Hildo Rocha diz que se consórcio não concluir a duplicação da BR-135 no prazo ingressará na justiça para punir as construtoras

hildo-rocha-no-dnitEm nova rodada de discussões com diretores do Departamento de Infraestrutura do Transporte Rodoviário (Dnit), o deputado federal Hildo Rocha demonstrou apreensão quanto à possibilidade do descumprimento do prazo de entrega da duplicação da BR-135, no trecho entre Estiva e Bacabeira. “Possivelmente a obra não será concluída até o mês de abril, conforme previsto no acordo firmado entre o Dnit e o Consórcio formado pelas construtoras Serveng e Aterpa”, destacou o deputado.

 

Punição

Hildo Rocha enfatizou que se o prazo não for respeitado ele irá exigir punição para as construtoras. “Vou exigir que as duas construtoras sejam multadas. Não é admissível que uma obra de grande importância para os maranhenses seja conduzida dessa forma. As construtoras firmaram contrato com o governo federal, se comprometeram em entregar no prazo, mas pelo ritmo, pelo andamento da obra, dificilmente irão cumprir o compromisso” declarou o parlamentar.

 

Ponte

Rocha destacou ainda que, conforme ficou definido durante audiência com o diretor do Denit, no mês anterior, o órgão enviou a São Luis um especialista para avaliar a situação da ponte sobre o Estreito dos Mosquitos que apresenta rachaduras.

 

“Fui informado por Luis Antonio Garcia, diretor de Infraestrutura Rodoviária, que segundo o laudo do engenheiro encarregado da vistoria, a ponte Marcelino Machado deverá ser interditada. Mas, os técnicos do Dnit ainda buscam alternativas para evitar a interrupção total, pois isso acarretaria transtornos para os usuários”, disse Hildo Rocha.

 

Segundo trecho

Na reunião com a diretoria do Dnit, Hildo Rocha recebeu a informação de que a licitação para a duplicação do segundo trecho da BR 135, de Bacabeira a Miranda do Norte já foi realizada. “Os recursos estão garantidos por meio de emendas de bancada que asseguram a execução obrigatória”, explicou Hildo Rocha.

 

O parlamentar tem sido um dos deputados federais mais atuantes no que e refere à cobrança e fiscalização da duplicação da BR-135.

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Prefeitura modernizou sistema fazendário de São José de Ribamar

dsc_0573Ações e projetos arrojados executados pela prefeitura contribuíram, nestes seis anos, para modernizar o sistema fazendário do município de São José de Ribamar e, desta forma, agilizar a prestação do serviço e melhorar a qualidade do atendimento ao cidadão.

O Programa de Recuperação Fiscal (PREFIS) oferece ao contribuinte novos prazos e descontos significativos no pagamento dos tributos atrasados, como IPTU e ISS, além de taxas diversas, como alvará sanitário, alvará de táxi e alvará de construção.

São José de Ribamar é um dos poucos municípios maranhenses que, hoje, possui seu sistema próprio de emissão de nota fiscal eletrônica. Com a implantação do serviço (disponível no www.sjr.ma.gov.br), está sendo possível garantir mais agilidade, eficiência e comodidade aos contribuintes e prestadores de serviços.

A administração municipal, em parceria com o governo do estado, descentralizou a oferta de atendimento com a abertura de um posto no Viva Cidadão, localizado no Shopping Pátio Norte. Agora, os ribamarenses contam com mais um local para solicitar serviços como recolhimento de tributos e emissão de certidões fiscais.

A prefeitura realizou concurso público e nomeou novos auditores fiscais, garantindo, mais lisura em todo o processo de recolhimentos de impostos. A gestão contratou, também, assessoria contábil para auxiliar os trabalhos.

A realização do projeto Blitz nos Bairros mapeou novos estabelecimentos e os orientou quanto aos procedimentos de regularização. Com a medida, foi garantida mais eficiência no processo de arrecadação.

As equipes de fiscalização foram ampliadas; servidores da receita participaram de vários cursos de capacitação; o município aderiu ao REDESIM (Rede Nacional para Simplificação do Registro da Localização de Empresas e Negócios); foi implantada a assessoria jurídica exclusiva para o setor fazendário; dentre várias outras ações.

 

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“Investigadores da Lava Jato estão agindo como lobistas”

Cientista político critica “ativismo político” do Judiciário e diz que a figura de “justiceiro”, defendida em manifestações, enfraquece a democracia e flerta com grupos que pedem intervenção militar.

