‘Grande farsa’ ou ‘fim de ciclo’? Brasilianistas divergem sobre peso histórico de decisão da Câmara

A decisão da Câmara de autorizar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff gerou reações divergentes entre estudiosos do Brasil nos Estados Unidos.

 

Num ponto, porém, analistas ouvidos pela BBC Brasil parecem concordar: a interpretação histórica do episódio dependerá do que ocorrer com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e com o vice-presidente, Michel Temer.

Para James Green, professor de história brasileira da Brown University, a leitura histórica da votação da Câmara dependerá do julgamento de Cunha e dos membros da comissão do impeachment acusados de corrupção.

Cunha é réu na Lava Jato, acusado de receber dinheiro desviado da Petrobras. Ele nega ter cometido crimes.

Green argumenta que uma eventual condenação de Cunha mostraria à população que o principal articulador do impeachment é corrupto e não tinha credibilidade para conduzir o processo.

Assim, segundo Green, se o presidente da Câmara e os outros deputados forem condenados, os brasileiros entenderão o impeachment de Dilma como “uma grande farsa”, “uma manobra parlamentar para derrubar uma pessoa a quem eram contra”.

Racha

O professor foi um dos signatários de um manifesto que provocou um racha na última conferência da Brazilian Studies Association (Brasa), em Rhode Island (EUA), no início do mês.

O documento diz que “há sério risco de que a retórica anticorrupção esteja sendo utilizada para desestabilizar um governo recém-eleito democraticamente, agravando a série crise política e econômica do país”.

Após a aprovação do abaixo-assinado pela maioria dos presentes, alguns membros da associação descontentes pediram para se desfiliar.

Green diz que, como em outros momentos da história brasileira, classes políticas e econômicas contrárias a Dilma têm orquestrado uma “conciliação” para barrar as investigações da Lava Jato.

Encaminhado o impeachment de Dilma, ele diz acreditar que o próximo objetivo do grupo será “pôr Lula na cadeia” para evitar que ele se candidate em 2018.

‘Fim de ciclo

(AFP)

Augusto de Castro Neves, “os livros vão ver 2016 com o fim da república nova”

João Augusto de Castro Neves, diretor de América Latina da consultoria Eurasia em Washington, também diz que a interpretação da votação na Câmara dependerá dos próximos eventos.

Neves cita a possibilidade de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condene a chapa Dilma-Temer por irregularidades e invalide a vitória da dupla. Se isso ocorrer, ele diz que “muitos nem lembrarão do impeachment” no futuro.

Para ele, se o impeachment se consumar, será o fim de um ciclo iniciado em 1985, quando a ditadura se encerrou e começou um período em que os três maiores partidos brasileiros (PMDB, PSDB e PT) chegaram à Presidência.

“Os livros vão ver 2016 como o fim da República Nova”, diz ele, “mas ainda não sei bem como o começo do quê”.

“Não acho que para a história vá ficar a questão da pecha do golpe. Certamente haverá uma parcela que acredite nisso, mas acho que será uma minoria, assim como só uma minoria chama o golpe de 1964 de revolução”, diz.

Para Matthew Taylor, professor de relações internacionais da American University, “uma das grandes perguntas agora é qual será a ressaca na segunda-feira”.

“Não é um golpe, mas ao mesmo tempo será que a justificativa para a remoção é tamanha para justificar uma manobra que foi criada para situações excepcionais?”, questiona.

Para Taylor, também não está claro se a crítica à legitimidade do processo permitirá a Dilma reconstruir seu apoio no Senado e barrar o prosseguimento do impeachment.

Risco

, se a abertura do processo for encarada nos próximos meses como abusiva, os responsáveis poderão ser punidos nas urnas

Ele lembra que, se o Senado autorizar a abertura do processo nas próximas semanas, Dilma será afastada até a votação definitiva sobre o impeachment, que pode ocorrer em até seis meses. Nesse período, Temer assumiria a Presidência e poderia negociar com o Congresso para garantir que o desfecho do processo lhe seja favorável.

“Isso significa que ela perderia grande parte dos poderes que precisaria para se reconstruir, seja o de atração de partidos aliados, seja o de poderes midiáticos ou a capacidade de usar a presidência como palco.”

Para Taylor, se a abertura do processo for encarada nos próximos meses como abusiva, os responsáveis poderão ser punidos nas urnas.

“Esse é o grande risco para a oposição.”

Fonte – BBC Brasil

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GOVERNO ENTREGA NOVAS VIATURAS E EQUIPAMENTOS PARA SEGURANÇA PÚBLICA



Roseana Sarney entre as autoridades da Segurança Pública

 A governadora Roseana Sarney entregou nesta quinta-feira no quartel da Polícia Militar, novos veículos e equipamentos para reforçar o combate à criminalidade no Estado. Foram feitos investimentos na ordem de R$ 4,5 milhões em 195 viaturas para as ações da Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros.
Com a medida, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ganha importante reforço no combate aos criminosos eu estão aterrorizando principalmente alguns bairros de São Luís, e os municípios da Região Metropolitana.

De acordo com o comandante-geral  da PMMA, coronel Franklin Pacheco, as viaturas e os equipamentos entregues nesta quinta-feira, não só a policia militar, mas também a Civil e o Corpo de Bombeiros, estarão mais forte no combate aos criminosos.

Na avaliação do secretário Aluísio Mendes, este investimento feito pelo Governo do Estado, vai melhorar a capacidade do setor de segurança, para poder dar a resposta que a população está cobrando. “É justa a cobrança da população, e a governadora Roseana Sarney, sabe da importância deste investimento de mais de R$ 4,5 milhões, a fim de dar condições de trabalho para o setor de segurança”, afirmou Aluísio Mendes.

A governadora Roseana Sarney que fez a entrega de 195 veículos, sendo 125 modelos Ford Ecosport XL 1.6, todos novos, que foram adquiridos com recursos próprios. A Policia Militar recebeu 125 viaturas, 50 veículos; a Policia Civil, 47; O Corpo de Bombeiros 2, enquanto o Icrim ficou quatro e o IML com duas. Também foram entregues ao Corpo de Bombeiros três veículos modelos Nissan, resultado de acordo entre a SSP e o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) no valor de R$ 327 mil; e ainda três Ranger.

O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão recebeu diversos equipamentos, entre materiais de salvamento para a embarcação e de atuação em primeiros socorros. O investimento todo, todo proveniente de recursos da administração pública estadual, é de R$ 776.135,00.

A Policia Militar recebeu ainda uma Lancha Patrulha “SEAP 18”, adquirida fruto de um acordo de Cooperação Técnica, celebrado entre o Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA) e o Governo do Maranhão. A governadora Roseana Sarney ao dirigir-se aos presentes, disse do esforço que foi feito para a aquisição de todo material entregue às instituições.

“Estamos fazendo todo o esforço para dotar os nossos órgãos de Segurança Pública, entregando viaturas, motocicletas, e até uma lancha para fiscalizar o nosso litoral, na certeza de ter uma policia melhor e com equipamentos, e não vamos parar aqui, o governo quer a diminuição da criminalidade e nós vamos conseguir”, afirmou a governadora Roseana Sarney.

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