena é economista e empresário, Doutorando em Relações Internacionais na Universidade de Lisboa, membro da Chatham House – The Royal Institute of International Affairs e da Associação Portuguesa de Ciência Política

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Nova lei de contratos e licitações, sancionada, contém relevantes contribuições do deputado Hildo Rocha

Membro da Comissão que discutiu e elaborou o texto da nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos do País, que foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, o deputado Hildo Rocha ressaltou que a partir de agora o Brasil pode contar com uma legislação moderna, atualizada e avançada.

“Eu tive a oportunidade de participar ativamente da construção do texto dessa lei e apresentei propostas como por exemplo a que está contida no parágrafo terceiro do artigo 19 garantindo que nas licitações de obras e serviços de engenharia e arquitetura será adotada a Modelagem da informação da construção que é mais conhecida como BIM. Com o advento da lei 14.133 o Brasil passa a integrar o grupo de países com legislação moderna e avançada no que diz respeito a contratos e licitações”, destacou o parlamentar.

Precisão, eficiência e redução de custos 

BIM é um processo que integra, em meio virtual, todas as fases de uma obra, da concepção à manutenção da edificação. Usada por profissionais de arquitetura, engenharia e construção a Modelagem BIM proporciona maior segurança e eficiência em todas as etapas de um projeto. Principais vantagens da metodologia BIM: integração de equipes; noção completa do projeto antes da execução; maior precisão e redução de custos.

Contribuição de especialistas do Maranhão 

Hildo Rocha também destacou a contribuição de profissionais e especialistas maranhenses. “Outra grande vitória foi levar a Comissão Especial que trabalhou essa Lei ao Maranhão. Por meio dessa iniciativa de minha autoria especialistas maranhenses e profissionais que trabalham na área tiveram a oportunidade de participar dos debates e contribuir com excelentes ideias e sugestões que foram acatadas pelo relator da matéria, deputado João Arruda.

Legislação moderna 

A Lei 14.133/21 publicada no início deste mês, substitui a Lei 8.666, em vigor desde 1993, e as leis do Pregão (10.520) e do Regime Diferenciado de Contratações Públicas – RDC, Lei 12.462.

Com 194 artigos, a lei institui nova modalidade de contratação (diálogo competitivo), aumenta penas para crimes relacionados a licitações e contratos, e exige seguro-garantia para obras de grande porte. A garantia, que será de até 30% do valor da licitação, permite que as seguradoras assumam obras interrompidas.

A lei também prevê novas regras para dispensa de licitação e aditivos contratuais, e aproveita pontos do RDC, como contratação por tarefa, contratação integrada e semi-integrada e a arbitragem para solução de controvérsias.

A nova Lei de Licitações já está em vigor, mas a revogação das normas anteriores ocorrerá no prazo de dois anos. Nesse período, as regras novas e antigas vão conviver e a administração pública poderá optar por qual aplicar. A exceção é para a parte dos crimes licitatórios, que substituiu, de imediato, as regras anteriores.

Modalidades 

Das modalidades de licitações existentes, a lei mantém o pregão, a concorrência, o concurso e o leilão, e cria o diálogo competitivo. Este envolverá conversas entre os licitantes, sob orientação do gestor público licitante, para desenvolver uma solução capaz de atender às necessidades do órgão.

O diálogo competitivo será aplicado a situações complexas que envolvam uma solução que não pode ser satisfeita sem a adaptação das alternativas disponíveis no mercado ou quando as especificações técnicas não podem ser definidas com precisão suficiente.

Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) 

Outra inovação da lei é a criação do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), pelo governo federal, que vai centralizar todas de licitações públicas feitas pela União, estados, municípios e Distrito Federal.

O projeto que deu origem à Lei 14.133/21 é do Senado e foi analisado na Câmara dos Deputados durante os anos de 2018 e 2019. O relator na Comissão Especial foi João Arruda (MDB-PR) e no plenário Augusto Coutinho (Solidariedade-PE).

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Maranhão continua com as piores estradas do Brasil

Traçado da BR-135 de São Luis a Minas Gerais

Nestes dias de pandemia aproveitei para viajar ao interior do Estado e visitar meus amigos e familiares na minha querida Baixada Maranhense, e mais uma vez constatei um fato já tão dito e redito, que ao longos dos anos continua do mesmo jeito, como se o Maranhão não fizesse parte do Brasil.