36636955_303Milhares de pessoas protestaram neste domingo (04/12) em defesa da Operação Lava Jato e contra o pacote de medidas anticorrupção que tramita no Congresso. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes lotaram as ruas de mais de 200 cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, para defender, abertamente, o Judiciário.

Em entrevista à DW Brasil, o cientista político e pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Participação, Movimentos Sociais e Ação Coletiva (Nepac), da Unicamp, Wagner de Melo Romão criticou o “ativismo político” do Judiciário e a figura de “justiceiro”, muito defendida nos protestos de domingo.

Para Romão, a crise na relação entre Legislativo e Judiciário só enfraquece a democracia brasileira. “O ativismo político do Judiciário, apoiado pelas manifestações das ruas, pode agravar o cenário já ruim de instabilidade do Brasil.”

DW Brasil: Como o senhor avalia as manifestações deste domingo?

Wagner de Melo Romão: Apesar de as manifestações do último domingo terem sido muito menos expressivas do que as que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, elas foram capazes de recolocar na cena pública o anseio da população pelo fim da corrupção, vista por muitos como o grande mal do país. A atual crise política está afetando a forma como as instituições políticas do Brasil se relacionam.

As manifestações de domingo estiveram muito comprometidas não apenas com a continuidade das investigações da Operação Lava Jato, mas também com a imagem de “justiceiro” do poder Judiciário. Este “justiceiro” corre o risco de passar por cima de garantias constitucionais para conquistar seus objetivos. O Brasil vive um período político muito difícil. Há uma tendência de reduzir a situação a uma simples luta de justiceiros contra os corruptos, mas a realidade brasileira é muito mais complexa que isso.

Que objetivos seriam esses?

Ao participar do jogo da barganha da política, o Judiciário passa a agir como um ator político qualquer em busca de seus próprios interesses. Os investigadores da Lava Jato estão se portando como lobistas em relação ao Legislativo. No contexto das investigações envolvendo políticos, o Judiciário corre o risco de não julgar os processos com objetividade, mas de maneira parcial. Isso é muito prejudicial ao processo democrático. Os investigadores deveriam se manter no seu devido lugar institucional. Eles acabam colocando em risco a própria legitimidade da Lava Jato. É absurdo, por exemplo, ameaçarem a renúncia às investigações (caso as mudanças do projeto sejam sancionadas). Eles estão colocando uma faca no pescoço do Congresso Nacional. E não precisam disso.

O novo projeto de lei anticorrupção fere a Constituição?

Muitas das mudanças aprovadas pela Câmara no projeto de lei anticorrupção foram para salvaguardar direitos constitucionais de defesa. Parte das propostas originais da campanha Dez Medidas contra a Corrupção fere o direito constitucional de defesa e o Estado de Direito. Por exemplo, o texto original permitia que provas ilícitas pudessem ser usadas em julgamento. Isso é um desrespeito.

O combate à corrupção é importante, desde que não agrida o Estado democrático de Direito. Não é porque houve mais de 2 milhões de assinaturas em apoio a essas medidas que elas não podem receber críticas dos representantes eleitos – por pior que, infelizmente, eles sejam. A grande discussão que deveria estar sendo feita na sociedade, no momento, é como combater a corrupção sem ferir os direitos de defesa, garantidos pela Constituição.

Qual é o perfil de quem foi às manifestações no domingo?

É um perfil muito próximo do de quem foi às manifestações pró-impeachment e anti-PT. Não acredito que havia uma pluralidade ideológica entre os participantes dos protestos de domingo. São pessoas que entendem que a corrupção é o grande mal do país e que devem estar ao lado do Judiciário nesta grande cruzada anticorrupção.

O que as recentes manifestações tiveram de diferente em relação às passadas?

No âmbito do processo do impeachment havia um sentimento mais ou menos generalizado de que o PT e o governo da ex-presidente Dilma deveriam ser tirados de cena por estarem envolvidos em casos de corrupção. O que ficou evidenciado nos acontecimentos seguintes é que o próprio processo de impeachment estava relacionado à uma tentativa de sobrevivência de atores políticos importantes, que já estavam presentes no governo Dilma e que se mantiveram sob a liderança de Temer. Há uma desconfiança entre os brasileiros sobre quem, afinal, está no governo agora. Diante desse cenário confuso, era de se esperar que os grupos que foram às manifestações se conectassem mais diretamente ao Judiciário.

