Hildo Rocha lamenta massacre praticado contra juíza que decretou a inelegibilidade de Flávio Dino

O deputado federal Hildo Rocha lamentou a campanha difamatória praticada contra a juíza eleitoral Anelise Reginato, da Comarca de Coroatá, patrocinada pelo governo comunista. De acordo com o parlamentar, a magistrada está sendo vítima da ira comunista.

“Depois que a magistrada sentenciou a inelegibilidade de Flávio Dino, ela tem sido vítima de injúrias e difamações. O que pessoas ligadas ao governo estão fazendo contra ela é um verdadeiro massacre”, disse o parlamentar.

Omissão da Amma

Hildo Rocha fez duras críticas à Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA). “A associação dos magistrados do Maranhão, instituição que deveria defender os juízes do nosso Estado, está ajoelhada perante o governador ditador. Isso é estranho e vergonhoso”, destacou o parlamentar.

Sentença bem fundamentada

O deputado disse que a juíza Anelise Reginato é uma magistrada reconhecidamente competente e trabalha com a isenção que se espera de todos os membros do judiciário. “O governador está inelegível porque cometeu crime eleitoral, foi julgado e considerado culpado por meio de representação clara e bem fundamentada. O governador tem o direito de recorrer, mas também tem o dever de respeitar as leis, as instituições e as mulheres do judiciário brasileiro”, afirmou Hildo Rocha.

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Adriano reafirma que Flávio Dino é inelegível e denuncia avalanche de fake processo

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) ressaltou, nesta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa, que o governador Flávio Dino (PCdoB) é inelegível e que esta é a decisão judicial vigente, embora o desejo da base comunista no plenário seja contrário. O parlamentar também denunciou a avalanche de fake process, termo cunhado pelo advogado Marco Lobo, referindo-se a ações judiciais inconsistentes, impetradas pelos comunistas contra adversários políticos de Dino, que têm como objetivo conturbar o processo eleitoral.

 

“Assisto frequentemente os comunistas falarem que a oposição ao governador Flávio Dino quer ganhar no tapetão (na Justiça). E isto me deixa muito perplexo, pois tem sido constante as representações judiciais interpostas pelos comunistas contra todos nós, da oposição. Estas ações são oriundas do escritório de Carlos Lula, que é advogado e também é secretário do governador Flávio Dino. É de lá que vem as fake process”, explicou Adriano.

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Municípios maranhenses comemoram novas conquistas resultantes do persistente trabalho de Hildo Rocha em prol da Saúde Pública

A presença de Hildo Rocha nos gabinetes dos Ministros é uma prática cultivada pelo parlamentar desde o início do seu mandato de deputado federal. Rocha costuma apontar problemas; reivindicar soluções e acompanhar prefeitos nas audiências com ministros e dirigentes de órgãos públicos em busca de atendimento das demandas municipais. Essa atitude rende algum resultado prático? “Evidente que sim”, afirma Hildo Rocha.

De acordo com o parlamentar, cada reunião, cada audiência, cada ação vem sempre acompanhada de algum resultado positivo. “Um exemplo: na semana passada, acompanhado de prefeitos maranhenses, novamente estivemos reunidos com o Ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Saímos do encontro com a certeza de que a nossa luta, em prol dos ajustes dos tetos financeiros da Média e Alta Complexidade da Saúde dos municípios de Icatu e Buriticupu serão atendidos. A liberação de recursos para a construção de unidades básicas de saúde e compra de equipamentos hospitalares, para Icatu, também estão asseguradas”, comemorou Hildo Rocha.

Buriticupu 

Hildo Rocha destacou que mesmo com a crise pela qual o país atravessa e as dificuldades impostas decorrentes dessa realidade, o prefeito Zé Gomes tem conseguido manter os serviços públicos de saúde do município funcionando a contento.

“Mas, isso só é possível porque Zé Gomes tem que fazer o remanejamento de recursos, tem que diminuir os investimentos da infraestrutura, da pavimentação de ruas, da manutenção das estradas municipais, para custear as despesas da saúde. Isso não é justo. A nossa constituição diz que o financiamento da saúde pública é tripartite, ou seja, tem que ser bancado pela União, pelos Estados e pelos Municípios”, argumentou.