Estou falando das estradas que cortam o estado de Norte a Sul, Leste a Oeste, mesmo federais, estaduais e municipais. Tudo igual. Um remendo aqui, outro acolá e assim caminha a humanidade. A realidade é mesma e continua por longos e intermináveis anos.

É triste! Muito triste. Descaso total de todas as esferas de poder, e o cidadão pagante de tantos impostos, acumula prejuízos, muita das vezes até difíceis de pagar.

A principal estrada que começa ainda dentro da capital São Luís e vai até a cidade de Montes Claros em Minas Gerais, é o maior exemplo do abandono e da péssima qualidade de uma BR.

Estou falando da BR-135 em solo maranhense, talvez a pior parte desta estrada, que tem em sua totalidade 2.657 quilômetros, começando no bairro Tirirical em São Luís e termina em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

Muitos recursos públicos já foram gastos e aplicados nesta estrada, mas até hoje ela não reúne condições de tráfego razoável na parte dentro do estado do Maranhão. Uma duplicação foi iniciada há alguns anos, mas nunca concluída, e contemplaria do Campo de Perizes no município de Bacabeira até Miranda do Norte com cerca de 165 quilômetros.

Só uma pequena parte foi feita, mas os recursos gastos foram mais de 200 milhões de reais, e diga-se, a parte duplicada já precisa de reparos urgentes pois está cheia de buracos.

BATALHÃO DE ENGENHARIA DO EXÉRCITO

Foi uma tremenda festa quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas esteve no Maranhão e anunciou que o Batalhão de Engenharia do Exército iria assumir as obras de duplicação da BR-135. Soltaram foguetes e fogos de artifício, uma verdadeira festa, agora sim esta estrada iria ser feita como manda o figurino. Ledo engano!

Não passou nem um ano e a velha 135 continua com os mesmos problemas. Minto. Até que o Exército trabalhou na recuperação do trecho do Campo de Perizes sentido São Luís, com uma pavimentação de primeira, dentro dos melhores padrões de primeiro mundo. E foi só.

Não completou a estrada que ainda se ressente de uma boa parte, que inclui a sinistra Curva da Morte já na chegada da ponte Marcelino Machado.

Nesta minha última viagem encontrei os bravos militares do EB trabalhando na BR-135 no perímetro urbano da cidade de Miranda do Norte (uma das mais feias cidades do país), e um serviço muito mau feito, bem como no povoado Pedreira, já em Santa Rita, também de qualidade duvidosa.

Paciência! Vou continuar esperançoso que a (?) bancada parlamentar maranhense no Congresso Nacional, deixe de bater palminhas e oferecer o saboroso Guaraná Jesus ao presidente Jair Bolsonaro e tenha coragem de cobrar o que ele prometeu quando visitou a estrada aqui no Maranhão.

Enquanto isso, em outros estados por onde passa a nossa 135, tem sido bem cuidada e duplicada, já que tem o Dnit forte e atuante, ao contrário da superintendência do Maranhão, que padece de uma sonolência permanente e profunda, não cumprindo sua obrigação.

Como diz a história: Maranhão, que terra boa, onde o poeta nasceu!

 

 

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Hildo Rocha e Flávio Furtado discutem demandas e definem estratégias para o fortalecimento do governo municipal de Duque Bacelar

O deputado federal Hildo Rocha e o prefeito Flávio Furtado se reuniram a fim de discutir ações voltadas para o fortalecimento do governo municipal de Duque Bacelar. Municipalista, conhecedor da realidade dos municípios maranhenses, o parlamentar destacou que no momento a maior dificuldade enfrentada pelo prefeito Flávio Furtado é na área da saúde.

O deputado ressaltou que administrar um município em meio a uma pandemia como a que hora vivenciamos é tarefa difícil, as dificuldades são imensas especialmente no setor da saúde porque apenas os recursos provenientes do SUS são insuficientes para cobrir as despesas de manutenção dos hospitais e postos de saúde.

“O prefeito Flávio Furtado tem muitas demandas. Irei trabalhar para, na medida do possível, atender algumas, especialmente as mais urgentes como é o caso da Saúde setor onde as dificuldades são imensas porque o funcionamento do hospital é muito caro, o que o prefeito recebe do Sistema Único de Saúde (SUS), é insuficiente para o custeio de todas as despesas. Atualmente o prefeito é obrigado a remanejar recursos, ou seja, para poder honrar os compromissos com profissionais da saúde e fornecedores, ele é obrigado a aplicar recursos do Fundo de Participação para complementar o pagamento das despesas”, comentou Hildo Rocha.