Nos últimos anos, o Judiciário vem se colocando como um ator político. Nessas últimas semanas vimos isso acontecer com ainda mais força. A maior parte da população que foi às manifestações acabou tomando partido do poder Judiciário, como se fosse o único ator político relevante capaz de “salvar o país da corrupção”. Por outro lado, não houve a clareza entre os manifestantes sobre qual caminho deve ser seguido na cena política brasileira. A manifestação estava sem um norte, sem uma pauta definida. Não havia uma pauta “fora Temer”, como já houve “fora Dilma”. Há uma certa confusão sobre o que deve ser feito na continuidade do processo político hoje. A única certeza desses grupos que foram às ruas no domingo é que eles devem estar ao lado dos investigadores da Lava Jato, custe o que custar.

Isso é ruim?

Muito ruim. O Judiciário tem que se pautar pelo que está previsto na Constituição e não tentar modificá-la. Nesse sentido, ele acaba flertando com grupos mais radicais, como aqueles que pedem intervenção militar. Essa conexão foi claramente percebida nas manifestações de domingo. Entre o clamor por um Judiciário “justiceiro” e aqueles que pedem uma intervenção militar há uma relação de certa cumplicidade. É como se um ator externo ao processo ao político, como o Judiciário ou as Forças Armadas, tivesse que intervir para solucionar problemas que instituições políticas brasileiras não conseguem resolver sozinhas. Isso é extremamente perigoso.

Quais seriam os impactos desse “ativismo político” do Judiciário?

Acho irrealista considerar que possa haver, de fato, uma intervenção das Forças Armadas no sistema político. No entanto, esse ativismo político do Judiciário, apoiado pelas manifestações das ruas, pode agravar o cenário já ruim de instabilidade do Brasil. Os membros do Judiciário, especialmente os que lideram as investigações da Lava Jato, precisam ser mais responsáveis para que a situação brasileira não se agrave ainda mais.

As manifestações de domingo podem ganhar força como as passadas?

A temperatura política continua alta. Foi uma manifestação que já havia sido convocada por alguns grupos, mas foi vitaminada pelos acontecimentos da semana passada (como a aprovação do projeto de lei anticorrupção). Elas não foram tão fortes como poderiam ter sido. Ao meu ver, justamente em decorrência dessa desconfiança generalizada diante do cenário político atual. Os brasileiros estão preferindo esperar para ver o que vai acontecer. Embora o presidente Michel Temer seja impopular, não há uma agenda política muito clara, entre a população, sobre o que fazer em relação ao governo do PMDB. O apelo fácil do combate à corrupção acaba sendo uma ferramenta política importante nas mãos do Judiciário. O quadro político ainda está muito indefinido e pode provocar mais manifestações, ou não.

Site DW Brasil.

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Flávio Dino declara não poder ajudar prefeituras mas beneficia aliados políticos, denuncia Andrea

andrea-muradEm discurso nesta segunda (5), a deputada Andrea Murad (PMDB) repercutiu a reunião do governador Flávio Dino com os prefeitos eleitos. A parlamentar disse que muitos saíram descontentes com o encontro em que o governador deixou claro que não tinha como ajudar as prefeituras. Para a líder de oposição, o caso não se aplica quando o assunto é aliado político.
 
“O governador Flávio Dino fez uma reunião com os prefeitos de onde saíram todos insatisfeitos. O quê o governador fez? Nada. Disse que não iria fazer nada, que não tem recursos pra ajudar prefeituras, não tem dinheiro para ajudar os municípios. Ele foi muito claro quanto a isso. Encheu a boca para falar dos investimentos que está fazendo na saúde, que na verdade é tudo que a gestão anterior deixou para o atual governo. Se lamentou do quanto é difícil manter hospitais, com ele sempre faz. Então, investimento para todos não tem, mas para aliados políticos tem e muito. Foi lá em Tuntum inaugurar um centro de imagens. Pra que? Pra beneficiar seu aliado Cleomar Tema pra quem inclusive o governador pediu voto para a presidência da Famem”, revelou a deputada após a sessão desta segunda. 
 
A deputada explicou que o Governo do Estado firmou convênio com uma Fundação de Saúde em Tuntum para privilegiar o prefeito Cleomar Tema. De acordo com publicações do próprio Diário Oficial do Estado e da imprensa, a Fundação possui pessoas ligadas ao prefeito e que a própria Fundação efetivou contrato com uma empresa, cujo proprietário é o próprio filho de Cleomar Tema. 
 
