Juçara, Feirinha, e as polêmicas de São Luís

Na segunda feira ao apresentar o programa Abrindo o Verbo, na Rádio Mirante AM, iniciei a semana com uma polêmica a respeito da Festa da Juçara que este anos completa 48 anos de existência. Tudo começou por causa da reclamação de um ouvinte da Emissora sobre os preços praticados no evento, desde o estacionamento até o preço do produto comercializado no parque.

Ora, vai pra festa quem gosta e quem está disposto a experimentar um momento diferente no seu cotidiano, saindo da cidade e indo à Zona Rural com a família. Se a Juçara está sendo cobrada a um preço “salgado” como se manifestou o ouvinte, ele não levou em conta os demais ingredientes que acompanham esta fruta tão tradicional no Maranhão e na Região Amazônica. Reclamar por reclamar.

Festejo tradicional no calendário de manifestações culturais de São Luís, a Festa da Juçara é realizado no bairro Maracanã há quase meio século, estando exatamente na 48ª edição, criada pela saudoso Rosa Mochel no bairro do Turu. Hoje com o advento da Associação dos Amigos do Parque da Juçara, presidido pela jovem Mayara Marques, a neta de Dona Cotinha, antiga moradora do Maracanã e amiga de Rosa Mochel,  a festa ganhou importância.

Tanta importância, depois de anos no ostracismo e na desorganização, a atividade foi reorganizada e será realizada até o dia 29 de outubro, quando se dará o encerramento. Ora, já disse, vai quem quer. Os preços não são empecilhos. A ajuda do Governo do Estado, e da Prefeitura Municipal é apenas o cumprimento de políticas de valorização das tradições ludovicenses para um evento realizado todos os anos, ao longo de quase cinco décadas.

Não precisamos polimerizar preços. Não precisamos reclamar sobre estacionamento. A festa não acontece o ano inteiro, é sazonal, tem calendário definido e até Lei Municipal, que não precisaria. O povo maranhense está se acostumando com “o quanto pior, melhor”. Não é isso. Precisamos valorizar o que é nosso, em uma cidade onde uma “falsa elite”, se acha importante e não participa das manifestações populares. A Festa da Juçara é do povo e para o povo.

Preço da Juçara? Isso é outra discussão. Não cabe se comparar quanto custa o produtos nos mercados e feiras da cidade. Cabe sim, participar do evento com a família, amigos, reencontrar pessoas, assistir as atrações culturais e musicais, beber Juçara, comer farinha e camarão seco.

 

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