O deputado ressaltou que a qualidade dos serviços de saúde prestados em Buriticupu está acima da média de muitos municípios. “Hoje o município de Buriticupu oferece bons serviços de saúde pública à população, mas à custa de sacrifícios, em outras áreas,  porque o custo dos serviços de saúde são bancados, em sua maior parte, com os recursos próprios do município. Com a atualização do teto financeiro da Média e Alta Complexidade (MAC) da saúde de Buriticupu, além de melhorar mais ainda a oferta dos serviços de saúde, a prefeitura terá um pouco mais de recursos para investir nas outras áreas”, afirmou Hildo Rocha.

Outras conquistas

O parlamentar disse que graças ao esforço empreendido por ele e pelo do prefeito Zé Gomes, Buriticupu já contabiliza conquistas fundamentais no setor da saúde pública. As principais, segundo Hildo Rocha, são: emenda de R$ 600 mil para compra de equipamentos da UPA que será inaugurada em breve; emenda de R$ 800 mil para aquisição dos equipamentos da maternidade municipal; emenda de R$ 300 mil para compra de equipamentos para dois postos de saúde (um localizado no centro da cidade e o outro no povoado Primavera); emenda de R$ 270 mil para compra de equipamentos do posto de saúde do povoado Terra Bela; recursos para a aquisição de nova ambulância, gabinete odontológico e aumento das transferências de recursos federais para a saúde a partir de 2016.

Icatu

Outro município que também teve demanda discutida na reunião com o ministro da saúde foi Icatu. “Havia uma pendência referente a documentos. O prefeito Dunga conseguiu  juntar toda a documentação necessária em dezembro do ano passado, mas até o momento o aumento dos repasses para a Média e Alta Complexidade de Icatu, ainda não foi atendida. Isso não é justo pois o prefeito tem que manter os serviços apenas com recursos próprios do município que são insuficientes. O município vem produzindo mais do que recebe da União, do Fundo Nacional de Saúde. O ministro Gilberto Occhi se comprometeu em fazer a correção em no máximo dois meses”, destacou Hildo Rocha.

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Prefeito de Godofredo Viana e valoriza servidores

 

A prefeitura de Godofredo Viana efetuou, esta semana, o pagamento dos salários de todos os servidores públicos municipais.

Mesmo diante da crise financeira que continua prejudicando as cidades brasileiras, o prefeito Sissi Viana, desde o ano passado, mantém uma política permanente de valorização do funcionalismo, sempre pagando em dia os vencimentos e contribuindo, desta forma, para movimentar todos os setores da economia do município.

Sissi Viana recebeu uma prefeitura atolada em dívidas e totalmente desorganizada administrativamente e financeiramente.

Só para se ter uma ideia, a gestão passada de Godofredo Viana se negou a fazer o processo de transição determinado por lei.

O salário do funcionalismo estava atrasado, o que prejudicou milhares de famílias godofredenses.

No seu primeiro mês de governo, em 2017, Sissi, além de regularizar o pagamento do funcionalismo, ainda pagou débitos da gestão anterior, como foi o caso do 13ª salário de dezembro de 2016.

“Mesmo trabalhando com recursos escassos, de forma planejada e austera, colocamos em dia o salário do servidor, este importante agente que nos ajuda a fazer uma cidade melhor. Organizamos a gestão financeira e administrativa, o que nos proporcionou trabalhar em favor do povo executando as políticas públicas que a cidade tanto necessitava. Godofredo Viana, graças a Deus, vive um novo momento, um momento mais próspero e de realizações”, disse Sissi Viana.

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Andrea Murad cobra providências sobre o uso da PM para espionar oposicionistas do governador Flávio Dino

Pelo menos três iniciativas foram tomadas contra a espionagem que a Polícia Militar vinha promovendo, como revelado através de documentos oficiais da corporação solicitando o monitoramento eleitoral das lideranças de oposição ao governo Flávio Dino.

A deputada Andrea Murad subiu hoje (2) na tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar providências imediatas sobre o escândalo e ressaltou o silêncio do governador Flávio Dino e do secretário de segurança, Jefferson Portela, considerados pela parlamentar os mandatários da espionagem.