“Quem presidia a Fundação para o convênio de R$ 4 milhões e 800 mil era o vigia do prefeito de Tuntum. Depois que foi denunciado passou a ser presidida por um ex-funcionário do hospital, que pertence a família do prefeito. E a maior prova do desvio desse convênio qual é? É a publicação do Diário Oficial agora no final de novembro, da Fundação com a Empresa J.A Serviços Médicos, que tem como sócio proprietário o filho do prefeito de Tuntum. Esse é o grande investimento que Flávio Dino está fazendo na saúde. É bom que os órgãos de controle fiscalizem isso, ou será que a gente vai ficar gritando, gritando nesta Assembleia e nunca vai dar em nada?”, cobrou a parlamentar.
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Sergio Moro não consegue dizer, DE NOVO!, o que há de errado no projeto contra abuso de autoridade

Esta postagem do blogue do Reinaldo Azevedo, jornalista da Folha de São Paulo, Veja, Rádio Jovem Pan e Rede TV, publicada nesta quinta feira, mostra perfeitamente a situação do que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em relação a questão “abuso de autoridade”, que tanto chocou os Procuradores da Lava-Jato e o juiz Sérgio Moro. De acordo com o post não existe nada para acabar com as investigações.

 

Por: Reinaldo Azevedo

Gilmar Mendes, ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e o juiz Sergio Moro deram uma contribuição à democracia ao aceitar participar, nessa quinta, de um debate no Senado sobre o projeto que muda a lei que pune abuso de autoridade. Como se sabe, Mendes é favorável — quando presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, ele próprio estimulou a formação da comissão que a redigiu. Era o ano da graça de 2009. Moro já se disse contrário ao texto. E repetiu essa posição nesta manhã. Mais uma vez, ele não conseguiu dizer por quê.

Antes que continue, uma observação: a se dar crédito a certa cobertura, parece que não houve debate; tem-se a impressão de que Moro falou sozinho. E não foi o que aconteceu. Revejam a integra do encontro. Mendes, como diz a meninada, “lacrou”. E vou fizer qual é o ponto essencial.

Infelizmente, descobrimos que a restrição principal do juiz ao projeto é o “momento” em que este está sendo debatido, o que, francamente, é espantoso. Pergunto: existe momento para combater abuso de autoridade? Já disse aqui e repito: é o mesmo que sustentar que existe a hora certa para cometer o abuso de autoridade.

Instado a dizer, afinal de contas, o que não achava bom no texto, o juiz não soube. Afirmou ser preciso impedir que se acuse o chamado crime de hermenêutica, que consistiria em punir um juiz ou procurador porque cometeu um erro de interpretação.

Então é por isso que Moro não quer a aprovação do projeto? Ora, é fácil de resolver. Por mim, especifica-se claramente que ninguém será punido por crime de hermenêutica. Ocorre que o ponto não é esse. Tanto o juiz como os procuradores dizem “que agora não é hora”… Isso é preocupante. Faz supor que a Lava Jato precisa de alguns abusos para existir. Pergunto: precisa?

O debate foi cordial, como deve ser entre pessoas civilizadas — apesar da presença de Lindbergh Farias. Num outro momento do encontro, o juiz criticou o que chamou de “emendas da meia-noite” nas propostas que combatem abuso de autoridade. De fato, não são boas. Mas aí foi a vez de Gilmar Mendes indagar se os mais de 2 milhões que assinaram a emenda de inciativa popular, redigida pelo MPF, sabiam que lá estavam contidas coisas como aceitação de provas ilegais e admissão de provas ilícitas.

O juiz Sergio Moro e a força-tarefa como um todo são dignos de todos os aplausos na sua luta contra a corrupção — quando se comportam dentro dos limites legais e na respectiva esfera que lhes é própria. Mas eu sempre vou me opor a esses momentos em que, na prática, pedem: “Acreditem em nós!”. Não se trata de matéria de crença.

O juiz teve uma chance de ouro de dizer o que é ruim no projeto. Não disse. Como não o fez Rodrigo Janot em entrevista à Folha. Como não o fizeram os procuradores. Aí fica difícil. Afirmam que o projeto prejudica a Lava Jato, mas são incapazes de explicar por quê.

Do blog do Rinaldo Azevedo.