Infraestrutura 

O deputado disse que além da demanda referente ao setor da Saúde, o município também necessita de apoio nos setores da infraestrutura, carece de abastecimento de água e necessita de melhorias das estradas municipais.

“O prefeito Flávio me pediu ajuda para melhorar a infraestrutura do município e manifestou interesse em adquirir um carro para fazer serviços da secretaria da Saúde, melhorias no SAMU, uma nova ambulância e implantar sistemas de abastecimento de água em povoados”, informou Hildo Rocha.

Bom governo se faz com bons parceiros 

O prefeito Flávio Furtado destacou que para fazer um bom governo é imprescindível contar com bons parceiros. “Você é parceiro de Duque Bacelar e será o parceiro que nós precisamos para dar às famílias do nosso município uma saúde de melhor qualidade, uma infraestrutura eficiente, educação de qualidade para as crianças e os jovens, e ofertar bons serviços para a população de modo geral. Bom governo se faz com grandes parceiros e sei que você é um grande parceiro, deputado Hildo Rocha”, afirmou Furtado.

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Prefeitura de Cajari inicia asfaltamento em ruas do município

A Prefeitura de Cajari iniciou nesta quinta-feira (1) a recuperação das principais ruas da cidade. A primeira rua a ser contemplada com o serviço é a Benedito Mendonça, localizada no centro da cidade. O local já recebeu a primeira camada de asfalto.

 

Prefeita Dra. Maria Félix inspeciona inicio do asfaltamento da cidade de Cajari.

O início das obras de recuperação de vias do município foi divulgado nas redes sociais da Prefeitura de Cajari e da prefeita Dra. Maria Félix, que em menos de 100 dias de gestão, vem trabalhando constantemente para melhorar a qualidade de vida dos cajarienses.

 

Nos próximos dias o asfalto vai chegar em outros locais:

 

Rua da Barragem

Travessa das Flores

Praça Nossa Senhora de Fátima

 

Nas redes sociais, a prefeita de Cajari destacou as ações na cidade. “O trabalho não para! A Rua Benedito Mendonça está recebendo asfalto de qualidade, que vai promover mais mobilidade urbana para a nossa cidade. O meu compromisso como prefeita de Cajari vai além de trazer infraestrutura para nossos moradores, é também proporcionar desenvolvimento para as atividades econômicas e facilidade de deslocamento no nosso município”, destacou Dra. Maria Félix, prefeita de Cajari.

Redação : Elirdes Soares

 

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Flávio Dino relembra a importância de Brandão para o início de sua vida na política eleitoral

Durante a solenidade virtual que aconteceu nesta segunda-feira (29), de anúncio de novas obras para a cidade de Caxias – entre elas a ampliação do prédio de Ciências da Saúde da UEMA -, o governador Flávio Dino fez questão de agradecer, publicamente, ao vice-governador Carlos Brandão por sua retidão, lealdade e parceria no governo, mantida há seis anos.

Flávio aproveitou para recordar que, há 15 anos, quando entrava na política eleitoral, recebeu o apoio de lideranças importantes da cidade de Caxias, como Humberto e Cleide Coutinho. E fez um adendo, dizendo que essas lideranças apoiavam a trajetória política de Carlos Brandão, que abriu mão desses apoios para que o governador pudesse viabilizar sua candidatura a deputado federal a partir de Caxias.

“Quem ia ter o apoio do grupo liderado pelo Humberto era o Brandão; e ele num gesto de cortesia, de amizade e de fraternidade, na época, se dirigiu ao então governador Zé Reinaldo e disse que concordava que houvesse essa inserção minha na política eleitoral, a partir da cidade de Caxias. Brandão tem sido correto comigo nesses anos todos, desde esse momento inaugural, em 2006, e agora no exercício do Governo”, assinalou Flávio.
O governador também voltou a afirmar que deixa o governo em abril do próximo ano e que Brandão, como governador, continuará as obras por ele deixadas.