“Flávio Dino já atacou a imprensa, esculhambou todos que denunciaram esse crime e pediram intervenção federal na segurança pública do MA. Como sempre, ele achou que ganharia no gogó, mas foi desmascarado pelos próprios policiais. Não só se confirmou a espionagem, como deram nomes dos que estavam cobrando monitoramento eleitoral dos opositores do interior. E aí descobrimos que a cobrança estava sendo feita através do Coronel Heron, filiado ao PCdoB, partido do governador, candidato do governador em 2014, do grupo do governador, da cozinha do governador. E quem será que deu essa ordem, não é? Então viram que não tem mais o que contestar. Estão agora calados, o twitter não funciona mais para esse assunto, o governador silenciou. E agora nós vamos aguardar a providência da Procuradoria Geral da República para intervenção imediata no Sistema de Segurança Pública do Maranhão”, disse a deputada.

Uma representação à PGR foi de autoria da Deputada Andrea Murad (PRP), outra medida foi a iniciativa do próprio Procurador Regional Eleitoral, Pedro Henrique, com a instauração do Procedimento Preparatório Eleitoral, e, por fim, a representação de 10 partidos também protocolada na Procuradoria Geral da República.

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Mais violência virá se ministros do STF, juízes, MPF e até jornalistas não voltarem pra casinha. Qual casinha? A Constituição!

Mais violência virá se ministros do STF, juízes, MPF e até jornalistas não voltarem pra casinha. Qual casinha? A Constituição!

Publicada: 28/03/2018 – 7:47

Vamos torcer para que se chegue à autoria dos tiros que atingiram o ônibus que integra a caravana do PT. Trata-se de um ato criminoso. Mas eu não me negarei, não, a analisar o ambiente político em que foram disparados.

Neste blog, na coluna “Pela Ordem!”, no RedeTV! News, no programa “O É da Coisa”, na BandNews FM, nos meus comentários na Rádio Bandeirantes e na minha coluna semanal na Folha, fiz sucessivos alertas contra a desordem institucional em curso. O Ministério Público Federal, sob o comando de Rodrigo Janot, passou a se comportar como partido político. E assim continua. A permanente agressão à lei e ao decoro praticada por procuradores passa por espírito cívico, já que atuam sob a bandeira da suposta moralidade.

O clima de centro acadêmico, com juízes se comportando como adolescentes birrentos, chegou ao Supremo. A tensão em curso envolvendo o julgamento do habeas corpus preventivo de Lula é uma aberração inventada por Cármen Lúcia e por alguns doidivanas que lhe dão suporte no tribunal. A ministra transformou o que deveria ser um rito puramente jurídico num ato político, disposto a inflamar não as ruas — porque não há massas a se ocupar do caso —, mas os extremistas.

Vigaristas e pilantras que conhecem bem a Constituição — alguns com togas nos ombros — sabem, como o sabem os decentes, que não há excepcionalidade nenhuma no exame que faz o STF do habeas corpus de Lula. Como não haveria, e seria o desejável, se antecedido pela votação das Ações Declaratórias de Constitucionalidade.

Mas Cármen Lúcia, pistoleiros nas redes sociais e até em veículos de comunicação e setores da imprensa transformaram atos normais de uma corte numa grande conspiração política. E isso, acreditem, estimula a coragem dos idiotas, dos covardes e dos criminosos.

Reitero. Não foi falta de alerta. E mais violência virá por aí se procuradores não voltarem à casinha, se juízes não voltarem à casinha, se políticos não voltarem à casinha, se jornalistas não voltarem à casinha, se ministros do Supremo não voltarem à casinha.

Qual casinha? A da Constituição.

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Andrea Murad quer inspeção do Ministério Público no Hospital Macrorregional de Coroatá

Pacientes do Hospital Macrorregional de Coroatá encaminharam para a deputada Andrea Murad fotos denunciando as condições da unidade. Janelas quebradas, colchões no corredor, mato e entulhos ao redor do hospital, entre outras situações, foram registradas por pacientes e apresentadas na sessão plenária desta terça-feira (13) pela deputada.

