Quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020.

Pleito do deputado Hildo Rocha, em defesa dos irrigantes dos Tabuleiros de São Bernardo, é atendido pelo DNOCS

O deputado Hildo Rocha usou a tribuna da Câmara Federal para agradecer ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), que decidiu rever a suspensão dos pagamentos das contas de energia dos produtores inscritos no Projeto Tabuleiros do São Bernardo.

 

A decisão do órgão atende a uma reivindicação que o parlamentar apresentou em defesa dos irrigantes que passam por grandes dificuldades em razão da falta de assistência por parte dos governos estadual e federal.

 

Rocha enfatizou que no Maranhão existem três grandes perímetros irrigados, todos construídos com dinheiro público. “O maior é o Tabuleiro de São Bernardo, localizado no Baixo Parnaíba, na cidade de Magalhães de Almeida, um projeto com 11 mil hectares que até hoje não foi concluído”, disse o parlamentar.

 

Cooperação mantida: energia será religada

O deputado destacou que o DNOCS decidiu suspender os pagamentos das contas de energia dos pequenos irrigantes do projeto e cortar o contrato com a Cemar (Equatorial).

 

“Estive em Fortaleza, Ceará, na sede do DNOCS, com representantes dos irrigantes e com o Prefeito Tadeu, de Magalhães de Almeida, em busca de uma solução para essa questão. O diretor-geral do DNOCS, Sr. José Rosilônio Magalhães, se comprometeu em acatar as nossas reivindicações e visitar o projeto a fim de conhecer a realidade. Ele esteve em Magalhães de Almeida, na área dos tabuleiros, cumpriu a promessa, conheceu o projeto, se impressionou com o potencial dos tabuleiros e decidiu rever a sua decisão de cortar a energia. A sensatez prevaleceu. Quero parabenizar o Rosilônio”, ressaltou o parlamentar.

 

Conclusão do projeto

No encontro de Fortaleza, também ficou acertado que o DNOCS irá concluir a implantação desse projeto. “Espero que o Presidente Jair Bolsonaro apoie esse projeto, porque, sem dúvida nenhuma, será uma das maiores obras que ele pode fazer no Maranhão, possibilitando assim, que mais de duas mil famílias possam ter uma renda estimada em 10 salários mínimos, tirada da terra, tirada, ali das margens do Rio Parnaíba”, disse Hildo Rocha.

 

DNOCS: mais de um século a serviço do Nordeste brasileiro

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), criado em 21 de outubro de 1909, pelo então Presidente Nilo Peçanha, é a mais antiga instituição federal com atuação no Nordeste. O órgão foi o primeiro a estudar a problemática do semiárido.

 

O DNOCS constrói açudes, estradas, pontes, portos, ferrovias, hospitais e campos de pouso, entre outras atividades. Até a criação da SUDENE, era o único responsável pelo socorro às populações flageladas pelas cíclicas secas que assolam a região.

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HISTÓRIAS DE SÃO LUÍS MARÇAL TOLENTINO SERRA E FELIPÃO: CONQUISTAS, EXCENTRICIDADES E SIMILIARIDADES.

O insucesso da seleção brasileira na Copa de 2014 é ainda comentado em qualquer roda de conversa onde o assunto seja futebol, muitos se credita a derrota para a poderosa Alemanha a teimosia do técnico Luís Felipe Scolari, o Felipão. Alguns ainda o chamam de ultrapassado, outros de um simples motivador, na verdade um coach motivacional. O certo é que Luís Felipe Scolari é o técnico mais bem-sucedido da história recente do futebol brasileiro.

Aqui no Maranhão nós tivemos diversos técnicos vencedores, entretanto, o maior de todos, vencedor em todos os clubes em que dirigiu e o primeiro técnico e o único maranhense com um título de Campeão Brasileiro. Campeão Brasileiro da Série B, o antigo Brasileirinho, conquistado pelo Sampaio Corrêa Futebol Clube, trata-se do excepcional e estratégico Marçal Tolentino Serra e como Felipão, era extremamente contraditório, com métodos de treinamento discutíveis e o primeiro a criar uma família no futebol: a família do Marçal. A família Scolari veio depois.