Além da expansão do prédio de Ciências da Saúde da UEMA, Caxias também vai receber um Restaurante Popular, um parque ambiental e uma Praça da Família, em investimentos que ultrapassam R$ 15 milhões.

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Conhece o projeto que leva comida para animais de rua na cidade? Entrevista com a idealizadora em Imperatriz

Repórteres: Rodrigo Araújo e Kárita Motta (Esta foi a primeira reportagem da minha neta Kaká que cursa jornalismo na UFMA em Imperatriz, e resolvi postar e homenageá-la)

Fotos: Acervo Amor Por Patinhas

A advogada Janiny Santos Andrade, uma das idealizadoras do projeto ‘Amor Por Patinhas’, que alimenta animais de rua em Imperatriz, conta que teve a ideia criar um projeto em janeiro de 2020. Durante suas atividades físicas no Complexo Barjonas Lobão(fiqueninho) em Imperatriz, percebeu que muitos animais abandonados que moravam por ali não tinham o que comer. Ela pensou então em montar comedouros e bebedouros utilizando cano pvc, material barato e com alta durabilidade.

O projeto ‘Amor Por Patinhas’ completou em janeiro de 2021 um ano de existência, neste primeiro ano houve um acolhimento de diversos apoiadores como comerciantes e voluntários que buscam sempre manter os comedouros limpos e abastecidos, pois a principal dificuldade do projeto é a manutenção que precisa ser diária. Quer saber mais sobre as ações, vem conferir a entrevista:

 

 Imperatriz Notícias:  De quem foi a iniciativa do projeto?

Janiny Santos Andrade: Então, eu comecei né, eu tive a ideia quando eu vi que havia uma necessidade dos animais a todo momento, muitos animais, o fluxo muito grande e então eu falei com a Etieny, e ela super apoiou, foi muito rápido, nós já começamos a divulgar e começamos a juntar dinheiro, fizemos o orçamento e compramos os materiais pra fazer os primeiros comedouros.

 Imperatriz Notícias: Como surgiu o projeto “amor por patinhas”?

JSA: Então, o projeto deu início dia 20 de janeiro de 2020,salvo engano, eu e a Etieny Maia fazíamos caminhada no fiqueninho, éramos vizinhas e quando eu ia sempre levava ração, por que tem gatos que moram lá, certo, e eu comecei a ver na internet algum tipo de pote, alguma coisa que pudesse ficar lá para outras pessoas colocarem, né, eu e ela revezar, e aí eu vi a ideia dos canos e achei bastante interessante, foi aí que eu fiz a proposta para ela, pra gente primeiro comprar só eu e ela mesmo e colocar apenas no fiqueninho, só que aí nós começamos a divulgar a ideia e conseguimos outras pessoas que também tiveram interesse em ajudar e aí conseguimos comprar uma quantia de canos e mandar fazer mais para colocar na cidade só que ainda não tínhamos autorização da prefeitura né, e aí nós fomos atrás  da autorização, acho que foi na secretaria de planejamento.

“eu e a Etieny Maia fazíamos caminhada no fiqueninho, éramos vizinhas e quando eu ia sempre levava ração, por que tem gatos que moram lá, certo, e eu comecei a ver na internet algum tipo de pote, alguma coisa que pudesse ficar lá para outras pessoas colocarem”

 IN: Qual o maior desafio enfrentado pelo projeto?

JSA: Então, eu acredito que o maior desafio que é enfrentado até hoje é a questão do abastecimento e da limpeza, certo, porque todos os dias os canos, eles tem que ser limpos e reabastecidos , e procuramos colocar em pontos específicos da cidade né, no fiqueninho, na beira rio, tem na praça brasil ou na praça da cultura que tem outro, também tem outros pontos , além de em lugares privados também, onde as pessoas propuseram a ajudar, a limpar e a abastecer, só que é bem complicado isso, conscientizar as pessoas a ajudarem, a verem os locais lá e colocar um pouco de ração, colocar água, se tiver sujo, ajudar a limpar, e não só os voluntários né , mas assim, qualquer pessoa, ela pode tá ajudando, tá fazendo sua parte, porque na verdade é um conjunto né, onde só quem se beneficia na verdade é os animais, então, eu acredito que o maior desafio seja esse e além que tem  muitos outros animais abandonados nos bairros né , então assim, eu acredito que precisamos de mais doações para fazer mais e além disso, mais ainda a ajuda das pessoas para conseguir dar continuidade na limpeza e no abastecimento.