“Todo dia chegam denúncias novas dos hospitais do Maranhão, onde o Governo tem administrado de forma muito precária e desumana com os pacientes. Hoje é o hospital macrorregional de Coroatá, referência para 72 municípios maranhenses. E ele não pode continuar sendo sucateado como demonstrado aqui nessas fotos que os próprios pacientes indignados me mandaram. Eu fico me perguntando onde é que esse Governo pensa que vai parar. Está deixando tudo se acabar. E acha que está fazendo algum mal para quem comandou a Secretaria antes quando, na verdade, o mal que eles fazem é para o próprio povo. Insumos no meio do hospital. Janela quebrada coberta com plástico. O estado das cadeiras do hospital é precário. Mato por todo lado podendo causar doenças. O hospital está essa verdadeira esculhambação. Eu quero saber se o Secretário Carlos Lula e se o Governador Flávio Dino acham isso normal, denunciou Andrea”

O Hospital foi inaugurado em 2012 e na gestão de Ricardo Murad vinha recebendo várias obras de ampliação de leitos e serviços especializados, situação que mudou com chegada do governo comunista. Andrea Murad anunciou que irá protocolar uma denúncia junto ao Ministério Público e pedir uma inspeção no local para que o governo retome a qualidade dos serviços no Hospital Macrorregional Mamede Trovão, em Coroatá.

“Já mudaram o perfil do hospital, os procedimentos de alta complexidade estão todos desativados, as UTI’s sem os requisitos e protocolos de atendimento colocando em risco a vida dos pacientes, e falta de tudo: medicamentos, material médico hospitalar, além do atraso nos salários dos funcionários e profissionais. O hospital de alta complexidade só serve para atendimento político agendados pelos cabos eleitorais de Flávio Dino que direcionou o governo para cooptação de votos a qualquer custo. E esse é o resultado que se multiplica por todo o estado. Estou preparando uma denúncia para o Ministério Público solicitando inspeção imediata na unidade. Porque o hospital de Coroatá era um exemplo e o que está sendo feito hoje é criminoso. Eu espero realmente que o governador Flávio Dino tome as medidas necessárias para que esse hospital volte a funcionar, pelo menos com decência, para que o povo tenha dignidade ali dentro”, disse.

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Adriano Sarney recorre à bancada federal em defesa do Refis para microempresas

Aprovado na Assembleia Legislativa o Requerimento 047/2018, de autoria do deputado estadual Adriano Sarney (PV), que convoca a bancada maranhense na Câmara dos Deputados e Senado Federal a rejeitar o veto presidencial ao Programa Especial de Regularização Tributária das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PERT).

“Esse programa estabelece condições especiais para o pagamento de dívidas tributárias de micro e pequenas empresas, reflexo da grave crise econômica que assolou o país nos últimos anos. É muito importante que seja rejeitado o veto presidencial, em Brasília”, disse Adriano Sarney, idealizador e presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa (FMPE), uma de suas bandeiras de luta na Assembleia Legislativa.

De acordo com o parlamentar, conforme o Requerimento, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 27% do PIB brasileiro e 57% dos empregos formais no Brasil. Por isso, é essencial evitar que 600 mil pequenas e microempresas sejam excluídas do Simples Nacional, o que implicaria, no mínimo, em dois milhões de empregos a menos. A ideia é criar, para as empresas do Simples, condições similares às estabelecidas pelo REFIS das grandes empresas, garantindo também a isonomia de tratamento prevista na Constituição

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‘Não fui consultado e não vetei’, diz Sarney sobre suposto veto ao deputado Pedro Fernandes

Em conversa com o Blog do Gérson Camarotti, o ex-presidente José Sarney (PMDB) negou que tenha vetado o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para o comando do Ministério do Trabalho.

Pedro Fernandes foi indicado pela cúpula do PTB para substituir Ronaldo Nogueira no Ministério do Trabalho, mas, nesta terça-feira (2), afirmou à TV Globo que sua nomeação para o primeiro escalão de Temer não havia sido confirmada em razão de um veto de Sarney.
“Não fui consultado e não vetei”, disse Sarney ao Blog.

 

“Ele [Pedro Fernandes] quer arrumar uma desculpa. Colocar a responsabilidade sobre as minhas costas. Se, no passado, não vetei Flávio Dino para a Embratur, não faria isso para alguém que foi nosso amigo”, complementou o ex-presidente da República, em uma referência ao atual governador do Maranhão, que presidiu a estatal do turismo durante o governo Dilma Rousseff.