Marçal Tolentino Serra era um treinador motivador, costumava proteger os seus “atletas”, e os protegia de qualquer insatisfação da torcida, diretoria e imprensa. Fechava o grupo como se diz hoje no futebol e não recusava umas cervejas mesmo nas vésperas de um super-clássico. Nestas ocasiões bebericava até as 23 horas e a partir daí todos iam para as suas casas. Tinha a absoluta confiança dos jogadores e a eles se dirigia como “moçada”. Era um dialogo simples e que qualquer “boleiro” entendia, tipo: “vamos lá moçada, vamos ganhar, vocês são os melhores,…”. Com um discurso pronto se fez campeão e adquiriu respeito no mundo futebolístico maranhense e brasileiro.

Marçal Tolentino Serra foi da época de Bero, o nosso Alberino Francisco de Paula, outro excelente treinador. Este sem método ortodoxo de treinamento, lembrava mais o Tite, o vitorioso técnico corintiano e atual comandante da seleção brasileira. Cerebral, calmo e de poucas palavras, conduziu a Bolívia Querida em diversos títulos regionais. Bero é piauiense e ainda deve trabalhar no futebol da terra ou do céu.

Ambos os treinadores recebiam críticas da imprensa, algumas justíssimas, outras nem tanto. O melhor comentarista de futebol do Maranhão e do Brasil, o mais emblemático torcedor boliviano, Herbert Fontenele, com passagens em todas as rádios de São Luís, sempre comentou os jogos do Sampaio Corrêa com uma parcialidade apaixonada, seria o nosso Juca Kfouri comentando algum jogo do seu Corinthians, e sempre que podia, Fontenele criticava os métodos de treinamento de um ou de outro, em um exagerado amor pela Bolívia Querida.

Marçal Tolentino Serra e Alberino Francisco de Paulo, são inimitáveis na sua excepcionalidade arte de condução de um time de futebol, nem mesmo o carismático e um dos maiores vencedores pela Bolívia Querida, o treinador Nelson Gama, se compara com estes dois expoentes do futebol maranhense

Felipão sempre treinou grandes clubes e seleções. Marçal Tolentino Serra teve a felicidade de comandar o excepcional time do Brasileirinho de 1972: Jurandir, Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdeci; Gojoba e Edmilson Leite; Lima, Djalma Campo, Pelezinho e Jaldemir. Felipão não teve esta sorte. Jamais dirigiu a Bolívia Querida.
HAMILTON RAPOSO DE MIRANDA FILHO

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Projeto proíbe carro a combustão no Brasil. Fabricantes dizem ser inviável

© Agência Brasil/Reprodução –
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (12), um projeto de lei que proíbe a venda veículos movidos a gasolina e diesel a partir de 1º de janeiro de 2030.
Com isso, apenas os carros abastecidos com biocombustíveis (como, etanol) ou elétricos, poderiam ser vendidos normalmente. O PLS 304/2017 ainda determina a proibição da circulação de veículos a combustão no país, a partir de 2040.
Neste caso, haveria algumas exceções: automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos ou carros de visitantes estrangeiros poderão rodar pelas ruas brasileiras mesmo que movidos a combustíveis fósseis.

A proposta foi feita pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e é contestada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Segundo a assessoria da associação, é inviável alcançar tal meta em um prazo de dez anos.
A Anfavea ainda lembra sobre o Rota 2030, aprovada pelo Congresso Nacional em 2018, e afirma que as fabricantes já estão seguindo o programa.
O Rota 2030 define regras para a fabricação dos automóveis produzidos e comercializados no Brasil durante os 15 anos. O objetivo é modernizar o setor de autopeças e de eficiência energética.