 IN: O projeto recebe apoio e incentivos financeiros de ongs?

JSA: Não, não recebemos apoio financeiro de ongs, na verdade todo o projeto gira em torno das pessoas que se propuseram a ajudar, voluntários mesmo, pessoas particulares e outras pessoas que tem interesse de colocar na sua porta que pagaram também pelo kit, que é o comedouro e o bebedouro, onde o dinheiro é todo revestido para fazer mais materiais e pagar a pessoa que faz pra gente os adesivos e para colocar nos lugares.

 IN: A pandemia revelou diversos problemas em nossa sociedade, com o isolamento social, o número de animais abandonados cresceu?

JSA: Olha, em dados estatísticos eu não vou saber te responder, mas eu acredito que sim, as pessoas além de estarem assustadas, é um momento muito crítico e sensível e infelizmente os animais foram deixados de lado, nós percebemos que cada vez mais os animais são abandonados na rua, cabe ressaltar que nenhum momento  quando nos colocamos um comedouro e um bebedouro na rua, nenhum momento é para incentivar o abandono de animais, nós sempre ressaltamos a ideia que o certo é adotar um animal, mas nós sabemos que nem todas as pessoas podem, a condição financeira também, às vezes não permite, a pessoa já pode ter um outro animal, enfim, são diversos fatores, só que sempre aconselhamos da castração e da adoção, né, só que infelizmente os animais que já estão na rua, eles não podem passar fome, é um absurdo e assim, eu acredito muito na sensibilidade do ser humano, eu fico muito triste e acredito que muitas pessoas ficam, então, infelizmente nesse quadro que nós estamos vivendo, provavelmente deve ter crescido sim, esse número de abandonos de animais, até por questões financeiras e questões pessoais.

 IN: O que mais te emocionou nesse período em que o projeto existe?

JSA: Olha, eu acho que o mais gratificante, não é as pessoas elogiando a iniciativa, mas sim quando nós vemos o resultado ali né, os animais se alimentando, tendo aquela fonte de alimento naquele horário que ele quer, na beira rio a comida acaba muito rápido, a ração, no fiqueninho também, todos assim então é gratificante você alimentar um animal e ver que você tá saciando uma fome de um bichinho, apesar que nós não temos como mudar o mundo, entendeu, enfim, são coisas que vai além de qualquer gratificação, mas o pouco que nós fazemos né, acho que já muda muita coisa, então assim, se cada um fizesse a sua parte, colocasse, não precisa de um comedouro, às vezes você lavar dentro do carro, na sua bolsa um pouquinho de ração pra quando você ver um animal passando fome, colocar, eu acho que isso não tem preço.

 IN:  Como ter um comedouro e bebedouro em uma casa ou empreendimento comercial?

“JSA: Então, quem tiver interesse em ter um bebedouro e um comedouro, pode estar entrando em contato, nós pegamos determinada quantia, fazemos o material e entregamos para eles e esse dinheiro já revestimos em fazer mais pares”

JSA: Então, quem tiver interesse em ter um bebedouro e um comedouro, pode estar entrando em contato, nós pegamos determinada quantia, fazemos o material e entregamos para eles e esse dinheiro já revestimos em fazer mais pares, inclusive já tem várias casas e empreendimentos que já fizeram isso e tem nas suas portas, como voluntários.

 RA: Como ajudar o projeto?

JSA: É bem simples, para ajudar o projeto você pode estar entrando em contato pelo Instagram, falando comigo ou com a Etieny no direct, nós temos um grupo também, onde se fala sobre animais que estão abandonados, castração, etc., para fazer a rotatividade de limpeza do projeto, mas também pra quem não quiser participar do grupo, para quem não tiver tempo, ela pode simplesmente doar certa quantia, doar certa razão, ela pode simplesmente comprar em alguma venda alguma ração e colocar no comedouro, colocar água no bebedouro, fazer a limpeza, fazer sua parte da forma como a pessoa achar melhor, hoje, graças a deus, a gente tem umas voluntárias que sempre estão ajudando, que sempre estão fazendo a limpeza e sempre fazendo a reposição de ração.

 KM: Quais os contatos para maiores informações sobre o projeto “amor por patinhas”?

JSA: Pode estar entrando em contanto no Instagram do @amorporpatinhasitz.

 

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