Um olhar sobre a cidade – I

O Largo do Carmo com destaque para o Casarão Verde, um dos mais lindos prédios de São Luís.

Talvez seja eu um romântico e saudoso dos tempos passados nesta cidade chamada São Luís, capital de todos os maranhenses, e, até de outros cidadãos do mundo. Sentei para escrever este texto, com a saudade no coração e na mente, lembrando-me dos dias em que vivi as delícias de uma pacata e serena aglomeração urbana cheia de ruas estreitas e casarões imponentes.

Diria o saudoso Milton Carlos; “ei lá se foi felicidade, do Largo do Boticário, a gente morre de saudade”.

Claro que não tínhamos o Boticário, mas sim o Largo do Carmo, a Praça João Lisboa, o Largo dos Amores, o do Desterro. Quanta saudade!

A velha estrada de ferro atravessando a cidade em direção ao Tirirical, o Caminho Grande dando acesso à principal praia da época, Olho D’agua, o antigo Mercado do João Paulo, bairro onde passei um bom tempo, depois mudando para o centro.

E as lembranças vão fluindo na minha memória procurando entender hoje as modificações sofridas e a falta que nos faz a nossa amada e “velha” São Luís.

Com licença, por favor, desculpe, posso ajudar? Assim eram as pessoas daquela época. Não se colocava lixo nas ruas, e no trânsito a educação era seguida das normas estabelecidas pela legislação vigente. O ludovicence era conhecido como o mais receptivo e mais hospitaleiro entre os moradores do país.

O QUE É LUDOVICENCE?

(Para chegar ao gentílico “ludovicense”, relativo à cidade de São Luís, capital do Maranhão, recorreu-se ao nome próprio latino Ludovicus, derivado do germânico Hlodoviko – que vem a ser a origem remota do português Luís). Desde o início do século XVII já estava em circulação a forma “são-luisense”, esta de formação popular.

E as lembranças avançam na minha mente do tempo de estudante no Jardim de Infância Luís Serra na Rua Afonso Pena, depois a Escola Modelo no Largo de Santo Antônio, passando pelo Colégio de São Luís e CEMA, o velho Cine Éden na Rua Grande, o Roxy na Rua do Egito, o futebol com o meu pai no Estádio Santa Isabel e a escolha do Sampaio Correia para ser torcedor.

“Ei lá se foi felicidade”. Hoje quando me vejo em uma cidade abandonada pelo poder público, os olhos marejam e o peito se enchente de angústia, por falta de autoridade, ensejando um comentário tão perversos para São Luís; Terra de muro baixo!

A população cresceu desordenada e com ela os valores deixaram de ser respeitados, cada qual faz o que bem entende, as ruas estão cheias de “donos”, o trânsito é caótico, as escolas caem aos pedaços, a criminalidade aumenta a cada dia e o cidadão é o maior prejudicado.

Ninguém respeita o seu direito, o comerciante entende que pode colocar obstáculos em cima das calçadas, e fica por isso mesmo, o outro dirige pela contramão e se chamado à atenção, ainda parte para brigar. Falta harmonia, falta respeito, falta cidadania, falta fiscalização.

Vou parando por hoje, mas com certeza, postarei mais sobre esta cidade, tão especial, onde nasci, onde trabalho e vivo, procurando ensinar aos meus descendentes, que não se maltrata o que se ama. E como diria o poeta Ivan Sarney, “é preciso amar a cidade”.

Voltarei, com outros artigos sobre Um Olhar Sobre a Cidade!

 

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Obras na Avenida Nossa Senhora da Vitória seguem em ritmo acelerado

via 1As obras de pavimentação e urbanização da Avenida Nossa Senhora da Vitória, que corta territórios dos municípios de São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar, estão ganhando ritmo acelerado.

 

O trabalho, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Infraestrutura atendendo solicitação do prefeito Gil Cutrim (PDT), está, neste momento, na fase de implantação de drenagem profunda em um trecho de cerca de dois quilômetros da avenida, o que colocará fim aos alagamentos vistos, principalmente, no período das chuvas e responsáveis pela danificação da estrutura da via.

 

Em seguida, terão início os serviços de pavimentação. Este trabalho também atingirá outro trecho localizado no território de Paço do Lumiar e que faz interligação com a MA – 202 (Estrada da Maioba).

 

Ruas que interligam bairros de São José de Ribamar localizados nesta região, tais como Parque Vitória, Parque Jair, Alto do Turu e Jardim Turu, por exemplo, também serão contempladas com serviços de recuperação da malha viária.

 

“É um sonho que se tornou realidade. Este serviço colocará fim aos alagamentos e permitirá que os moradores da Ilha se desloquem entre os municípios com maior agilidade e segurança”, afirmou o comerciante Lourival Seixas, morador do Parque Vitória.

 

A ordem de serviço autorizando o início das obras foi assinada pelo governador Flávio Dino (PC do B) e por Gil Cutrim no início do mês.

 

Os trabalhos terão duração de seis meses e estão sendo custeados com recursos estaduais da ordem de mais de R$ 3 milhões.

 

 

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Brasil tem 21 das 50 cidades mais violentas do mundo, segundo Ong

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O ranking apontou Caracas, capital da Venezuela, como a cidade mais violenta do mundo. Fortaleza, que ficou na 12ª colocação geral, foi a líder em mortes violentas no Brasil.

O destaque negativo no país é a região Nordeste, que aparece com um quarto dos municípios mais violentos do planeta.

 

Um ranking divulgado nesta segunda-feira, 25, pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal revelou que o Brasil tem 21 das 50 cidades mais violentas do mundo.

Em 2014 o número de cidades brasileiras na lista das 50 mais violentas do mundo era de 16. De acordo com a Ong mexicana, Caracas, a capital da Venezuela, é a cidade mais violenta do mundo, com uma taxa de 119,8 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

A lista é elaborada levando em conta a taxa do número de homicídios para cada 100 mil habitantes em municípios cuja população é superior a 300 mil pessoas.

No ranking de 2014, a cidade brasileira líder em mortes violentas era Maceió, que agora é considerada a quinta menos segura do país.

Uma diferença positiva em relação ao ranking anterior é que, em 2014, o Brasil tinha três das dez cidades mais violentas do mundo, e na lista atual nenhum município brasileiro aparece entre as dez primeiras.

Confira abaixo quais são as cidades mais violentas do Brasil e as suas respectivas taxas de homicídio para cada 100 mil habitantes, segundo o ranking da Ong mexicana:

12º Fortaleza – 60,77
13º Natal – 60,66
14º Salvador (e Região Metropolitana) – 60,63
16º João Pessoa – 58,40
18º Maceió – 55,63
21º São Luís – 53,05
22º Cuiabá – 48,52
23º Manaus – 47,87
26 Belém – 45,83
27º Feira de Santana (BA) – 45,50
29º Goiânia (e Aparecida de Goiânia) – 43,38
30º Teresina – 42,64
31º Vitória – 41,99
36º Vitória da Conquista (BA) – 38,46
37º Recife – 38,12
38º Aracaju – 37,70
39º Campos dos Goytacazes (RJ) – 36,16
40º Campina Grande (PB) – 36,04
43 Porto Alegre – 34,73
44º Curitiba – 34,71
48º Macapá – 30,25

Fonte: Ong mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal

Foto: Ilustração

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