De acordo com a Anfavea, antes da aprovação da PLS é importante que seja discutido qual matriz energética será usada e qual sua capacidade.
A associação afirmou que foi à Comissão de Meio Ambiente (CMA) em outubro do ano passado para explicar a inviabilidade de um projeto parecido com este aprovado ontem, e que está aberta para novos debates sobre o tema.

Em seu projeto, o senador sustenta que o Brasil já possui soluções tecnológicas para a questão, colocando como principais delas: os carros movidos a eletricidade e carregados em tomadas da rede elétrica e os abastecidos como biocombustíveis.

Outros países já aderiram à programas similares com o objetivo de sanar os problemas com emissões. A Índia e a Holanda estipularam 2030 como data limite para o fim das vendas de veículos a combustão.

Reino Unido e França colocaram o limite para venda em 2040, enquanto a Noruega pretende colocar em prática em 2025 a iniciativa.
De acordo com o senador, a queima dos combustíveis fósseis é responsável por ao menos um sexto da emissão de dióxido de carbono na atmosfera.

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Pangolim, mamífero em extinção, pode ser possível hospedeiro intermediário do coronavírus, dizem cientistas chineses.

O pangolim, um pequeno mamífero conhecido por suas escamas e ameaçado de extinção, pode ter tido um papel intermediário na transmissão ao homem do novo coronavírus, que já matou mais de 600 pessoas na China, de acordo com as agências de notícias Reuters e France Presse.

A afirmação é de pesquisadores da Universidade de Agricultura do Sul da China. Eles identificaram o pangolim como um possível “hospedeiro intermediário” que facilitou a transmissão do vírus, informou a universidade em um comunicado, sem dar mais detalhes.

“Esta última descoberta será de grande importância para a prevenção e o controle da origem [do vírus]”, informou a Universidade Agrícola do Sul da China, que liderou a pesquisa, em comunicado em seu site.

 Dirk Pfeiffer, professor de veterinária da Universidade da Cidade de Hong Kong, alertou que o estudo ainda está longe de provar que os pangolins transmitiram o vírus, segundo relato à Reuters.

“Você só pode tirar conclusões mais definitivas se comparar a prevalência [do coronavírus] entre espécies diferentes com base em amostras representativas, o que essas quase certamente não são”, afirmou Dirk Pfeiffer.

Mesmo assim, Pfeiffer afirma que ainda é necessário estabelecer um vínculo com os seres humanos através dos mercados de alimentos de Wuhan, considerado o ponto inicial da transmissão do vírus.

Embora protegido pelas leis internacionais, o pangolim é um dos mamíferos mais traficados da Ásia. Sua carne é considerada uma iguaria em países como a China e o Vietnã e suas escamas são usadas na medicina tradicional, de acordo com a organização não-governamental World Wildlife Fund (WWF).

Em 2016, a Convenção Internacional sobre o Comércio de Espécies Selvagens Ameaçadas de Extinção introduziu o pangolim em uma lista que proíbe sua comercialização. De acordo com as ONGs, porém, apesar desta medida, o tráfico ilegal dessa espécie continua aumentando.

Do morcego ao pangolim

Pesquisas anteriores já traçaram que os genomas do 2019-nCOV e os que circulam no morcego são 96% idênticos.

Novo coronavírus pode ter vindo de morcegos, indica pesquisa

O vírus do morcego não é, porém, capaz de se fixar em humanos receptores e, sem dúvida, precisa passar por outra espécie para se adaptar ao homem, o que é chamado de “hospedeiro intermediário”.

 

Uma das possibilidades investigadas pelos cientistas é a de que os morcegos são o reservatório do vírus, que se espalhou de morcegos para humanos através do tráfego ilegal de pangolins.

 

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Dino ironiza ideia de Bolsonaro de zerar ICMS: “Só levo Guedes a sério”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou, nesta quinta-feira (6), em entrevista ao Congresso em Foco, a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de propor a eliminação da cobrança do ICMS dos combustíveis, algo que resultaria na perda de arrecadação dos estados.