 

 

 

 

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OAB reage a nota da AMB

domingo, 27 de novembro de 2016 às 21h09

Brasília – O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil repudia carta subscrita pelo presidente da Associação dos Magistrados do Brasil que a acusa de associar-se às manobras parlamentares para, em defesa das prerrogativas da advocacia, promover a criminalização dos juízes.

Não é verdade – e nem seria possível, já que a apreciação de eventual ação contra algum magistrado será julgada também por um magistrado. As prerrogativas do advogado – e não apenas dele, mas da sociedade, pois garantem um dos direitos humanos fundamentais, que é o direito de defesa – já estão na lei.

Cumpre respeitá-las e isso tem sido sistematicamente violado por alguns atores no âmbito da Polícia, Ministério Público e Judiciário.

A rigor, nem seria preciso explicitá-la, já que o cumprimento da lei se impõe para todos. O que a advocacia reivindica é a paridade entre acusação e defesa, inerente aos postulados mais elementares do rito processual – e que infelizmente não tem sido observada.

A nota da AMB acusa ainda a OAB de se omitir quanto às tentativas de anistia do caixa dois e ações correlatas no Congresso. Mais uma vez, falta com a verdade.

A OAB, bem ao contrário, tem sido firme e recorrente nesse combate, com manifestações reverberadas por toda a imprensa, a mais recente publicada no dia 25 último, entre outros, pelo Estado de S. Paulo, IstoÉ e Folha de S. Paulo.

Não temos dúvida quanto ao elevado espírito público da judicatura nacional, que, em seu conjunto, não reflete o comportamento sindicalista de alguns.

Estes, agindo como atores políticos, mutilam a imagem da magistratura, transmitindo a nefasta ideia de que constituem casta intocável, imune à fiscalização da sociedade.

O Presidente da AMB deveria estar preocupado, isto sim, em defender a Constituição, que não autoriza privilégios absurdos, como salários acima do teto em nenhum dos Poderes.

Nada, nem ninguém está acima da lei – e no Estado democrático de Direito não há espaço para torres de marfim. A verdade sempre. A inverdade jamais.

Claudio Lamachia
Presidente do Conselho Federal da OAB
Site da OBA.
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Canal Cohab-Cohatrac precisa de limpeza urgente

O canal entre a Cohab e o Cohatrac no quarto conjunto está precisando de uma limpeza com a máxima urgência, por causa do acúmulo de lixo e outras sujeiras que hoje estão atrapalhando a circulação da água. Copos plásticos, pratos, resto de comida, pedaços de árvores e toda sorte de sujeira está sendo colocada dentro da vala, provocando retenção e muita lama no local, o que prejudica a população que reside na área, principalmente na Rua 8 da Cohab, e, especialmente na região da igreja da Natividade, além das lanchonetes, que contribuem para a sujeira.

Moradores já solicitaram da Prefeitura Municipal, uma completa limpeza de toda área, com a parte mais afetada sendo embaixo da ponte que liga os dois bairros, na avenida que dá acesso ao Cohatrac. A Ambiental Engenharia enviou na manhã desta terça-feira uma equipe para iniciar a retirada da limpeza, mas só alguns funcionários, o que não será possível, pois para uma boa recuperação, só com equipamentos mais adequados, como máquinas e caçambas, visto que a situação exige isso.Pela manhã o titular do blogue esteve na região e colheu várias imagens.

 

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Fotos: Geraldo Castro

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Fotos mostram os estragos no CINTRA durante a ocupação da escola

Depois da desocupação  do Centro Integrado do Rio Anil quando os últimos invasores foram retirados da escola pela Polícia Civil e conduzidos para a Superintendência de Investigações Criminais, ficaram os prejuízos a serem pagos pelo Governo do Estado com o dinheiro público. Foram muitos dias de ocupação por parte de um bando de desocupados protestando contra a medidas do governo Michel Temer, prejudicado milhares de alunos que ficaram sem aulas.

O estrago foi grande e a sujeira, quebradeira, desorganização, sumiço de documentos de alunos entre outros atos de vandalismo dentro daquela instituição de ensino. Uma mãe de alunos do Cintra enviou ao blog imagens feitas após a desocupação que mostra toda peripécia dos invasores que permaneceram por vários dias, inclusive, segundo informes policiais, utilizando drogas e bebidas alcoólicas. Eis as fotos do interior do Cintra.