Pedro Fernandes foi do grupo político de Sarney, chegou a ocupar duas secretarias estaduais no governo de Roseanna Sarney (PMDB-MA), mas, depois que Dino foi eleito governador, mudou de lado e aderiu ao clã do governador do PC do B.

Tanto que, no episódio do impeachment de Dilma, o deputado do PTB votou seguindo a orientação de Dino contra o afastamento da então presidente da República.

Sarney mantém boa relação com o ex-deputado estadual Manoel Ribeiro (PTB), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão e irmão de Pedro Fernandes.

Informações: Blog do Gérson Camarotti

 

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O Maranhão real: do ruim para o pior, analisa Roberto Rocha

Estava de férias no interior do Maranhão e recebi através das redes sociais um artigo bastante coerente com os momentos vividos desde o primeiro dia de 2015, portanto há três anos. O escrito é  do senador Roberto Rocha (PSDB), e me chamou atenção os diversos números colhidos pelo parlamentar sobre o tempo em que o PC do B está no poder, e como as promessas de campanha não foram implementadas, ao contrário, a administração comunista vem tropeçando em seus próprios erros, e governando com a arrogância e prepotência desnecessária para quem queria mudança. Assim, resolvi publicar, como primeira matéria deste novo ano, este artigo do senador, a quem peço licença para exibir aqui neste humilde espaço.

 

O Maranhão real: do ruim para o pior

Senador Roberto Rocha – PSDB

Já estamos em um ano eleitoral e como é de hábito o debate público se transforma em um exercício especulativo de palpites e previsões.

Muito se conjectura muito se presume, mas infelizmente pouco se analisa sobre o que conquistamos até o presente e sobre os rumos que devemos tomar.

Vivemos o império da conjuntura, que se sobrepõe aos imperativos estruturais.

Precisamos buscar um olhar mais propenso a entender o curso da história, e não o jogo superficial das narrativas políticas.

Felizmente, temos no Brasil instrumentos em abundância para nos debruçar sobre centenas de indicadores sociais, políticos, ambientais, econômicos e tantos outros. É com eles que devemos contar para não ficarmos reféns da disputa retórica, alheios à aferição objetiva dos fatos.

Recentemente dois estudos aprofundados jogaram mais luzes sobre a situação real dos números do Maranhão.

Refiro-me especialmente ao Ranking de Competitividade dos Estados, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e, mais recentemente, ao relatório sistêmico do Tribunal de Contas da União (TCU), que consolidou os resultados de diversas auditorias destinadas à Região Nordeste. Chamado Fisc Nordeste, apresenta um panorama comparativo entre os Estados da região, e destes com o resto do país.

O resultado desses dois amplos e rigorosos estudos nos dá uma ideia mais clara do tamanho do que o ministro do TCU, José Mucio Monteiro, chamou de “fraude da nossa história”, que segundo ele á a maior das fraudes, justamente aquela que não é detectada pelos sistemas de controle, pois no mais das vezes não deriva da omissão, mas da ação equivocada.

É pelo conjunto da obra que podemos compreender porque o maranhense, por exemplo, na média vive quase dez anos menos do que um catarinense. E cinco anos menos do que a média dos brasileiros. E não é por qualquer desvio nos índices de violência, mas simplesmente pela incapacidade do Estado de prover padrões de desenvolvimento mínimos para sustentar políticas de saúde, educação e segurança alimentar.

O Ranking de Competitividade dos Estados considerou 66 indicadores, agrupados em 10 pilares. São eles: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. Portanto uma radiografia completa do país.

O critério adotado é semelhante ao IDH, conferindo notas de zero a cem, sempre obedecendo o parâmetro de quanto mais perto de 100, melhor.

Analisadas as 27 unidades da Federação não há surpresa em constatar que o melhor desempenho fica com São Paulo. E não é simplesmente pela força econômica, mas também e principalmente pela consistência das políticas, saúde fiscal e cumprimento de um projeto de desenvolvimento, mesmo em tempos de crise.

Não é à toa que o governador Geraldo Alckmin desponta nos dias de hoje como o candidato mais preparado para recolocar o Brasil no eixo do desenvolvimento.