“Como o Bolsonaro já declarou várias vezes que não entende nada de economia e tudo tem que ser tratado com Guedes, a gente realmente só leva a sério quando for o Paulo Guedes propondo”, afirmou. O ministro da Economia não se pronunciou publicamente sobre o tema.

“Isso que Bolsonaro fala na porta do Palácio não dá para levar a sério porque o governo dele só dura 15 minutos por dia, que é o tempo que ele dá aquela entrevista, depois não tem mais governo, depende do Paulo Guedes, quando ele propuser a gente vai debater no âmbito da reforma tributária,  que é o único lugar possível”, disse o governador do PCdoB.

A ideia é que o imposto estadual seja cobrado, no caso dos combustíveis, sobre o valor que sai da refinaria, fixo, em vez de incidir sobre o preço cobrado nos postos, que é maior.

Na segunda-feira (3), 23 dos 27 governadores do país assinaram uma nota, sugerindo que Bolsonaro cortasse os tributos federais ao invés de interferir no ICMS. Não endossaram a nota os governadores Gladson Cameli (PP-AC), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Carlesse (DEM-TO) e Marcos Rocha (PSL-RO).

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SÃO BENTO – Interdição de abatedouro é determinada a pedido do MPMA

Atendendo a pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça determinou, no dia 9 de janeiro, a interdição, no prazo de 30 dias, do abatedouro do Município de São Bento.

O requerimento foi feito em Ação Civil Pública formulada pela promotora de justiça Laura Amélia Barbosa. A decisão liminar foi proferida pelo juiz José Ribamar Dias Júnior.

Na ação, também foi requerida a adequação do novo abatedouro, já construído no povoado de Iguarapiranga.

PROCEDIMENTO

Em agosto de 2019, o MPMA instaurou procedimento instruindo que providências fossem tomadas para a melhoria das condições de funcionamento do abatedouro. O pedido foi realizado com base no relatório da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA).

documento atestou que o abatedouro não possui responsável técnico para a inspeção dos animais, a água utilizada não tem tratamento, dejetos são jogados a céu aberto e a limpeza dos utensílios é realizada sem o uso de desinfetantes industriais.”Não foram encontrados equipamentos, vasilhames ou instrumentos mínimos necessários ao abate. Não há câmaras frigoríficas”, destacou o relatório.

VISTORIA

A equipe da Promotoria de Justiça esteve no dia 28 de agosto de 2019 em São Bento, quando constatou as condições descritas no relatório da Aged. Açougueiros relataram que, no período de inverno, a situação piora e o odor é mais forte. Também informaram que existe um prédio construído para funcionar o novo abatedouro da cidade. Porém, a mudança ainda não foi realizada porque o local não possui a estrutura necessária.

O Ministério Público notificou o prefeito de São Bento, Luiz Gonzaga Barros. Em audiência, realizada em setembro de 2019, foi sugerida ao prefeito a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Porém, a proposta foi recusada. O gestor afirmou que, no prazo de 30 dias, o problema seria solucionado, o que não ocorreu.

A equipe da Promotoria de Justiça visitou o povoado Iguarapiranga, onde funcionaria o novo abatedouro de São Bento. Foi verificada a existência do prédio, mas com aspecto de abandono e sem sinal de reforma.

SANÇÕES

No caso de descumprimento da decisão, medidas coercitivas poderão ser adotadas.

Redação: CCOM-MPMA

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HISTÓRIAS DE SÃO LUÍS: RITMOS, FESTAS E DANÇAS DO MARANHÃO.