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A Secretaria de Educação do Estado emitiu NOTA a respeito da ocupação que acabou na manhã desta quarta-feira com a condução de 16 elementos pela polícia. Eis a Nota da Seduc.

 

Sobre a ocupação do Centro Integrado Rio Anil (Cintra), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esclarece que:

 

Na noite desta terça-feira (22) foi efetuada a desocupação do Cintra, em cujas dependências se manifestava um pequeno grupo de 16 pessoas, que não contam com apoio das organizações estudantis e comunidade escolar. Os demais que ocuparam a unidade no dia 14 de outubro decidiram pela desocupação e se retiraram após atendimento de reivindicações apresentadas;

A retirada dos ocupantes ocorreu após a constatação de depredação do prédio da escola, de ameaças e de denúncias de que os manifestantes portavam armas, com risco iminente de graves ocorrências. Na noite desta terça-feira a polícia confirmou a existência de armas com o pequeno grupo;

Todas as reivindicações específicas dos manifestantes foram atendidas. Também todas as mediações possíveis foram realizadas pela Seduc, inclusive com participação de instituições públicas independentes e externas, que deixaram as negociações após descumprimento de acordo feito pelos estudantes que previa a desocupação nesta terça;

Reconhecemos e respeitamos o legítimo direito às manifestações pacíficas e continuamos à disposição para o diálogo, mas ressaltamos que é necessário resguardar o direito de todos, bem como assegurar que não haja violência de nenhum tipo.

São Luís, 23 de novembro de 2016.

Fonte: Seduc

23/11/2016

 

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Não fede, nem cheira. Não influi e nem contribui.

A frase da manchete deste post teria sido dita pelo comandante da Policia Militar do Maranhão, coronel Federico Pereira, oriundo do Exército Brasileiro onde chegou tão somente  tenente R2, em uma reunião de coronéis, quando se referiu aos programas Abrindo o Verbo, apresentado por mim, Geraldo Castro, e Blitz Difusora com o jornalista Silvan Alves, dois profissionais experientes e acostumados com os problemas existentes na segurança pública do Maranhão.

Pereira como é conhecido teria afirmado que os dois jornalistas não merecem ser ouvidos e a polícia militar cumpre seu papel dentro das “estratégias” planejadas pelo comando da corporação e a violência no estado está sob controle e não há motivo para preocupação em relação o que é comentado nos dois programas radiofônicos. “Não tenho tempo pra ouvir estes dois, pois não fede e nem cheira, não influi e não contribui”, o que eles dizem, teria afirmado com comandante R2.

No entanto, não é bem assim como diz o comandante R2 da Policia Militar, pois na cidade de Imperatriz, em uma noite mataram cerca de sete pessoas, no que foi denominada de a “noite do terror”. Ainda neste domingo, uma perseguição acabou em tragédia no Paço do Lumiar, quando quatro homens em um gol vermelho, todos encapuzados, promoveram um tiroteio intenso em perseguição a um veículo Saveiro branco, culminando com a morte de uma mulher grávida, e um motociclista abatido a tiros. O condutor da Saveiro foi até a Delegacia do Maiobão, mas os “encapuzados” não perdoaram e ainda atingiram o mesmo.

Leia reportagem do blog do Gilberto Leda

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Foto do blog do Gilberto Leda.

O domingo foi violento na capital maranhense. Um crime foi registrado na delegacia da Polícia Civil do Maiobão, em que tudo começou com uma perseguição terminou em duas mortes e um ferido.

Segundo informações, uma perseguição, que iniciou na Estrada da Maioba e teve o fim na delegacia do Maionão, em Paço do Lumiar, ocasionou na morte de uma mulher, identificada como Eriedna Silva Melo e que estava grávida de três meses, além da morte de um motociclista, identificado como Jefferson Machado Paixão que foi atingido por uma das balas e um homem, identificado como Jackson Dutra Ataíde, que não corre risco de vida e era marido da mulher.

No local, havia marcas de tiros na parede e no veículo, assim como cápsulas de bala no pátio externo. Dentro do veículo, de placa OJN 7616, de Santa Inês, estava alvejado de bala e no banco do carona estava a mulher ensanguentada.

O delegado da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), Estevânio Aragão, informou que Eriedna Silva e Jackson Dutra estavam dentro do Saveiro branco e ao transitarem pela Estrada da Maioba, nas proximidades do Sítio Grande, foram interceptados por quatro homens, não identificados, encapuzados e fortemente armados.