Contrastando com São Paulo, na outra ponta, dividindo os últimos lugares, está o Maranhão.

Em apenas dois anos, o Maranhão caiu da 20ª para 25ª posição no Ranking. De uma nota de 43.1 em 2015, o Maranhão involuiu para 31.5 em 2017. Esse é o resultado da experiência comunista, de que o Maranhão tem sido a cobaia. Experiência na qual depositamos imensa expectativa favorável.

Outro dado assombroso: o Maranhão recebeu nota zero no ranking de 2017 em relação à sustentabilidade social, ocupando a última posição.

Também quando falamos de capital humano, que reúne os indicadores de custo de mão-de-obra, população economicamente ativa com ensino superior, produtividade do trabalho e qualificação dos trabalhadores, o Maranhão situou-se apenas na 25ª posição no ranking dos 27 Estados.

Quanto ao potencial de mercado, que analisa o crescimento da força de trabalho e a taxa de crescimento, o Maranhão recuou oito pontos, de 2016 para 2017.

Uma única área se destaca, quanto à solidez fiscal, resultado mais da continuidade de uma política do governo anterior do que de qualquer compromisso com a austeridade.

Alguns estados pequenos, como Rondônia, Acre e Paraíba ganharam posições com desempenho expressivo, o que comprova que não importa o tamanho do PIB, mas a responsabilidade da gestão.

Um exemplo é o quesito Potencial de Mercado, em que o vizinho Estado do Pará aparece em terceiro lugar no Brasil enquanto o Maranhão amarga a 17ª posição. Não há nenhuma vantagem logística que explique porque o Maranhão patina enquanto seus vizinhos disparam.

Esse, infelizmente é o quadro atual. Bem diferente do que se vê na mídia maranhense, em boa parte cevada por recursos generosos para vender a ideia de que está tudo às mil maravilhas.

Esses números não chegam a surpreender, em se tratando de um governo que não tem um projeto de Estado, que é hostil ao capital privado, que é paralisado por interdições ideológicas que o mundo inteiro já renegou.

Contra esses fatos, medidos com rigor e precisão, o Governo do Maranhão faz silêncio. Importa a ele apenas o alarido das redes sociais com seu séquito de curtidores e compartilhadores.

Felizmente temos o contraponto de uma mídia aguerrida, especialmente de alguns blogueiros, que não se enfeitiçaram pelo canto da sereia. A eles rendo minhas homenagens, para que prossigam fazendo jornalismo, e não propaganda.

Quanto ao estudo do TCU, ressalto a constatação, medida em números, de que o Maranhão é o Estado mais dependente de recursos federais. Ou, dito de outra maneira, o Estado com menor capacidade de geração de riqueza própria.

Trata-se de uma tragédia dentro de outra tragédia, uma vez que o Nordeste, por si, segundo o mesmo estudo, em relação a operações de crédito para o setor produtivo recebeu a metade, per capita, comparado com as Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Constatou ainda o TCU que o governo federal não regionaliza as diretrizes, objetivos e metas para os programas de desenvolvimento do país. Ou seja, a situação de desigualdade tende a ser mantida.

O Tribunal também constatou a ausência de políticas educacionais e de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) mais efetivas, o que reduz a capacidade de geração de receitas próprias e aumenta a dependência dos estados nordestinos.

Grave mesmo é perceber que o Governo do Maranhão não desenvolveu uma política efetiva para superar, ou pelo menos inverter a curva de dependência do Estado das políticas assistenciais.

Ao invés de gestão econômica, faz-se gestão meramente política, de conservação de poder e consolidação de privilégios. O Maranhão fica assim condenado a repetir, com outra roupagem, as mesmas práticas que o conduziram à situação de desalento em que se encontra hoje.

O ideal, para essa gente, é que o processo eleitoral seja o ato de escolher entre o ruim e o pior. Como se a mudança do pior para o ruim fosse motivo de celebração. Como se o povo maranhense não fosse capaz de discernir e recusar esse cardápio de escolhas indigestas.

Mas isso não está escrito nas estrelas. O Maranhão, aos poucos, vai entendendo que não há outro caminho, senão o de substituir a exploração política da pobreza pela exploração econômica da riqueza.

 

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