Paga-se um preço muito alto por ser maranhense ou por viver no Maranhão. Morar no Maranhão é um motivo de agradecimento diário a Deus. São poucos os privilegiados, entretanto, com tantas benesses, folias e alegrias que Deus concede ao maranhense, ele exige dos nativos ou daqueles que por aqui aportam, um preparo físico excepcional e muita disposição para seguir tantos ritmos e musicalidade existentes nesta cidade e neste estado abençoado por uma cultura rica e diversificada.
O Maranhão é um estado cosmopolita, e o ano começa parecido como em todos os estados da federação, a diferença começa logo na primeira semana de janeiro com a festa de Reis e a queimação de palhinha, uma tradição católica musicada por uma turma que faz festa o ano inteiro no bairro Madre Deus e hoje fazendo parte do calendário turístico e cultural de São Luís, a queimação de palhinha .
Independentemente da tradição católica, neste mesmo período, começa o carnaval do Maranhão, o mais rico do Brasil, o mais bonito, o mais plural de todos os carnavais brasileiros; com seus ritmos, batuques e batucadas em uma indescritível singularidade. São tribos de índios, blocos tradicionais, blocos organizados ou charangas, blocos afros, blocos de sujo, escolas de samba com a mais autêntica de todas as escolas de samba do Brasil, o Fuzileiro da Fuzarca, a casinha da roça com um tambor afiado e o baralho, uma brincadeira afro-musical, agora devidamente miscigenada, que mistura reco-reco, pandeiro e violão.
O tambor de crioula é patrimônio cultural do Maranhão e da humanidade. O ritmo, a batucada e a umbigada ocorrem durante o ano todo e mais precisamente em louvor a São Benedito, principalmente o Tambor de Crioula de Cururupu. O tambor de crioula é uma manifestação musical essencialmente comemorativa e sempre presente nas festas populares do Maranhão.
O tambor de Mina é religioso, quando se dança na Mina é por questão religiosa e aí todo cuidado é pouco para não contrariar o santo ou a entidade. O tambor de Mina é único, só é tocado no Maranhão, e a Mina é a mais autêntica manifestação religiosa dos afros descendentes dos Daomés.
Em maio acontece a festa do Divino Espírito Santo em São Luís, Alcântara, na baixada maranhense e na região dos cocais. As batidas das caixas e o canto das caixeiras transcendem a originalidade e expressam a religiosidade e a cultura do maranhense.
O bumba meu boi de todos os sotaques, de pandeirões, matraca, costa de mão, zabumba e orquestra é orgulho do Maranhão e do Brasil, patrimônio cultural humanidade, é a nossa maior riqueza cultural.
O baile de caixa acontece em Guimarães, Viana, Cajapió e Penalva e têm início durante as festas do Divino Espírito Santo e se estende por todo o período junino.
Na região do Munim no período de junho a dezembro o maranhense dança o Pela-Porco de Rosário ou a dança do Lêle de São Simão. O Lêle de São Simão é patrimônio cultural da cidade de Rosário e mostra a influência francesa na cultura maranhense nesta belíssima dança de salão, musicada por diversos instrumentos musicais.
O Cacuriá atual, de como ele é apresentado, parece que foi uma invenção de D. Teté, ela sem dúvida foi a grande divulgadora do ritmo e da dança. O Cacuriá faz parte das festas em homenagem ao Divino Espírito Santo. Coube a D. Teté a introdução de instrumentos musicais às tradicionais caixas e a expansão e popularização da dança durante as festas juninas.
A festa ou dança de São Gonçalo é de origem portuguesa e uma homenagem ao Santo, tido como casamenteiro e dançarino. Conta a história que São Gonçalo convertia as donzelas dançando. A dança de São Gonçalo no Maranhão se dá através de uma promessa ou devoção, e acontece sempre em frente ao altar com a imagem do Santo dançarino.
Caixa, cuíca, cabaça, toadas improvisadas e muita animação, somada a beleza natural de Tutóia, pode acreditar que é a dança do caroço.
Na região dos cocais, uma dança de roda em que os dançantes com côfo e machado, rodopiam animadamente ao som de pandeiros, cuícas, caixas e batida da palma das mãos, simulando de forma festiva e musical o trabalho nos babaçuais; se tem a dança do coco como ritmo e dança peculiares do médio sertão.
O ano termina com os pastores no ciclo natalino, manifestação cultural que mescla canto, dança e drama, tudo ao som de clarinete, violão, violino, saxofone, pandeiro e trombone. A manifestação rítmica e cultural sempre é vista em Guimarães, Mirinzal, Cururupu, Humberto Campos, Alcântara e São Luís. E mesma turma animada que começa o ano na Madre Deus com a festa de Reis, encerra o ano com os Pastores do Natal.
Viva o Maranhão, o estado mais rico em cultura do mundo!
HAMILTON RAPOSO DE MIRANDA FILHO.