O bando criminoso teria efetuado vários tiros em direção a Saveiro branca. O casal ainda tentou fugir da vista dos acusados e invadiu a Delegacia de Polícia Civil do Maiobão. Ainda neste local, o bando crivou de bala o carro do casal. Um dos tiros atingiu a cabeça de Eriedna Silva e morreu no local. Em seguida, os acusados tomaram rumo ignorado.

O blog do Luis Cardoso enumera outros detalhes a respeito:

Um casal que estava em uma Saveiro Branca foi perseguido e resolveu entrar no pátio da delegacia do Maiobão imaginando que poderia ficar mais seguro. Não adiantou. Os perseguidores encapuzados, em um Gool vermelho, deram vários tiros, tendo algumas balas atingido a cabeça da mulher Eriadna Silva Melo e outros projéteis de alojaram no corpo do motorista Jackson Dutra Ataíde. A mulher, que estava grávida, morreu no local. Uma segunda vítima, motoqueiro Jefferson Machado Paixão, que passava pelo local, também foi atingido e faleceu.

morte-do-maiobaoO fato aconteceu na manhã de ontem, dia 20, na Região Metropolitana de São Luís. A mulher, estava grávida de seis meses, e morreu dentro da Saveiro. O homem que atingido encontra-se internado no hospital Socorrão II.

Informações policiais dão conta de que quatro homens que estavam no Gol vermelho usavam coletes à prova de balas. A polícia acredita que o caso tenha ligações com o tráfico de drogas.

Diante do quadro exposto por este blog nota-se perfeitamente que a violência está sob controle, e que o comando da PMMA parece viver em outro país, e o que mais se ouve e se lê nos grupos de policiais militares, são punições cada dia mais constantes por parte do alto comando, punindo quem merece e quem nada fez. Desse jeito, resta a nós profissionais do rádio, dizer ao R2 Federico Pereira, que “ele não fede e nem cheira” como comandante.

Fotos : blog do Luis Cardoso.

 

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No Brasil, 57% concordam que “bandido bom é bandido morto”, diz Datafolha

A famosa definição de que “bandido bom é bandido morto” tem a concordância de 57% da população brasileira, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira (2), contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados fazem parte do 10° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado nesta quinta-feira (3).

O número é sete pontos percentuais maior que o da pesquisa de 2015, quando 50% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “bandido bom é bandido morto.” Porém, no ano passado, a pesquisa foi feita apenas nas cidades com mais de 100 mil habitantes. Agora, pela primeira vez, foi traçado um panorama nacional da percepção sobre o tema.

Ainda entre os entrevistados, 34% afirmaram discordar da afirmação; 6% não concordam, nem discordam; e 3% disseram que não saberiam responder.

Segundo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a revelação mais forte da pesquisa de 2016 é que o percentual que concorda com a frase cresce nas cidades menores. “Notamos que essa crença se dá com força mais robusta nos municípios com menos de 50 mil habitantes. É um dado inédito”, disse.

Para Lima, há uma explicação para essa diferença. “Em geral, os dados nos remetem a duas polícias diferentes: uma polícia que atende a grandes cidades, e outra que atende a municípios menores. Nos menores, a polícia parece que é mais conhecida, tem um envolvimento maior com as pessoas; quando a violência chega, assusta de forma mais intensa, o que acaba gerando mais adeptos a essa teoria. No caso das grandes cidades, existe um distanciamento de polícia e sociedade.”

Diferenças

A pesquisa também mostra percepções diferentes de acordo com alguns estratos sociais. Por exemplo: a morte de bandidos é defendida por 60% dos homens e 55% das mulheres.

A diferença também existe entre os níveis de escolaridade. Para quem tem até o nível fundamental, essa concordância chega a 62%, caindo para 57% entre os que têm nível médio e 50% entre os de nível superior.

Em termos regionais, Norte e Sul são os que apresentam maior grau de concordância com a afirmação: 61%. O Sudeste tem o menor, com 53%. No Nordeste, esse índice ficou em 60% e no Centro-Oeste, 59%.

Já com relação à faixa etária, os jovens se demonstram mais tolerantes. Entre 16 e 24 a nos, o índice de concordância à morte de bandidos é de 54% e vai subindo até a faixa de 60 anos ou mais, onde o grau de concordância chega a 61%.

Para a pesquisa foram ouvidas 3.625 pessoas, em 217 municípios, entre os dias 1º e 5 de agosto. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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