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Presidente da Câmara diz que ministro da Educação é um desastre

O presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quinta-feira (30), que é necessário estabelecer as diferenças entre os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Abraham Weintraub da Educação.

Na quarta, Maia fez críticas a ambos durante o Latin America Investment Conference 2020, promovido pelo banco Credit Suisse, em São Paulo.
Nesta quinta, ele baixou o tom em relação ao titular do Meio Ambiente. Sobre o trabalho de Weintraub, porém, Maia manteve a avaliação de que a Educação vai mal e que as consequências serão longas.

“O ministro da Educação atrapalha o Brasil, atrapalha o futuro das nossas crianças, está comprometendo o futuro de muitas gerações. A cada ano que se perde com a ineficiência , com discurso ideológico, com a péssima qualidade na administração, [isso] acaba prejudicando os anos seguintes da nossa sociedade”, afirmou, após debate sobre a agenda econômica.
Para ele, Salles, de fato, radicalizou no ano passado, estremecendo as relações com entidades do setor, mas considerou o ministro um quadro de muita qualidade.

“Apenas acho que como ele conduziu no ano passado, para ele restabelecer essa relação não sera simples”, disse.
Então, não é uma crítica ao ministro, mas uma crítica se ela vai saber dialogar com os segmentos.”

Já o ministro da Educação, para o presidente da Câmara, seria um desastre. “Acho que ele brinca com o futuro de milhares de crianças, mas se vai demitir ou exonerar, isso não é problema meu.”

​Maia também afirmou que suas avaliações sobre a qualidade dos ministros não deveria ser entendidas como críticas ao presidente Jair Bolsonaro, com quem diz ter atingido um ótimo relacionamento.

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HISTÓRIAS DE SÃO LUIS. O EXAME DE ADMISSÃO, AOS PROFESSORES COM AFETO!

O ENEM grosseiramente substituiu a expectativa do vestibular. Acabou o sonho da lista de classificação, a tortura dos rádios de pilha e os gritos esfuziantes da vitória e o choro daqueles que não lograram êxito. 

Os cursinhos eram a assinatura e a marca registrada da época dos vestibulares. Os cursinhos do Professor José Maria do Amaral e do Professor Horácio eram voltados para a área médica. O CIPE do Professor Marcus Vinicius para a área técnica e o do Professor Alberico Carneiro para a área humanas. Quem quisesse passar, passava por um desses cursinhos. Era a certeza de um aprendizado eficaz.
Algumas características da época são inesquecíveis e devem ser lembradas, como os bonequinhos do “amar é…” adesivados nos cadernos das alunas mais românticas dos cursinhos e o retrato em 3 x 4 da namorada guardado visivelmente na carteira. Trazer o retrato da namorada era a prova maior de fidelidade e de namoro sério.
Entretanto, bem antes do vestibular e dos retratos em 3 x 4 ou dos adesivos nos cadernos, existia o exame de admissão e pouca gente se lembra, a turma mais jovem não sabe o que é um exame de admissão, não tem ideia do que seja este processo seletivo.
O exame de admissão era uma situação imprescindível para o aluno ascender do curso primário para o ginásio, ou do ginásio para o curso científico. O exame era realizado tanto pelas escolas públicas, quanto pelas escolas privadas. O Liceu, Escola Normal, CEMA e Escola Técnica eram as instituições públicas mais requisitadas e de maior concorrência. O Marista, Rosa Castro, Atheneu, Colégio São Luís, São Vicente de Paula e Colégio Santa Teresa estavam entre as escolas de maior procura da rede privada. Não restava outra opção que não fosse este exame de seleção.
O preparativo era tão intenso quanto o vestibular, e a expectativa dramática!
As opções de ensino eram poucas e as aulas preparatórias, as aulas particulares, eram de fundamental importância para o ingresso em uma dessas escolas. Os professores de vasta cultura, experiência comprovada de ensino e com excesso de rigidez e exigência, sempre eram bem vistos pelos pais. A rigidez e o caráter disciplinador eram características e atributos necessários para este processo. Tudo muito diferente de hoje. Aqui valia o castigo, o puxão de orelha, o beliscão e a famosa “lição de moral”. Não existia ou não se ouvia falar em bulling.
Lembro-me de alguns professores extremamente disciplinadores e de notório saber, que fizeram parte da minha vida e de muitos da minha geração. Diversas conquistas acadêmicas e profissionais tiveram a decisiva participação destes professores. Professores como os irmãos Nascimento de Moraes (Nadir, Paulo, José e Nascimento de Moraes Filho) possuíam todas as qualidades que se espera de um professor: saber, zelo pelo aluno, autoridade e dedicação. Tenho lembrança de todos, das aulas de geografia da Professora Nadir, das aulas de português de Paulo e José Nascimento de Moraes, e da erudição de Nascimento de Moraes Filho. O Instituto Raimundo Cerveira e posteriormente o Colégio Zoé Cerveira, de propriedade da família Nascimento de Moraes, não era somente uma escola familiar, era a referência da intelectualidade maranhense a disposição do ensino.
Não existia em nenhuma outra escola com tantos “imortais” quanto o Instituto Raimundo Cerveira.
Professores como Dona Manoela, que disciplinava e ensinava os alunos do Colégio Maristas, período em que era a única pessoa do sexo feminino a ensinar naquele colégio. Professora Cota Varela, com aulas particulares disputadíssimas e com um vozeirão característico, ensinava e disciplinava com aquiescência de todos os pais e sua autoridade jamais poderia se contestada.
Tudo valeu a pena, nada foi desperdiçado, a lembrança e orgulho dos meus professores permanece, um dia terei o prazer de reencontra-los em uma outra dimensão e quem sabe, assistir uma aula e adquirir novos conhecimentos.
HAMILTON RAPOSO DE MIRANDA FILHO
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Hildo Rocha e prefeito Vagtônio Brandão inauguram balneário de Buritirana

A população de Buritirana tem agora nova área de lazer que foi inaugurada pelo prefeito Vagtônio em ato que contou com a presença do federal Hildo Rocha; do vice-prefeito James Alves; de membros da equipe de governo municipal, vereadores e lideranças políticas da região. A urbanização do açude, novo Balneário da Cidade, é composta por uma praça, boxes para o funcionamento de lanchonetes, banheiros etc. 

“Esse novo espaço de lazer vai proporcionar a geração de emprego e renda para empreendedores do mercado informal. É uma área apropriada para a prática de caminhadas, para lazer. É portanto, uma área que também proporcionará melhorias na saúde das pessoas. Todas essas conquistas foram alcançadas graças à mão forte do nosso deputado federal Hildo Rocha, a quem quero agradecer em nome da população de Buritirana”, destacou o prefeito Vagtônio Brandão.

 

Esforço recompensado

O deputado Hildo Rocha enfatizou que a chegada de mais benefícios para a população de Buritirana é o resultado do grande esforço do prefeito, da equipe de governo municipal e dos vereadores que apoiam a gestão de Vagtônio Brandão.

 

“Me sinto recompensado por também participar desse trabalho eficiente que vem sendo realizado pelo governo do prefeito Vagtônio e por sua equipe com o apoio dos vereadores. Graças ao nosso esforço hoje entregamos mais uma obra que contribui para o embelezamento da cidade e proporciona condições para a prática de atividades de lazer das famílias buritiranense” declarou o parlamentar.

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